Tag Archive: História


Arruda dos Vinhos fica a 36 Km de Lisboa, distrito a que pertence.

Fica  num vale cercada por serras e montes.

A Norte é limitada pelo concelho de Alenquer, a Sul pelo de Loures, a Este pelo de Vila Franca de Xira e a Oeste pelo de Sobral.

Nesta região sempre existiu uma erva com um cheiro muito activo e mal cheiroso. É uma erva medicinal muito frequente nesta zona.

Esta planta chama-se Arruda e durante algum tempo foi ela que deu o nome a esta região. Assim o primeiro nome de Arruda foi ”Ruta” depois, em 711 passou a chamar-se “Al Ruta” quando os muçulmanos invadiram a Península Ibérica. Só em 1828 é que aparece, em documentos antigos o nome de Arruda dos Vinhos.

Pela qualidade dos vinhos e da vinha e pela sua abundância mais tarde veio juntar-se ao nome já existente,  “ Vinhos” passando a chamar-se Arruda dos Vinhos.

Fonte: http://osbruxinhasdaarruda.blogs.sapo.pt/

O povoamento do território que corresponde ao actual concelho de Arruda dos Vinhos é tido como bastante remoto, apesar de serem parcos os vestígios arqueológicos e toponímicos. Um dos topónimos mais importantes relativo ao povoamento primitivo desta região é o do lugar de Anta, referindo-se este nome à existência de uma edificação dolménica, na altura da atribuição do topónimo. No que diz respeito ao topónimo principal do concelho, é composto por dois elementos, sendo que o primeiro deriva do latim ruta, “arruda”, com o prefixo árabe al; já segundo elemento, refere-se à abundância de vinhas na região.

A primeira referência escrita relativa a Arruda dos Vinhos data de 1172, constando no documento de doação de D. Afonso Henrique de “Arruta” à Ordem de Santiago. No entanto, essa doação parece não ter sortido efeito, visto que D. Sancho I a repetiu, sem qualquer alusão ao igual acto de seu pai. Esta doação de D. Sancho foi feita a 26 de Outubro de 1185, citando-se expressamente o castelo, o que mostra ter sido Arruda uma praça forte. Anteriormente, havia D. Afonso Henriques concedido foral a Arruda dos Vinhos (1160) que mais tarde foi renovado por D. Manuel (1517).

Uma das particularidades mais notáveis dos tempos afonsinos de Arruda, concerne ao sítio que então se chamava Vilar, onde foi fundado uma espécie de Mosteiro de “freiras” da Ordem donatária, isto é, donas afiliadas à Ordem de Santiago, tendo a dona que exercia a função de superiora, o título de “comendadeira”. Em 1255 já não se encontravam nesse local pois nesse ano o Mestre da Ordem, D. Paio Peres Correia e o comendador de Mértola, D. Gonçalo Peres, doam a Estêvão Mendes o lugar de Vilar onde haviam habitado as freiras. Segundo consta, essas “freiras” de Santiago do Vilar partiram, no reinado de D. Sancho I, para Lisboa, depois de construído por esse rei o Mosteiro de Santos-o-Velho e mais tarde, no reinado de D. João II, passaram para Santos-Novos, sendo conhecidas como comendadeiras de Santos.

Eclesiasticamente, a paróquia de Santa Maria de Arruda remonta ao século XII, ou pelo menos aos princípios do século XIII, mas certamente antes do senhorio da vila pela Ordem de Santiago dado que o padroado lhe escapou, sendo da apresentação dos cónegos regrantes de Santo Agostinho do Mosteiro de S. Vicente de Fora, vigararia que depois passou a priorado.

A vila permaneceu na posse da Ordem de Santiago até meados do século XVI. Depois foi doada ao primeiro Duque de Aveiro, em cuja sucessão se manteve a sua donataria até 1759, data em que foi extinta essa casa titular. Passou então à posse da coroa, situação em que se encontrava ainda no final do Antigo Regime. Era nessa época vila da província da Estremadura, diocese de Lisboa, comarca do Ribatejo e provedoria de Torres e tinha juiz ordinário.

Em 1855, sendo extinto o concelho de Sobral de Monte Agraço foram anexas as freguesias deste ao concelho de Arruda dos Vinhos. Em 1887 a sede de concelho foi transferida para o Sobral, o que provocou desavenças entre as duas vilas, com agressões aos comerciantes que iam de uma à outra fazer negócio. Esse conflito manteve-se durante 3 anos e só foi resolvido com a formação de dois concelhos: Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.

