Archive for Janeiro, 2008


Quando Francisco Espinheira abriu a sua casa em 1840, nunca lhe terá passado pela cabeça que a Ginjinha do Rossio seria um dos estabelecimentos mais populares de Lisboa, um século depois. Tão popular, que após um encerramento forçado de dois meses, voltou a ser ponto de paragem obrigatória de clientes habituais e de outros que nunca provaram o licor do copinho de vidro. Com ou sem elas, as ginjinhas saem a grande velocidade, tal é o ritmo da procura. Em meia hora de conversa, e com a contabilidade feita por alto, foram vendidas mais de 20 ginjinhas.

O balcão de mármore nunca está às moscas. “Às vezes até se forma fila”, conta Rocha, 40 anos, mais de 20 como cliente da Ginjinha Espinheira, produzida nas terras da Arruda dos Vinhos. “Há mais casas a vender ginjinha, mas eu só gosto desta. É mais suave”, diz.

Depois de almoço, a clientela aumenta exponencialmente. “Sabe bem beber uma ginjinha a seguir à refeição. É um bom digestivo.” Democrática , interclassista e transversal, a ginjinha é procurada por homens e mulheres. Novos e velhos. Em troca de uma moeda de um euro recebem-se uns bons minutos de degustação que adoçam o palato e aquecem a alma. O licor vermelho escuro vertido pelos funcionários da Ginjinha do Rossio, no copinho de 50 cl escorrega bem pela garganta. Maria Carla, sempre que vem à Baixa, pára na Ginjinha. Desta vez, o facto de o espaço ter estado fechado para remodelação após uma inspecção da ASAE, ainda lhe aguçou mais a curiosidade. “Afinal, pouco mudou. Olha, está aqui um lavatório para passar as mãos por água. Sempre ficam pegajosas. E a ginja, essa, continua boa. É uma bebida popular mas tem o seu quê de chique”, sublinha. Noélia veio de Barcelona. Provou a ginja em Agosto do ano passado e agora que cá voltou leva uma garrafa de um litro de Espinheira. “Temos licores, mas não como este. Que fruto é aquele no fundo da garrafa? Uma cereja? É para comer?”, pergunta. Sim. Há quem goste de acabar um copo de ginjinha, com ela. Outros dizem que não. “Na minha opinião, o fruto tem uma elevada concentração de álcool”, afirma Lídia Ferreira.

Enquanto o sr. Fernandes, de farpela nova e crachá a identificar, deixa escapar com perícia ímpar, uma ou duas ginjas pelo gargalo, a pedido do cliente, o colega volta a atestar a garrafa numa das torneiras do depósito com capacidade para armazenar 800 litros do néctar.

De regresso ao balcão, a pergunta já está na ponta da língua. “É com ou sem elas?”|

Fonte:

O povoamento do território que corresponde ao actual concelho de Arruda dos Vinhos é tido como bastante remoto, apesar de serem parcos os vestígios arqueológicos e toponímicos. Um dos topónimos mais importantes relativo ao povoamento primitivo desta região é o do lugar de Anta, referindo-se este nome à existência de uma edificação dolménica, na altura da atribuição do topónimo. No que diz respeito ao topónimo principal do concelho, é composto por dois elementos, sendo que o primeiro deriva do latim ruta, “arruda”, com o prefixo árabe al; já segundo elemento, refere-se à abundância de vinhas na região.

A primeira referência escrita relativa a Arruda dos Vinhos data de 1172, constando no documento de doação de D. Afonso Henrique de “Arruta” à Ordem de Santiago. No entanto, essa doação parece não ter sortido efeito, visto que D. Sancho I a repetiu, sem qualquer alusão ao igual acto de seu pai. Esta doação de D. Sancho foi feita a 26 de Outubro de 1185, citando-se expressamente o castelo, o que mostra ter sido Arruda uma praça forte. Anteriormente, havia D. Afonso Henriques concedido foral a Arruda dos Vinhos (1160) que mais tarde foi renovado por D. Manuel (1517).

