“Em 1448, a viúva, D. Brites de Menezes, oriunda da nobre família dos marqueses de Cantanhede e 3.ª mulher de Aires Gomes da Silva, aia da infanta D. Isabel, reavê por Alvará régio lavrado em Sintra os bens confiscados, na condição de doar a quinta de S. Marcos para ali se fundar um convento de monges hieromitas.

Para o efeito vai ao convento de Arruda dos Vinhos junto de seu confessor Fr. João Velho (monge do mosteiro da Mata) e Fr. Álvaro (prior do mesmo) a dar conta da sua decisão e solicitar-lhes que os seus procuradores compareçam em Lisboa a receber a doação.

O acto de doação ocorreu em Lisboa nos Paços de El-Rei, a 28 de Julho de 1451, através de uma carta lavrada pelo tabelião Álvaro Vaz, outorgada por D. Brites e Fr. João Velho, testemunhada por Gonçalo Vaz (escudeiro da duquesa de Borgonha), Fr. Alvaro Anes e o provincial da Trindade.

Nos primórdios do ano de 1452, dois monges de S. Jerónimo, João Velho e Espírito Santo, tomam posse de S. Marcos e em Abril do dito ano iniciam as obras sob a orientação do arquitecto Gil de Sousa (autor do mosteiro da Penha Longa) e regência de Fr. João Velho. Gil de Sousa orientou as obras durante 12 anos, até ao momento da sua morte e sequente enterramento na igreja. As obras irão continuar sob a direcção de Nuno Gonçalves, um pedreiro do vizinho lugar de Zouparria.

Desde 1452, S. Marcos funcionou como um autêntico estaleiro de obras e de arte. Aqui lavraram os maiores arquitectos, escultores e imaginários do tempo, com incidência maior nos altares e mausoléus da igreja, dormitórios e claustros, botica, celeiros e oficinas.”

Fonte: http://www.mensageirosantoantonio.com/messaggero/pagina_articolo.asp?IDX=235IDRX=45

Anúncios