O sublanço Arruda dos Vinhos–Carregado da Auto-Estrada 10 (Bucelas/Carregado/IC3) deverá abrir à circulação em Novembro de 2007, completando a ligação entre a A9 (CREL) e a A13 (Benavente), num total de 30 quilómetros, afirmou ao DN o porta-voz da Brisa.

Franco Caruso confirmou, ainda, que a inauguração da nova ponte sobre o Tejo, entre o Carregado e Benavente, que faz parte do traçado da A10, terá lugar no primeiro semestre de 2007.

O traçado do sublanço Arruda dos Vinhos-Carregado da A10 desenvolve-se ao longo de 9850 metros, tendo sido dividido em dois trechos. O primeiro entre Arruda dos Vinhos e o futuro IC11, com 4000 metros de desenvolvimento, e o segundo entre o IC11 e o Carregado (A1), com 5850 metros de extensão.

No total deste sublanço foram projectadas sete obras de arte especiais (viadutos), com um comprimento total de 4275 metros, três obras de arte correntes, cinco aterros especiais com alturas entre oito e 20 metros e estruturas de suporte ancoradas com um desenvolvimento total de 265 metros.

Neste sublanço inclui-se ainda o nó de interligação da A10 com a A1, que fica situado na baixa aluvionar do Carregado, englobando uma extensão de viadutos de três mil metros fundados em estacas, com comprimentos máximos de 35 metros, e mil metros de aterros, com altura máxima de cerca de quatro metros.

Futura ligação entre a A9/CREL -A1 no Carregado-Benavente/A13 na margem sul do Tejo, esta circular externa à A1 entre Lisboa e o Carregado conta já com dois sublanços construídos entre a A9/CREL e Arruda dos Vinhos e entre Benavente e a A13. De permeio está, além deste sublanço entre Arruda dos Vinhos e o Carregado, que será o último a ser concluído, a construção da travessia do Tejo no Carregado, que se estende por 12 quilómetros de ponte e viadutos e vai terminar na zona de Benavente, onde se liga à A13, que une Santarém à Marateca.

Esta obra da Brisa é considerada um marco da engenharia portuguesa, envolvendo um dono de obra português, bem como empreiteiros e projectistas portugueses, e representa só por si um investimento da ordem dos 200 milhões de euros, estando prevista a sua inauguração para o primeiro semestre de 2007.

Para além de vir a constituir a principal via de ligação entre o futuro aeroporto da Ota e o Sul do País, a nova travessia do Tejo deverá absorver bastante tráfego oriundo da região Oeste – através do futuro Itinerário Complementar 11 – e contribuir para aliviar as pontes de Vila Franca e de Santarém e a própria A1.

A travessia, cuja utilização estará sujeita a portagem cobrada no âmbito da A10, far-se-á imediatamente a norte da Central Termoeléctrica do Carregado, desembocando na margem esquerda do Tejo, próximo da chamada Vala da Figueirinha, no concelho de Benavente. Terá duas faixas de circulação em cada sentido, mas ficará preparada para a criação das terceiras faixas. A Brisa espera concluir as obras da A10 em 2007.

Por resolver continua a ligação desta auto-estrada ao futuro aeroporto da Ota, que deverá ser definida com base num estudo global dos acessos ao futuro equipamento aeroportuário que já foi solicitado pelo Governo a um grupo de trabalho composto por Brisa e Estradas de Portugal, entre outras entidades.