A Campanha de Ourique. Julho e Agosto de 1139
Fevereiro 6, 2008
«Estende-se a zona de guerra portuguesa do Mondego para o sul e, nela, balisam sua pri¬meira linha de resistência os castelos de Leiria, Ourem, Cera, Seia e Celorico, o terceiro dos quais hoje destruido, duas léguas ao norte da actual Tomar. A frente, como postos destacados de vigilância estratégica, parece erguerem-se já sobre o Tejo Médio, num sector de 10 quilómetros, os três pequenos castelos de Cardiga (senão, talvez na Atalaia), de Almourol e de Zezere, este ultimo, a cavaleiro da foz do mesmo rio e em frente do local onde depois se levantará Cons¬tância. Figuram esses castelos saliente agudo da cobertura estratégica de Afonso Henriques, apontando sobre o Alentejo. Facto interessante ê incluir este saliente dois vaus do Tejo, um, a leste, o da Praia, outro a oeste, o da Barquinha. Separado do primeiro pelo pego do Almou¬rol, comunica o segundo com o mouchão entre o Tejo e a estreita vala do Tejo Velho, vinda do Arrepiado. Desempenha, por seu turno, ao Norte, o Baixo Mondego natural missão de base de operações. Desta descem, para o front da época, duas linhas de comunicações apoiadas em luga¬res fortes e isoladas, uma da outra, de Condeixa para o Sul, por extensa cadeia montanhosa: a leste, a de Coimbra — Alfafar (l.a étape da expedição a Santarém em 1147) — Chão de Ourique (a 5 quilómetros de Penela — Ladeira — Ceras (a l quilómetro de Alviubeira — Alfeigedoe (Assei-ceira (?), direita ao Tejo Médio, evidente frente ofensiva; a oeste, por Coimbra — Alfarelos, (no limite sul da várzea do Mondego, conhecida por Campo de Ourique)—Vila Nova deAncos—Soure — Pombal, terminando em Leiria, próximo do Campo de Ourique das Cortes e centro provável da frente defensiva. Entre as duas frentes, como posto de ligação, está Ourem, a iguais distancias de Leiria e Cera. Visto de relance, o esquema estratégico português, observemos agora o sis¬tema defensivo mouro na peninsula entre o Tejo e o mar: duas linhas de fortalezas cobrem Lisboa: a primeira Santarém — Óbidos, tendo á frente em postos destacados Torres Novas, e, segundo cremos, Alfeihirão, a segunda — Alenquer — Torres Vedras, com Arruda e Sintra á rectanguarda ».
Fonte: REVISTA DE ESTUDOS HISTÓRICOS, 1928(?), Página 112
Doação da vila de Arruda à Ordem de Santiago
Novembro 11, 2007
1172 — Começa a construção da catedral de Ávila. Construção do minarete da mesquita de Sevilha, “La Giralda”. Morte de Ibn Mardanish, o “rei Lobo” de Múrcia, último a resistir ao avanço almôada. Seu filho decide submeter-se ao califa Abu Yaqub.
(?) Geraldo sem Pavor ataca e pilha Beja. Afonso I de Portugal entrega o castelo de Mosanto (dos templários) à Ordem de Santiago, além da vila de Arruda.
Ordem de Santiago da Espada
Outubro 17, 2007
«A ORDEM DE SANTIAGO DA ESPADA, originada na necessidade de proteger os peregrinos que se dirigiam ao túmulo de Santiago, fundada em Espanha talvez em 1170, entrou em Portugal em 1172. D. Afonso Henriques doou-lhe, segundo parece, a vila de Arruda, Alcácer, Almada, etc. D. Sancho I fêz-lhe outras doações, entre as quais se conta Palmela. pelo que, por vezes, aparecem designados por «Freires de Palmelas. [...] Entre os mestres mais célebres da Ordem de Santiago contam-se Martinho Barregão, que se «houve com tanto heroísmo no cêrco de Alcácer, que mereceu os elogios do Papa Honório III, em carta gratulatória aos bispos portugueses, e D. Paio Corrêa, o herói das conquistas de Métola, Cacela, Alvor, Ossónoba, Aljezur, Tavira, etc.» [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 89].


