Archive for Maio, 2007


Dados sobre as quantidades de alimentos recolhidos no Intermarché e Lidl de Arruda dos Vinhos, pelos voluntários do Banco Alimentar, em 5 e 6 de Maio de 2007

http://www.lisboa.bancoalimentar.pt/noticias.php?nwsid=48

Não há receitas milagrosas, começa por dizer José Melícias, delegado da Matemática do ensino básico do Externato João Alberto Faria. Mas há seguramente factores que explicam como é que o estabelecimento de ensino de Arruda dos Vinhos levou este concelho a distinguir-se como o único em todo o país a apresentar uma média no exame nacional de Matemática do 9.º ano superior a 3 valores (numa escala de 1 a 5), em 2006.

“Há um grupo de professores relativamente estabilizado, alguma cultura de escola que tem a ver com a exigência, um grupo de Matemática pouco atreito a algumas inovações pedagógicas [saber a tabuada é mais importante do que saber utilizar a calculadora, interdita no 2.º ciclo]”, explica José Melícias.

Já em 2005, os alunos de Arruda, distrito de Lisboa, tiveram a classificação média mais alta (2,66) – nenhum concelho chegou à positiva.
Recusando a ideia de que na escola se “trabalha para os exames” – o objectivo é que “adquiram as competências necessárias para o ensino secundário”, reforça Rafaela Pessoa, delegada de Português -, o facto é que os resultados dos 156 alunos internos que fizeram a prova de Matemática no ano passado são motivo de orgulho. “Até 2005, ninguém sabia se estávamos a trabalhar bem ou mal. Ficámos com a prova de que estávamos no caminho certo”, defende José Melícias.

Os dados compilados pelo Júri Nacional de Exame, e que apresentam o cálculo das médias por concelho, não permitem apurar qual o estabelecimento de ensino do país com a classificação mais elevada. O facto de todos os concelhos do país, à excepção de Arruda dos Vinhos, apresentarem valores médios inferiores a 3 não significa que não haja em cada uma dessas regiões uma escola com resultados positivos.

O que acontece em Arruda dos Vinhos é que o Externato João Alberto Faria é o único a leccionar o 3.º ciclo do básico. Ou seja, lembra José Melícias, a escola recebe “todo o tipo de alunos”, o que torna os resultados mais importantes. E por ser a única oferta do 7.º ao 12.º ano, o Ministério da Educação (ME) assinou um contrato de associação com a escola, subsidiando na íntegra a frequência de todos os seus 1400 alunos.

Pedagogicamente, o externato depende das orientações do ME, mas a contratação dos professores é da inteira responsabilidade da administração. “Antes do recrutamento entrevistamos os candidatos, explicamos o espírito desta escola e percebemos logo se têm o perfil pretendido”, explica Isabel Vinhas, directora pedagógica do 3.º ciclo.
Empenho, disponibilidade e espírito de grupo é pois o que se pede aos cerca de 140 docentes, muitos deles há mais de 15 anos no externato.
Sendo que o Português e a Matemática são as duas disciplinas em que a escola mais investe, admite Isabel Vinhas. “Por isso começam a ver-se resultados. É fruto de muito trabalho dos alunos e dos professores.”

Há já vários anos que a área do Estudo Acompanhado é dedicada apenas a estas duas disciplinas. Terminando as aulas do 9.º ano, os docentes asseguram horas complementares de preparação para os exames de Português e Matemática e as que mais forem precisas só para o esclarecimento de dúvidas.

Laboratórios, quadros interactivos oferecidos pela Caixa de Crédito Agrícola depois dos bons resultados de 2005, directores de ano que fazem um acompanhamento permanente dos alunos são outros factores apontados por Isabel Vinhas para explicar a boa prestação do externato.
No final de cada período, os melhores entram para os quadros de honra, expostos à entrada da escola. Os próprios professores começaram entretanto a ser avaliados pelos alunos.
Mas, acima de tudo, reforça José Melícias, é a partir do “esforço e trabalho” de todos que se conseguem resultados. “A massificação do ensino levou a um menor grau de exigência. Mas a Matemática não se tornou mais fácil e mantém as dificuldades próprias da disciplina”, conclui.