Uma das particularidades mais notáveis dos tempos afonsinos de Arruda, concerne ao sítio que então se chamava Vilar, onde foi fundado uma espécie de Mosteiro de “freiras” da Ordem donatária, isto é, donas afiliadas à Ordem de Santiago, tendo a dona que exercia a função de superiora, o título de “comendadeira”. Em 1255 já não se encontravam nesse local pois nesse ano o Mestre da Ordem, D. Paio Peres Correia e o comendador de Mértola, D. Gonçalo Peres, doam a Estêvão Mendes o lugar de Vilar onde haviam habitado as freiras. Segundo consta, essas “freiras” de Santiago do Vilar partiram, no reinado de D. Sancho I, para Lisboa, depois de construído por esse rei o Mosteiro de Santos-o-Velho e mais tarde, no reinado de D. João II, passaram para Santos-Novos, sendo conhecidas como comendadeiras de Santos.

Eclesiasticamente, a paróquia de Santa Maria de Arruda remonta ao século XII, ou pelo menos aos princípios do século XIII, mas certamente antes do senhorio da vila pela Ordem de Santiago dado que o padroado lhe escapou, sendo da apresentação dos cónegos regrantes de Santo Agostinho do Mosteiro de S. Vicente de Fora, vigararia que depois passou a priorado.

A vila permaneceu na posse da Ordem de Santiago até meados do século XVI. Depois foi doada ao primeiro Duque de Aveiro, em cuja sucessão se manteve a sua donataria até 1759, data em que foi extinta essa casa titular. Passou então à posse da coroa, situação em que se encontrava ainda no final do Antigo Regime. Era nessa época vila da província da Estremadura, diocese de Lisboa, comarca do Ribatejo e provedoria de Torres e tinha juiz ordinário.

Em 1855, sendo extinto o concelho de Sobral de Monte Agraço foram anexas as freguesias deste ao concelho de Arruda dos Vinhos. Em 1887 a sede de concelho foi transferida para o Sobral, o que provocou desavenças entre as duas vilas, com agressões aos comerciantes que iam de uma à outra fazer negócio. Esse conflito manteve-se durante 3 anos e só foi resolvido com a formação de dois concelhos: Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.

A 26 de Setembro de 1895, o concelho de Arruda dos Vinhos foi extinto, tendo sido anexado ao de Vila Franca de Xira; veio a ser restaurado a 13 de Janeiro de 1898, com as freguesias que tinha à data da eliminação, excepto a de Sapataria (que ficou integrada em Sobral de Monte Agraço).

Fonte: http://portugal.veraki.pt/concelhos/concelhos.php?idconc=279&op=HI&gr=CO

O Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) falha na fiscalização às entidades convencionadas, diz um relatório do Tribunal de Contas relativo ao ano de 2006.

O documento diz que o instituto até cumpre o seu programa operacional, com destaque para os atendimentos e para a reinserção de ex-toxicodependentes. O grande problema, diz o Tribunal de Contas, é o registo de comunidades terapêuticas com grande número de altas não programadas e às quais o IDT pouco fiscaliza.

A auditoria, feita por amostragem, incluiu apenas dois centros atendimento públicos e cinco comunidades terapêuticas privadas que têm contratos com o IDT.

A maior falha apontada pelo Tribunal é que o Instituto da Droga apenas tem três pessoas para fiscalizar as 58 comunidades terapêuticas que licenciou. Em resultado disso não há controlo efectivo, nem sobre a qualidade dos tratamentos nem sobre a gestão dos dinheiros que recebem do Estado.

Neste pequeno grupo, o tribunal detectou mesmo uma comunidade terapêutica de Arruda dos Vinhos sem contabilidade organizada nem documentos que permitam aferir a prestação de contas, pelo que acabou por ver suspensa a licença de funcionamento por, pelo menos, por três meses.

Quanto aos CAT, os Centro de Atendimento de Toxicodependentes, só foram avaliados os de Portimão e o das Taipas, em Lisboa. O tribunal verificou que falta supervisão e coordenação central, não fazem planos de acção, apenas relatórios anuais, têm pouco registo da evolução dos utentes e, sobretudo, não controlam eficazmente a distribuição de metadona..

