Anta da Arruda
Distrito: Lisboa. Concelho: Arruda dos Vinhos. Freguesia: Arruda dos Vinhos. CMP: 390. Relevo: Chã aplanada. Altimetria: 100 m. Hidrografia: Rio Grande da Pipa. Geologia: Complexo argilo-margoso («camada da Abadia»).

Caracterização da ocupação: Monumento megalítico com câmara trapezoidal alongada, de forma que parece tratar-se de um monumento de câmara e corredor indiferenciado em planta. A câmara abre para nascente.

Comprimento máximo de 10 m com uma largura máxima de 5 m, do qual restam ainda doze esteios ao tempo dos Leisner. Todos os esteios são de grés micáceo ou de cimento calcário do Jurássico. Orientada a Este, foi implantada numa chã aplanada acima da cota 100, dominando o vale do Rio Grande da Pipa, a SW. Existiam dois monumentos megalíticos no local, o maior é o que está mais a Este.
O mais pequeno teria sido destruído pelos trabalhos de florestação. A Anta maior foi destruída há cerca de 25 anos, existia no Casal das Antas e foi escavada por J. L. Vasconcelos, em 28 e 29 de Outubro de 1898. Cronologia: Neo/Calcolítico. Bibliografia: Leisner, 1965, p. 17-8; Spindler, 1981, p. 224, 254; Simões, 1994; Gonçalves, 1995c. Natureza da informação: Bibliografia. Perspectiva global dos materiais arqueológicos: Segundo Vasconcelos (apud Gonçalves, 1995c): 2 lâminas de sílex; 2 punhais de sílex; núcleo de cristal de rocha; 1 conta de colar de pedra verde; 4 fragmentos de cilindros calcários; 1 fragmento de placa de xisto decorada; 1 machado de diorite; 2 instrumentos feitos de diorite;1 instrumento; 1 goiva, talvez, de xisto; diversas lascas de sílex e duas lascas de diorite; fragmentos de uma mó ou amolador de calcário; um calhau rolado; 2 fragmentos de cerâmica (um dos quais com decoração); ossos humanos;ossos animais.

Fonte: ???

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