Ao contrário do que acontece na maioria dos estabelecimentos de ensino nacionais, em 2006 os alunos do Externato João Alberto Faria tiveram melhores notas no exame nacional de Matemática do 9.º ano do que na avaliação feita pelos seus próprios professores no final do ano lectivo.
Se a nível nacional a diferença média entre nota interna e classificação externa ficou nos 0,6 valores (numa escala de 1 a 5), na escola de Arruda dos Vinhos os resultados do exame foram ligeiramente superiores (em 0,07 valores).
A Língua Portuguesa, as classificações foram praticamente idênticas, com os alunos a conseguirem a terceira melhor média a nível de concelho (99 por cento tiveram positiva).

Boa preparação e elevada exigência na escola ajudarão a explicar os números. Aliás, a fama é conhecida no concelho e arredores.
Tiago Esteves, 16 anos, a frequentar o 10.º, está já a preparar a candidatura a Medicina. Fez as contas às notas e decidiu mudar de escola. Trocou uma pública em Alenquer pelo externato de Arruda, sabendo que “o nível de exigência dos professores pode ser compensado pelos resultados nos exames, que normalmente tendem a ser melhores, ao contrário do que acontece noutros sítios”, explica.
A meio do passado ano lectivo apanhou o primeiro susto. O professor de Matemática fez um teste “muito difícil” e Tiago teve uma das notas mais baixas da sua vida – “quase negativa”. “Isso levou-me a batalhar mais”, conta o aluno, que acabou por ter 5 no exame nacional.
“Os professores motivam-nos e explicam a matéria de uma maneira que a gente percebe. Apresentam as coisas como se fossem uma espécie de desafio e temos vontade de estudar e ir mais longe. É um trabalho mútuo”, corrobora Eduarda Veríssimo, 16 anos.

O facto de os alunos do 5.º ao 11.º realizarem a todas as disciplinas “provas globalizantes” no final do ano lectivo, desde 2003, também pode ajudar à preparação e a diminuir os níveis de ansiedade quando se apresentam a exame. Os testes obedecem exactamente à mesma lógica das provas nacionais. Realizam-se à mesma hora, são anónimos, feitos na presença de vigilantes e os professores que os corrigem não fazem ideia de quem são os testes que têm à frente.

 Fonte: http://www.appefis.org/noticias_detalhes.asp?codnoticia=1413&inicio=130

Uma forte experiência de comunhão diocesana é o retrato que o Padre Carlos Gonçalves, Diretor do Departamento da Juventude de Lisboa – Portugal, faz do dia da Juventude em Lisboa. Uma vasta diocese, marcadamente urbana, que se reuniu em Arruda dos Vinhos, para mostrar que uma diocese que tem uma extensa área e apresenta quadros muito diferentes, vai ao encontro de todos.

Mais de 600 jovens fizeram a festa e mostraram a alegria própria de quem vive a juventude, marcada pelo ideal cristão. Este ano, o dia organizado em Lisboa coincidia com o Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Como pano de fundo, esteve sempre presente a mensagem do Papa para os jovens.

“Uma forte ligação unia estes dois acontecimentos” e sob a temática “Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”, foram organizados ateliers pela manhã que se debruçavam sobre a missão, vocação, oração e vida. Cada um deles “contou com a sua dinâmica própria, não se pretendia uma conferência, mas também não era apenas um testemunho”, explica Padre Carlos.

O mais importante é a “provocação que se faz aos jovens”, na forma como se fala e se dá testemunho. Os temas “foram muito bem acolhidos entre os jovens – ouvi dizer bem de todos”. A vocação foi “uma surpresa que os jovens não esperavam tão boa”, no atelier animado pelo Padre Filipe Santos, um jovem sacerdote de 26 anos, Prefeito do Seminário de Penafirme.

Em opção os jovens tinham também uma proposta cultural. Utilizando também a possibilidade de aproveitar a “realidade de Arruda dos Vinhos”, alguns optaram por fazer a “Rota do Vinho e do Moinho”, onde também estiveram presentes momentos de oração.

O cansaço da caminhada não desmotivou a conversa que o Cardeal Patriarca de Lisboa teve com os jovens da parte da tarde. “Sede cristãos”, foi o desafio lançado por D. José Policarpo. “Pode parecer uma coisa básica, mas o que se pede é que sejam jovens cristãos a sério”. Jovens comprometidos, “presente nas horas boas e difíceis, que alinham com a Igreja”, relembra o Padre Carlos Gonçalves, sendo testemunho no seu meio mas “vivendo a sua fé”.

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=229052