Entre as comunidades terapêuticas analisadas pelo Tribunal de Contas não está a “Ares do Pinhal”, que já levou o presidente do IDT a uma audição parlamentar por suspeita de favorecimento.

Fonte: http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=23&SubAreaId=79&ContentId=233328

La localidad portuguesa de Arruda dos Vinhos (cercana a Lisboa) se convirtió en protagonista de la tauromaquia durante la última semana de diciembre. Gracias a una iniciativa impulsada por la Tertulia O’Piriquita de esta localidad, la Fundación Joao Alberto Faria y el Ayuntamiento de Espartinas, 20 alumnos de la Escuela de Tauromaquia de la localidad sevillana y de distintas escuelas portuguesas, como la de Vila Franca de Xira, convivieron durante cuatro días en lo que se ha denominado Curso de Toreo a Pie.

Durante la estancia en tierras portuguesas, el grupo de aspirantes a toreros tuvieron la oportunidad de participar en distintas tientas, así como asistir a conferencias y realizar vivitas culturales. El miércoles 26 de diciembre comenzó esta iniciativa con una visita a Lisboa, donde conocieron de primera mano la plaza lisboeta de Campo Pequeño, actuando como guía el maestro Rui Bento Vasques. Ya por la noche, tuvo lugar la primera de las conferencias a cargo del citado matador y de Antonio Ruiz “Espartaco Padre”, director de la escuela espartinera y quien se encargó de dirigir las tientas en tierras portuguesas.

El jueves por la mañana tuvo lugar la primera de las tientas con reses de Pinto Barreiros en la finca de Sao Torcato. Por la tarde los alumnos asistieron a una clase de toreo de salón en la que participó el matador portugués José Julio, director de la Escuela Taurina de Vila Franca de Xira. El maestro luso junto al erudito taurino Coronel Jose Henriques fueron los encargados de dirigir la segunda de las conferencias, en una noche muy interesante para los chavales, llena de anécdotas de grandes maestros para explicar las cualidades que deben cuidar los aspirantes para llegar a ser toreros.

El viernes por la mañana, el aula práctica tuvo lugar en la finca del diestro Víctor Mendes con vacas de Nuno Casquinha. Por la tarde, el maestro portugués enseñó a los chavales diversas técnicas para llevar con éxito el tercio de banderillas. El Coronel José Henriques puso el punto final a las conferencias con un recorrido a través del toreo a pie portugués en una charla que tuvo lugar en el Auditorio Municipal de Arruda Dos Vinhos.

El sábado por la mañana se celebró el último acto de este curso con un tentadero en Vila Franca de Xira, con vacas de la ganadería de Herdade do Balancho y José Días.
Tras examinar lo exitoso de este curso, el Ayuntamiento de Espartinas ha planteado repetir la experiencia en la localidad aljarafeña, propuesta que ha sido acogida de muy buen agrado tanto entre los organizadores como entre los alumnos.

Hay que apuntar que la relación entre Espartinas y Arruda dos Vinhos nació el año pasado en la celebración del III Bolsín Taurino de Espartinas, que contó con la presencia de alumnos de escuelas portuguesas. De hecho uno de estos alumnos pasa largas temporadas bajo las órdenes de Antonio Ruiz “Espartaco Padre” en la escuela espartinera.

Fonte: http://www.sevillatoro.com/noticias_detalle.asp?id_noticias=1354

Arruda Montejunto Arruda 2008
Raid de BTT guiado por GPS em autonomia
Track Circular
Distancia: 75 km
Acumulado: 1800m
Data: 20 de Janeiro de 2008
Local de partida / chegada: Arruda dos Vinhos, Jardim Municipal (junto à Praça de Touros)
Concentração: 8h 00m
Partida: 8h 30m
Banhos: CRD Arrudense
Informações / pedido de envio do track: arrudamontejunto@gmail.com
Apoio: Clube Recreativo Desportivo Arrudense
Custo: 0€

Fonte: http://www.forumbtt.net/index.php/topic,30207.msg245948.html#msg245948