A 26 de Setembro de 1895, o concelho de Arruda dos Vinhos foi extinto, tendo sido anexado ao de Vila Franca de Xira; veio a ser restaurado a 13 de Janeiro de 1898, com as freguesias que tinha à data da eliminação, excepto a de Sapataria (que ficou integrada em Sobral de Monte Agraço).

Fonte: http://portugal.veraki.pt/concelhos/concelhos.php?idconc=279&op=HI&gr=CO

Na reforma administrativa havida em 1936 foi novamente criada uma ”’Provincia (ou ” região natural ”) da Estremadura”’. Esta nova Provincia, contudo, englobava apenas uma fracção  do território da antiga comarca homónima. Parte do território da antiga Estremadura ficou incoprporado nas novas Provincias do Ribatejo e Beira Litoral. Por outro lado, a nova Estremadura incluiu parte do actual Distrito de Setúbal que tradicionalmente pertencia à  antiga Provincia do Alentejo.

No entanto, as Provincias de 1936 não tiveram praticamente qualquer atribuição prática, e desapareceram do vocabulário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a entrada em vigor da Constituição portuguesa de 1976.

Fazia fronteira a Nordeste com a Beira Litoral, a Este com o Ribatejo e o Alto Alentejo (Provincia), a Sul com o Baixo Alentejo (Provincia) e o Oceano Atlântico e a Oeste também com o Atlântico .

Era então constituí¬da por 29 concelhos, integrando a quase totalidade do Distrito de Lisboa e partes dos distritos de Leiria e Distrito de Setúbal. Tinha a sua sede na cidade de Lisboa.

* ”’Distrito de Leiria”’: Alcobaça , Bombarral, Caldas da Rainha, Marinha Grande, Nazaré , Óbidos , Peniche, Porto de Mós.

* ”’Distrito de Lisboa”’: Alenquer , Arruda dos Vinhos, Cadaval, Cascais, Lisboa, Loures, Lourinhã , Mafra, Oeiras, Sintra, Sobral de Monte Agraço , Torres Vedras.

* ”’ Distrito de Setúbal ”’: Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal .

Se ainda hoje a Provincia em causa existisse, contaria provavelmente com 31 municí¬pios, posto que foram entretanto criados dois novos concelhos, na Área do Distrito de Lisboa:
* Amadora (criado em 1979, por divisão de Oeiras)
* Odivelas (criado em 1997, por divisão de Loures)

Presentemente, a Provincia em causa achar-se-ia repartida pelas região de Lisboa, região Centro e Alentejo. Ao Alentejo pertenceria o município da Azambuja, integrado na subregião da Lezíria do Tejo ; À  região de Lisboa pertencia a totalidade da subregião da Pení¬nsula de Setúbal e, quase totalmente, a Grande Lisboa (o concelho de Vila Franca de Xira encontrava-se no Ribatejo); enfim, à  região Centro pertencia a totalidade da subregião do Oeste , e ainda dois municí¬pios do Pinhal Litoral (Marinha Grande e Porto de Mós).

Fonte: http://cubano.ws/info-atual/estremadura

História de Arruda dos Vinhos

Arruda dos Vinhos é um dos municípios mais antigos do País, tendo recebido foral de D. Afonso Henriques em 1172. No mesmo ano, e por doação do mesmo monarca, confirmada por D. Sancho l, em 1186, o Castelo de Arruda dos Vinhos passou a pertencer à Ordem de Saint’Iago.

Treze anos antes de morrer, D. Afonso Henriques outorga carta de foral a Arruda. A Ordem de Saint’Iago foi senhora da vila e do castelo. No sítio do Vilar foi instituída a primeira residência das Comendadeiras de Saint’Iago, mosteiro onde viviam como leigas as mulheres dos cavaleiros que andavam em contínuas batalhas. Foram estas comendadeiras que mais tarde, no reinado de D. Sancho, vieram instalar-se em Lisboa, no Mosteiro de Santos-o-Velho, passando no reinado de D. João ll, para Santos-o-Novo.

As Linhas de Torres Vedras passavam por aqui e, ao olhar para as escarpas aproveitadas como defesa, compreende-se bem a genialidade da construção desta fortificação militar.

Origem do nome:

«Xavier Fernandes em Topónimos e Gentílicos (1944)»: “Designação composta de elementos vegetais, isto é, do substantivo comum arruda – determinada planta que, provavelmente apareceu com abundância no local – e do determinativo – dos vinhos, talvez por característica da principal cultura”.

