Os vinhos produzidos na região de Lisboa passam a ter uma nova denominação, apresentando o nome do distrito, o que facilita a promoção, principalmente no mercado externo, defendeu nesta sexta-feira o presidente da Comissão da zona.

Com esta decisão, é extinta a denominação Estremadura, que abrangia os distritos de Lisboa e de Leiria.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente da Comissão Vitivinícola da nova Região de Lisboa, João Ghira, explicou que, com a publicação da respectiva portaria, a partir de hoje Portugal tem uma nova região de vinhos, cumprindo um desejo “há muito tempo transmitido pelos produtores”.

Através da portaria, o ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas criou a Indicação Geográfica “Lisboa” que vai começar a aparecer nos rótulos das garrafas dos vinhos produzidos por cerca de 100 produtores numa área de 30 mil hectares, facilitando a identificação pelos potenciais consumidores através da ligação ao nome da capital portuguesa.

“Deixamos o nome Estremadura, menos conhecido e que leva a confusões com a região espanhola, para retomar o nome que teve forte expressão há muitos anos e está principalmente virado para o mercado externo, onde Lisboa já tem notoriedade”, citou João Ghira.

Numa fase de transição, os produtores podem fazer referência a duas sub-regiões: Estremadura e Alta Estremadura (zona a norte da região que inclui Leiria), especificou.

A nova denominação também facilita a relação com o turismo e com as rotas ligadas à produção de vinho.

João Ghira não deixa de apontar uma desvantagem realçada pelos estudos realizados, relacionada com a atual ausência de associação de Lisboa a produção de vinhos, um ponto que o responsável espera seja rapidamente ultrapassado.

A região tem “uma forte tradição vinícola” e agrega alguns dos vinhos DOC (Denominação de Origem Controlada) mais reconhecidos, tanto a nível nacional, como internacional, como “Colares”, “Bucelas”, “Carcavelos”, “Óbidos”, “Alenquer”, “Arruda dos Vinhos”, “Encostas D’Aire” ou “Torres Vedras”.

A estes DOC junta-se o vinho regional de Lisboa.

A nova Região de Vinhos de Lisboa produz cerca de 20 milhões de garrafas de vinho certificadas, além de aguardente, espumante de qualidade e vinhos generosos.

O presidente da Comissão realçou que cerca de metade do vinho certificado é vendido em mercados externos, como Angola, Bélgica, Reino Unido, países da Escandinávia, Canadá, EUA, Alemanha ou Brasil.

A Região de Vinhos de Lisboa abrangerá a totalidade do distrito de Lisboa, com exceção do concelho da Azambuja, o concelho de Ourém, e os concelhos do distrito de Leiria: Alcobaça, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Nazaré, Pombal (com excepção de quatro freguesias), Porto de Mós e Caldas da Rainha.

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa é a entidade responsável por toda a certificação de vinhos produzidos na região.

Fonte: http://www.agencialusa.com.br/index.php?iden=23777

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