O anterior presidente da Oeste CIM, Carlos Lourenço (PSD), continua à frente dos destinos da associação, depois de obter a maioria da concordância dos presidentes de Câmara do Oeste. Entre os 12 autarcas, o também presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, apenas não colheu a concordância de dois homólogos, numa cerimónia que decorreu na sede da associação, nas Caldas da Rainha, no passado dia 12 de Novembro.

Como primeiro vice-presidente foi eleito da Câmara de Alcobaça, Paulo Inácio (PSD), que vem substituir o seu colega de Sobral de Monte Agraço, António Bogalho, e como segundo vice-presidente continua o autarca da Lourinhã, José Manuel Custódio (PS).

Apesar de Carlos Lourenço ter feito saber que “à partida não estava disponível” para ocupar o cargo pelo terceiro mandato consecutivo, os projectos em curso na associação e a vontade da larga maioria dos autarcas levou-o a reconsiderar e aceitar recandidatar-se. “Há dossiers importantíssimos que eu iniciei e acompanhei e outros que estão em desenvolvimento”, justificou.

De acordo com Carlos Lourenço, a Oeste CIM vai dar continuidade aos dossiers em curso, nomeadamente o das contrapartidas pela deslocação da Ota para Alcochete. Fez no passado 10 de Setembro um ano que foi contratualizado e “há alguns estudos que estão em desenvolvimento, mas o que queremos é que as coisas andem mais depressa”, disse o responsável.

Na sua opinião face ao atraso há que fazer pressão no sentido da sua execução, mas querem reunir primeiro com os novos membros do governo que serão os seus interlocutores.

Apostas da associação para este mandato são também a Agência da Energia e a constituição da AMO Mais.

Apesar de não ter chegado a apresentar a candidatura, o presidente da Câmara do Cadaval, Aristides Sécio, havia mostrado “disponibilidade para trabalhar para a associação”, quando soube que Carlos Lourenço não pretendia voltar a ocupar o cargo. Ele foi também uma das vozes mais críticas do trabalho desenvolvido pela associação no último mandado.

Não critica o trabalho feito, mas considera que “falta fazer mais em relação à coesão regional” e que a actuação da Oeste CIM deve ir além da gestão dos fundos comunitários.

Na sua opinião agora há que “fazer a arrumação da casa” e criar condições para “agarrar” a região em todas as vertentes para “quando se acabarem os fundos comunitários a associação continue e a região tenha um eixo para se afirmar”.

Alcobaça está pela primeira vez na direcção do conselho executivo da Oeste CIM e, de acordo com Paulo Inácio, a sua gestão vai ser feita com “entusiasmo e determinação”, até porque acha que este município “também tem uma palavra a dar no âmbito do Oeste e as novidades, por vezes, também são importantes para as instituições efectuarem um bom trabalho”. Garantiu ainda que neste órgão a sua tarefa não é defender Alcobaça mas toda a região Oeste.

De fora ficou o autarca de Sobral de Monte Agraço, António Bogalho, que foi vice-presidente no último mandato e parte do anterior. A CDU deixa de estar representada na direcção, mas António Bogalho garante que não fica nada magoado e afirma que a sua colaboração com a associação continua a ser a mesma.

“A equipa directiva que vai prosseguir os destinos desta casa é óptima”, disse, destacando que “é sempre bem vindo sangue novo”.

O presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, fez um balanço positivo do trabalho de Carlos Lourenço e considera que “é quem está em melhores condições para liderar”.

A Oeste CIM é constituída pelos municípios de Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/548594