Produtores de vinhos da região de Lisboa (Portugal) suspenderam em 2009 a exportação do produto para Angola, devido a redução do preço motivada pela forte concorrência no mercado angolano.

Em declarações à Angop, numa prova de vinhos organizada pela Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVRL), a enóloga da Cooperativa de Dois Portos, Alexandra Mendes, afirmou que a sociedade interrompeu as vendas em Setembro transacto por redução do custo da garrafa de um litro, de quatro para um euro (o equivalente a 150 kwanzas).

Contudo, a especialista adiantou que a sociedade tenciona reatar as exportações para Angola a curto prazo, adoptada uma nova estratégia de comercialização a ser apresentada ainda este ano por ocasião da realização, em Julho, da Feira Internacional de Luanda (FILDA).

Também, devido ao registo nos últimos anos do aumento da oferta de vinhos no mercado angolano e por outras razões, o importador angolano dos vinhos da Adega Cooperativa Arruda dos Vinhos ?abandonou a actividade?, revelou o director-geral dessa sociedade de Lisboa, Rodrigo Pinheiro de Lacerda.

Do mesmo modo, o produtor da região lisboeta de Arruda perspectiva retomar as vendas à Angola, quando encontrar um novo importador angolano, que começará a ser sondado igualmente na FILDA 2010.

Outros produtores da região de Lisboa continuam a registar a aceitação dos consumidores residentes em Angola, como regozijou-se o assistente executivo de uma produtora local, Ricardo Marques.

O técnico indicou que a sociedade onde trabalha exportou três milhões de garrafas de vinhos para Angola em 2009, sendo neste momento o segundo maior destino dos seus produtos a seguir da Noruega.

Em termos de perspectivas, Ricardo Marques sublinhou ser propósito da direcção-geral da empresa distribuir os vinhos, além de Luanda, nas restantes 17 províncias angolanas e fazer parceria com novos importadores angolanos.

Dos 14 produtores da região de Lisboa, a maioria garantiu continuar a exportar vinhos para Angola, não só com o objectivo de aumentar as vendas mas também de oferecer aos consumidores produtos com qualidade e a preço razoável.

Ao intervir no enceramento, o presidente de direcção da CVRL, João Carvalho Ghira, agradeceu os participantes ao evento, sobretudo os comerciantes estrangeiros que consideraram bom os 224 vinhos postos à prova.

O responsável realçou que a região de Lisboa exporta 20 porcento da sua produção e está em evolução, justificando o facto de os vinhos da zona terem uma posição importante em Portugal e no estrangeiro, pela satisfatória combinação entre preço e qualidade.

Fonte: http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=25447&catogory=Angola

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