Archive for Outubro, 2007


Ditados populares

“As analogias entre os adagiados português e espanhol são incontáveis, tal como as de outras tradições verbais, do romanceiro à literatura de cordel, onde às vezes é difícil saber quem imitou ou quem inventou – o que revela que as duas culturas nem sempre viraram as costas uma à outra, e nem sempre favoreceram o ponto de vista evidenciado no nosso  provérbio, cujo conteúdo anti-espanhol contrasta com ou na forma importada certamente de Espanha.

Em todo o caso correm em Portugal variantes proverbiais que transferem para terras portuguesas o odioso de Castela e de Espanha. Teófilo Braga transcreveu esta versão: “Da Arruda / Nem mulher / Nem mula; / Nem vento, / Nem casamento”; Pedro Chaves cita a variante: “De Esgueira”… (a terra aveirense hoje conhecida pelo seu basquetebol que o brasileiro Leonardo Mota converteu em nome comum); Maria de Sousa Carrusca cita a variante: “De Braga”17…; e Armando Côrtes-Rodrigues regista no seu Adagiado Popular Açoriano: “Do Nordeste / nem vento, nem casamento” (a que o prefaciador Carreiro da Costa acrescentou dois “bom” por sua conta).”

Fonte: http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/2882.pdf

Pipa (Alenquer)

“A primeira referência que encontramos sobre este lugar remonta a 1239, quando em Maio desse ano a infanta D. Constança Sanches fez escambo com Joannes Petri, parochiano S. Stephani de Alamquer, dando-lhe uma herdade que tinha no Carril, termo de Alenquer, e outra que tinha na Pipa, do mesmo termo, em troca de todos os bens de raiz que ele possuía no termo de Alenquer e no de Arruda junto ao Poço dos Negros.”

Fonte: http://www.alenquer.oestedigital.pt/CustomPages/ShowPage.aspx?pageid=4340896a-93c5-4cce-89ed-6a7179ec7556

Vinhos de Portugal

“Gil Vicente escreveu o seu Monólogo do Vaqueiro (1502) e mais tarde o Pranto de Maria Parda, peça ainda hoje quase desconhecida, onde o mestre ourives, pela voz da protagonista, anunciava os seus vinhos de eleição: Abrantes, Punhete, Arruda, Alcochete, Alhos Vedros, Barreiro.
Vinhos que hoje desapareceram (exceptuando Arruda), mas que ficaram na história literária pela pena de mestre Gil.”

Fonte: “Portugal vinhos, cultura e tradição” José a. Salvador, Pág. 36, ed. Círculo de Leitores

“D. António Vicente, prior de Leiria; prior crasteiro e vestiário de Santa Cruz e procurador do prior em Leiria (1380.07.27), “prior de Leiria e Vigário nela por D. Afonso, prior de Santa Cruz de Coimbra”. Em 2 de Abril de 1403, aparece D. Fernando Afonso, prior da igreja de Santa Maria da Arruda, visitador e ouvidor na vila de Leiria.”

Fonte: http://www.leiria-fatima.pt/sim/biblioteca/grupos/1/Origens.pdf

«A ORDEM DE SANTIAGO DA ESPADA, originada na necessidade de proteger os peregrinos que se dirigiam ao túmulo de Santiago, fundada em Espanha talvez em 1170, entrou em Portugal em 1172. D. Afonso Henriques doou-lhe, segundo parece, a vila de Arruda, Alcácer, Almada, etc. D. Sancho I fêz-lhe outras doações, entre as quais se conta Palmela. pelo que, por vezes, aparecem designados por «Freires de Palmelas. […] Entre os mestres mais célebres da Ordem de Santiago contam-se Martinho Barregão, que se «houve com tanto heroísmo no cêrco de Alcácer, que mereceu os elogios do Papa Honório III, em carta gratulatória aos bispos portugueses, e D. Paio Corrêa, o herói das conquistas de Métola, Cacela, Alvor, Ossónoba, Aljezur, Tavira, etc.» [Antonio G. Matoso, História de Portugal, Lisboa, 1939, vol. I, 89].

Fonte: http://www.hcgallery.com.br/genea4.htm

Regiões demarcadas

Em 1980 foi reconhecida a denominação Algarve (mais tarde regulamentada – 1990 – e substituída por quatro denominações Lagoa, Lagos, Portimão e Tavira), tendo-se procedido então à sua demarcação.

