Archive for Março, 2008


O governo considera, segundo o Diário da República publicado quinta-feira, “absolutamente necessário” aplicar as medidas restritivas ao traçado “entre Lisboa e Vila Franca de Xira, Alenquer e Pombal, e Oliveira do Bairro e Porto”, justificando o “risco real de ocorrência de alteração do uso do território” e a possibilidade de “torná-la mais difícil e onerosa”.

O decreto restringe o uso do solo, no corredor projectado no traçado preliminar para o TGV, em 24 concelhos – Porto, Vila Nova de Gaia, Espinho, Santa Maria da Feira, Ovar, Oliveira de Azeméis, Estarreja, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Oliveira do Bairro, Pombal, Leiria, Marinha Grande, Alcobaça, Porto de Mós, Caldas da Rainha, Rio Maior, Azambuja, Cadaval, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira, Loures e Lisboa.

Excluído das medidas fica “o traçado compreendido entre Vila Franca de Xira e Alenquer, e Pombal e Oliveira do Bairro, já que o estado dos trabalhos em curso ainda não permite, com o necessário grau de detalhe, proceder à delimitação das áreas a abranger”, refere o Diário da República.

De acordo com o decreto, que hoje entra em vigor, a “criação de novos núcleos populacionais, incluindo operações de loteamento”, a “construção, reconstrução ou ampliação de edifícios ou outras instalações” e a “instalação de explorações ou ampliação das já existentes” ficam sujeitas a “parecer prévio vinculativo da Rede Ferroviária Nacional” (REFER).

À semelhança de “alterações importantes, por meio de aterros ou escavações, à configuração geral do terreno”, ao “derrube de árvores em maciço” e a “destruição do solo vivo e do coberto vegetal”.

Segundo o governo, “os prejuízos resultantes da prática dos actos (…) referidos são social e economicamente mais relevantes do que os danos que das medidas preventivas ora estabelecidas poderão, eventualmente, resultar”.

Do decreto consta ainda a identificação das áreas afectadas pelas medidas preventivas, definidas nos “traçados preliminares da ligação entre Lisboa e Porto da rede ferroviária de alta velocidade”, e que podem ser consultados pelos interessados na REFER, Comissões de Coordenação do Desenvolvimento Regional (CCDR) e municípios abrangidos.

As medidas restritivas para a construção do TGV devem “ser tidas em consideração na elaboração, alteração ou revisão de todos os instrumentos de gestão territorial com incidência nas áreas delimitadas”, prossegue o documento.

A REFER e as CCDR ficam responsáveis pela fiscalização das medidas restritivas decretadas, o Governo indica que “as obras e os trabalhos efectuados com inobservância” das mesmas “podem ser embargados ou demolidos”, para repor a situação actual e “imputando-se os respectivos encargos ao infractor”.

“Sem prejuízo dos poderes de tutela da legalidade urbanística legalmente atribuídos ao presidente da câmara municipal, a competência para ordenar o embargo, a demolição ou a reposição da configuração do terreno cabe à REFER, EP, e à comissão de coordenação e desenvolvimento regional territorialmente competente, podendo cada uma das referidas entidades exercê-la isoladamente”, salienta o decreto.

Fonte : http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=335954&visual=26

Fado em Arruda dos Vinhos

Data:  12.04.2008 | 22:00    
 
Localização:  Arruda dos Vinhos – Arruda dos Vinhos 
 
Elenco: João Chora, Francisco Sobral, Clara, Diogo Ferreira…

Musicos: A anunciar brevemente.

Marcação de lugares: 917 552 396, ou no bar do Clube, em Arruda dos Vinhos.

Cerca de 20 alunos do Externato João Alberto Faria, em Arruda dos Vinhos, divididos em vários grupos, debateram ontem os prós e os contras de temas que animam a actualidade nacional. A Lei do Tabaco e a Videovigilância nas escolas foram duas matérias que animaram os estudantes, que querem pôr o nome da sua escola no primeiro lugar da final distrital do concurso didático, apoiado pelo JN, “Entre Palavras”, que deverá realizar-se em Maio. Dos 20 rapazes e raparigas que ontem se bateram pelas suas opiniões serão escolhidos, até ao final desta semana, aqueles que os professores acreditam serem os melhores na arte de argumentar e que terão mais hipóteses de levar a bom termo a tarefa de defender o externato que frequentam.

Fonte: http://jn.sapo.pt/2008/03/11/pais/debate_entre_palavras_animou_externa.html

Passeio Pedestre do Arrudense

Dia: 30 de Março de 2008 (Domingo).
 