«A. V. R. do Folheto Arruda dos Vinhos, editor Camacho Pereira – Abril de 1955»: “Da origem do nome de Arruda, o distinto etimologista e etólogo Mário Guedes Real, num interessante estudo intitulado “toponímia Árabe da Estremadura”, referindo-se aos numerosos termos de nomenclatura de povoações, que, como reminiscências do domínio muçulmano, se encontram nos dois países ibéricos, e entre outros, aqueles que têm base a flora indígena, escreveu o seguinte:” Arruda (dos Vinhos) é nome comum latino (ruta, ae) tornado próprio arabizado, pela anteposição do artigo definido árabe “al”, cujo “l” se assimilou ao “r” inicial do substantivo por ser a última letra “solar”. A forma latina árabe seria, portanto, ar-ruta, a arruda”.

Fonte: http://www.caestamosnos.org/Tematicas_1/Distritos_Concelhos_Portugal_Lisboa.htm

“1207 -A Ordem de Sant’Iago edificou o baluarte ou fortim de S. João Baptista de Belmonte, em frente do actual Monte os Condes de Santo Estêvão (que então ainda não existia) antes do fim do século, posição menos defensiva, pois os muçulmanos nunca se interessaram para aquém de Coruche, do que marcar presença e ocupação de um território.

Um documento de 1207 (ANTT. Bulário Português do Papa Inocêncio III”, I.N.C.I., Coimbra A.N.T.T., Chancelaria de S. Vicente, cx. 46, m.1, n.º 33) aparece uma sentença do Prior de Alcobaça que determina quais os pagamento de dízimos a fazer a Ruta (Arruda dos Vinhos), onde se inclui o Fortim de Belmonte, sinal de que muitos anos antes ele teria sido construído, mesmo antes da fundação de Benavente em 1200.

Normalmente, os nobres freires-soldados das Ordens Religiosas Militares se fizessem acompanhar de familiares e serviçais, para os serviços de agro-pecuária de manutenção dos mesmos.”

Fonte : http://www.samoraonline.com/institucional/ver.asp?ID=47

“Vila e sede de concelho, Arruda dos Vinhos é centro de uma importante região vinícola. A freguesia do mesmo nome dista 36 quilómetros da cidade de Lisboa.

Não pode determinar-se com exactidão a data de fundação da vila de Arruda dos Vinhos. É pelo menos anterior à própria Nacionalidade, pois foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1160. Pertenceu Arruda ao Mestrado da Ordem de Santiago, e lá existiu um convento de freiras, doado em 1175 à referida Ordem a fim de ali se recolherem as mulheres dos freires leigos, quando se ausentavam a combater os mouros. Essas freiras, por esse facto, recebiam o nome de Comendadeiras de Santiago. Mais tarde foram transferidas para o convento de Santos-o-Velho, em Lisboa.

Em 1384, D. João de Castela resolveu repousar numa habitação da vila quando se dirigia a Lisboa com o intuito de conquistar a cidade e, seguidamente, dominar todo o País. Ao entrar, porém, no aposento que lhe haviam destinado para pernoitar, deparou com dois homens de espadas e punhais, escondidos debaixo da cama preparados para o aniquilar. Esta proeza heróica é-nos contada pelo próprio Fernão Lopes nas suas admiráveis crónicas.

As serras situadas ao sul e a oeste da vila de Arruda dos Vinhos fizeram parte das célebres Linhas de Torres, organizadas por Wellington. Ainda hoje há vestígios dessas fortificações, sendo as que mais perto se encontram da vila os redutos de S. Sebastião, Carvalha e Moinho do Céu.
A igreja matriz, reedificada de 1528 a 1531, apresenta poucos vestígios da traça original. Na fachada, muito simples, avultam o portal, manuelino, enquadrado por pilastras com elementos decorativos renascença, e a torre sineira, do século XVI. O interior é de três naves, sendo os arcos de volta perfeita e aresta chanfrada. As colunas têm o fuste curiosamente esculpido a meio com um anel decorativo e interessantes capitéis. A capela-mor, profunda e com abóbadas de berço, encontra-se ladeada por duas absidíolas com abóbadas de cruzaria. As naves, a capela-mor e uma outra pequena capela são revestidas de azulejos do século XVIII, onde se distinguem cenas da vida de S. Cristóvão e de S. Francisco. Guardam-se no templo um grande retábulo de talha barroca e algumas boas pinturas do meado do século XVI de um antigo retábulo.
À entrada da vila, do lado de Alhandra, encontra-se um chafariz de três bicas, datado de 1789 e decorado ao gosto barroco. Sob o frontão estão esculpidas em relevo as armas de Portugal. O conjunto é encimado por pináculos. Na entrada norte da vila existe um busto da escritora e pedagoga Irene Lisboa, uma das mais destacadas figuras do concelho de Arruda dos Vinhos.”

Fonte: http://www.distritosdeportugal.com/lisboa/arruda_dos_vinhos/index.htm

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.