Em 1986 foram reconhecidas as primeiras regiões do Alentejo – Borba Redondo, Reguengos, Portalegre e Vidigueira – tendo sido reconhecidas em 1991, Évora, Moura e Granja-Amareleja.

Também em 1986 foram reconhecidas, como denominações de origem correspondentes aos vinhos de qualidade produzidos em zonas vitícolas de interesse, as seguintes regiões: Chaves, Planalto Mirandês, Valpaços, Castelo Rodrigo, Pinhel, Cova da Beira, Encostas de Nave, Varosa, Lafões, Alcobaça, Encostas de Aire, Óbidos, Arrábida, Palmela, Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Santarém, Tomar, Alenquer, Arruda e Torres Vedras. Em 1994 obtiveram reconhecimento de denominação Biscoitos, Graciosa e Pico.

Fonte: http://www.lusawines.com/historia.asp

História de Sacavém

“Ainda assim, a povoação devia ser já um centro urbano de alguma importância no quadro do Termo de Lisboa. Uma lei de D. Dinis, datada de 1287, dá conta de um imposto geral aplicado aos tabeliães de uma parte significativa do Reino de Portugal (com exclusão dos da comarca de Antre Tejo e Odiana e Além-d’Odiana — regulamentada por lei posterior —, do Reino do Algarve, bem como ainda de certas terras coutadas — Braga, Porto ou Alcobaça). Aparece aí arrolada, entre várias outras povoações da diocese de Lisboa (Lisboa, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Óbidos, Porto de Mós, Povos, Santarém, Sintra, Torres Novas, Torres Vedras e Vila Nova de Ourém), a paróquia de Sacavém, contando esta com 1 tabelião, mas desconhecendo-se o valor do respectivo imposto (situação, de resto, também verificada nos casos de Alenquer, Arruda, Sintra e Torres Vedras). Como em Porto de Mós e Vila Nova de Ourém, existindo dois tabeliães, estes pagavam 45 libras anuais à Coroa, é de supor que talvez a contribuição pecuniária do tabelião de Sacavém fosse inferior a estas — embora, por exemplo, o concelho de Povos, ao Norte de Vila Franca de Xira, com apenas também um tabelião, pagasse um valor superior (60 libras); esse número, contudo, foi mais tarde reduzido a apenas 24 libras anuais”

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Sacav%C3%A9m

Até 1935, a área de intervenção da EPAL limitava-se ao abastecimento e distribuição de água ao concelho de Lisboa. A partir desse ano assiste-se a um alargamento progressivo da área de influência da empresa que passa a abastecer em alta os municípios de …, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço (1964), …”

 Fonte: www.epal.pt/Epal/Helios/aspx/download.aspx?id=745

Fonte: You Tube – Raúl Godinho

Escritora e pedagoga portuguesa, nascida no Casal da Murzinheira, concelho de Arruda dos Vinhos. Teve uma infância sem pobreza. Foi educada no Convento do Sacramento, que não lhe agradou. Estudou em Lisboa no Colégio Inglês até aos treze anos. Frequentou o Liceu D. Maria Pia, onde conheceu a sua amiga e companheira Ilda Moreira. Com o curso do Magistério Primário, começou a leccionar. “O seu destino literário é, entre os destinos literários infelizes, um dos mais marcados pelo infortúnio e pela injustiça”. Escritora de primeiríssima água, como reconheceram José Rodrigues Migueis, Gomes Ferreira, João Gaspar Simões. Publicou aos 20 anos no jornal Educação Feminina os primeiros versos. “Irene Lisboa exerceu a profissão na capital até ao momento em que, juntamente com a sua colega e amiga Ilda Moreira, aceita o desafio de reger classes de ensino infantil criadas nas escolas oficiais. Parte para Genebra, mercê de uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, especializando em Pedagogia. Deixou uma obra que se estende por contos, crónicas, poemas, artigos sobre educação e ensino. Foi uma narradora insuperável do quotidiano. Usou o pseudónimo de João Falco, Manuel Soares e Maria Moira. Por motivos políticos foi afastada do ensino aos 48 anos. Os mais conhecidos sucessos desta autora foram «Um Dia e Outro Dia», 1936; «Esta Cidade!», 1942; «Uma Mão Cheia de Nada e Outra de Coisa Nenhuma», 1955 e «Voltar Atrás Para Quê?», 1956. Deixou obra vasta na área da pedagogia.

Fonte: www.leme.pt/biografias/80mulheres/lisboa.html