Hora de Partida: 9h00
Dificuldade: Média Baixa
Duração: +/- 3hm
Distância: 11 Quilómetros
 
Local de encontro: Clube Recreativo Desporto Arrudense (Sede)
Recomendações:
– Calçado apropriado.
– Comida para o passeio: sandes, barras energéticas, fruta, etc.
– Água
– Boa disposição.
Organização:
Clube Recreativo Desportivo Arrudense
Mapa do Percurso:

Ver Mapa do Percurso

Festival AJAV 2008

A Associação de Jovens de Arruda dos Vinhos informa que no próximo dia 8 de Março (Sabado), pelas 22h, decorrerá o “Festival 100% Original” no Pavilhão Multi-Usos de Arruda dos Vinhos.

Trata-se de um evento musical que contará com a presença de 4 grupos de música original (JAH VAI, PITNOISE, PHASER, e BRENT) alguns com grande reputação nacional, que irão certamente proporcionar óptimos momentos de entretenimento e convívio entre a juventude arrudense e o público em geral.

O evento conta com o apoio da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, Junta de Freguesia de Arruda dos Vinhos, Caixa Agrícola de Arruda dos Vinhos, Intermarché de Arruda dos Vinhos, Empresa Sanap Ambiente, Empresa “O Polícia” Materiais de Construção e Jorge Cardoso Automóveis e ainda uma parceria com o IDT (Instituto da Droga e Toxicodependência). Preço dos Bilhetes: Público em Geral (5€) com oferta de 2 imperiais/águas/sumos

Associados c/ quota pagas (4€)com oferta de 2imperiais/águas/sumos

A Comissão pró Barragem do Rio Grande da Pipa fez a terceira tentativa para se reunir e mais uma vez não o conseguiu, pois, no passado dia 12 de Maio, na Junta de Freguesia dos Cadafais, não compareceu o número mínimo de proprietários exigido pelo Ministério da Agricultura para que a “Junta de Agricultores Rio Grande da Pipa” fosse reconhecida, o que pressupõe que os agricultores não estão muito convencidos dos benefícios que poderão vir a receber deste projecto.

Tem sido um processo difícil e envolto nalgum nevoeiro, pois é um projecto a “pensar” na melhoria de vida dos agricultores das freguesias dos Cadafais (183ha) e de Cachoeiras (427ha); e o espantoso é que aparentemente sem estes necessitarem dessa ajuda e sem a iniciativa ter partido deles; o processo foi iniciado no Município vizinho de Arruda dos Vinhos, de onde tem vindo toda a dinâmica. Tudo começou num anteprojecto apresentado numa Assembleia Municipal, para a construção da “maior albufeira do distrito de Lisboa”, no Rio Grande da Pipa, numa zona de confluência dos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira. Orçada em 6 milhões de euros e já aprovada pelo Ministério da Agricultura.

O “Projecto” ainda não está pronto, nem é visível quando, portanto não há Estudo de Impacte Ambiental; o que há é um estudo de viabilidade ambiental e económica, que não é a mesma coisa. Tudo sem considerar a construção da A!0, do IC11 e do corredor para o futuro aeroporto da Ota.
Apesar disso a “Comissão” já definiu o perímetro de rega, inicialmente de 800 hectares e agora estabilizado nos 610 hectares, e já preparou a documentação para a legalização da “Junta”. E isto tudo perante a total indiferença dos proprietários, os prováveis futuros titulares da Junta, a quem ainda ninguém informou qual o preço que irão pagar por cada litro de água de rega.

Os municípios de Alenquer e de Vila Franca de Xira ocupam 80 por cento da área afectada, e é elucidativo o facto de não se ver algum interesse por parte de qualquer um deles para este projecto, que os promotores dizem tanto ir beneficiar os seus agricultores. Inclusive é intenção do Municio de Alenquer construir, numa parte da zona afectada ao perímetro de rega, um parque urbano, com uma zona verde, onde se incluirão piscinas e o campo de futebol da ADC.

É neste vale que está a melhor uva de mesa do país e não se conhece nenhum estudo que identifique os impactes criados na cultura da vinha, pelas alterações introduzidas pela barragem. No entanto é curiosa a afirmação do presidente da Cooperativa Agrícola de Arruda, Luís Alenquer, de que se desconhece qualquer estudo mas que “os efeitos positivos serão sempre superiores aos negativos”. Esclarecedor.

Fala-se, à boca cheia, que afinal é mais um projecto virado para o turismo e para beneficiar o Município de Arruda do que propriamente para ajudar os agricultores daquele vale de Cadafais/Cachoeiras, e que estes aparecem nele como uma necessidade pois é a única maneira dos promotores captarem os fundos comunitários (Agricultura), visto que através do “Turismo” essa hipótese está fora de causa.

A albufeira, com uma área inundada de 42 hectares, irá ficar situada, na sua totalidade, no Município de Arruda dos Vinhos e oferecerá boas condições para a instalação de projectos imobiliários, de campos de golfe e até, calcule-se, de pistas para corridas de motonáutica.

FOnte: http://www.jornalalenquer.com/noticia.asp?idEdicao=51&id=1749&idSeccao=423&Action=noticia