“Ainda assim, a povoação devia ser já um centro urbano de alguma importância no quadro do Termo de Lisboa. Uma lei de D. Dinis, datada de 1287, dá conta de um imposto geral aplicado aos tabeliães de uma parte significativa do Reino de Portugal (com exclusão dos da comarca de Antre Tejo e Odiana e Além-d’Odiana — regulamentada por lei posterior —, do Reino do Algarve, bem como ainda de certas terras coutadas — Braga, Porto ou Alcobaça). Aparece aí arrolada, entre várias outras povoações da diocese de Lisboa (Lisboa, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Óbidos, Porto de Mós, Povos, Santarém, Sintra, Torres Novas, Torres Vedras e Vila Nova de Ourém), a paróquia de Sacavém, contando esta com 1 tabelião, mas desconhecendo-se o valor do respectivo imposto (situação, de resto, também verificada nos casos de Alenquer, Arruda, Sintra e Torres Vedras). Como em Porto de Mós e Vila Nova de Ourém, existindo dois tabeliães, estes pagavam 45 libras anuais à Coroa, é de supor que talvez a contribuição pecuniária do tabelião de Sacavém fosse inferior a estas — embora, por exemplo, o concelho de Povos, ao Norte de Vila Franca de Xira, com apenas também um tabelião, pagasse um valor superior (60 libras); esse número, contudo, foi mais tarde reduzido a apenas 24 libras anuais”

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Sacav%C3%A9m

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