Os pais dos alunos do Externato João Alberto Faria, em Arruda dos Vinhos, arredores de Lisboa, fecharam esta manhã a escola a cadeado, em protesto contra os cortes no financiamento estatal.

Até sexta-feira, ao ritmo de 20 por dia, os colégios privados com contrato de associação fecham portas de forma simbólica, porque não querem aceitar os novos valores de financiamento propostos pela tutela, de 90 mil euros anuais por turma.

O protesto termina ao final da manhã. Pais e encarregados de educação vão permitir que os cerca de 1600 alunos desta escola tenham aulas da parte da tarde.

Ontem, a ministra da Educação afirmou que o Governo não ia recuar na questão do financiamento aos colégios privados e cooperativos com contrato de associação com o Estado.

Isabel Alçada disse aos jornalistas que o Governo não vai continuar a financiar privilégios nem lucros de algumas instituições, assegurando que serão encontradas alternativas, caso os estabelecimentos de ensino não assinem os novos contratos de associação.

Em resposta, Hernâni Silva, da associação de pais desta escola afirma que “esta não é uma escola para ricos” e sublinha que “o Externato João Alberto Faria é, há 40 anos, a única oferta pública do concelho de Arruda”.

“Há que lembrar que as escolas com contrato de associação não são colégios privados, são escolas públicas como as outras e que oferecem os serviços a que os nossos filhos têm direito”, defende ainda o encarregado de educação, lembrando que, no concelho, não há alternativas a este estabelecimento de ensino.

O Externato João Alberto Faria tem 1600 alunos, 140 professores e 40 funcionários. É a única escola do concelho com o segundo e terceiro ciclos e com o ensino secundário, razão pela qual tem contrato de associação com o Ministério da Educação.

Fonte: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=139227