Archive for Dezembro, 2011


Segundo Joel Serrão, o termo concelho surge em Portugal nos diplomas, por volta do século XIII e deriva da palavra latina concilium, signifcando uma comunidade de extensão variável, cujos moradores usufruem de uma autonomia administrativa.(…)

A data ofcial da fundação do concelho não é conhecida, e a hipótese de que a origem dos concelhos portugueses tenham tido origem nos municípios romanos, tem vindo a ser posta de parte por alguns historiadores. Certo é que, segundo Pinho Leal, em “Portugal Antigo e Moderno”, D. Afonso Henriques concedeu foral a esta vila em 1160, embora esta data tenha sido constestada mais tarde por Alexandre Herculano que defende que o “Castelo de Arruda é doado ás Ordem de Santiago” por D. Afonso Henriques em 1172, como atesta o documento original à guarda da Torre do Tombo. No entanto, esta doação poderá não ter sido efectiva, pois D. Sancho I concedeu a doação em 1186, depois de “reedifcar e povoar a vila”, como também atestam os documentos históricos.

A questão da concessão de Foral e a discodância entre os históriadores é notória, surgindo até a hipotese de concessão de Foral apenas em 1517, tendo até então Foro.

De acordo com fontes e legislação da época, verifca-se que foram necessários cerca de oitenta anos para que o Concelho de Arruda dos Vinhos assumisse a confguração que possui atualmente.

A 13 de janeiro de 1898 por decreto do Rei D. Carlos I, 12 anos antes da Implantação da República, deu-se a restauração do Concelho de Arruda dos Vinhos, tal como se encontra nos dias de hoje, composto pelas freguesias de Arruda dos Vinhos, Arranhó, Cardosas e S. Tiago dos Velhos e tinha cerca de 5500 habitantes.

****

Setembro de 1823
O Concelho de Arruda era composto pelas freguesias: Arruda e Cardosas. As freguesias de Arranhó, São Tiago, São Quintino e Sapataria pertenciam ao Concelho de Lisboa.

Novembro de 1836
As freguesias de Arranhó e São Tiago passaram para o Concelho de Arruda. A freguesia de Sapataria passou para o Concelho de Enxara dos Cavaleiros e a de São Quintino para o Concelho de Sobral de Monte Agraço.

Outubro de 1855
São extintos os Concelhos do Sobral de Monte Agraço e Enxara dos Cavaleiros e são integradas no Concelho de Arruda as freguesias de Sapataria, São Quintino e Sobral.

Julho de 1867
É extinto o Concelho de Arruda sendo as suas freguesias integradas noutros Concelhos.
Arruda tendo anexado Arranhó e Cardosas, passa a ser uma única freguesia, fazendo parte do Concelho de Vila Franca de Xira. A freguesia de São Tiago dos Velhos seria anexada juntamente com a freguesia de São João dos Montes à freguesia de Alhandra, que passaria a fazer parte do Concelho de Vila Franca de Xira.

Janeiro de 1868
Foi revogada a reforma administrativa e repostos os Concelhos na sua forma inicial.

Fevereiro de 1887
A sede do Concelho da vila de Arruda era transferida para a Vila do Sobral na sequência da ação de uma Vereação afeta ao Sobral. Tal situação iria originar grandes animosidades entre a população das duas vilas.

Março de 1890
Fruto daquelas rivalidades o Concelho de Arruda era restaurado e composto com as freguesias que possuía à data da sua extinção.

Setembro de 1895
Nova reforma administrativa que extingue os Concelhos do Sobral e de Arruda, em que o primeiro foi anexado ao Concelho de Torres Vedras e o segundo integrado no Concelho de Vila Franca de Xira, com as freguesias de Arranhó, Arruda, Cardosas e São Tiago.

Janeiro de 1898
São restabelecidos defnitivamente os Concelhos de Arruda e do Sobral, ficando o Concelho de Arruda com as freguesias Arruda , Arranhó, Cardosas e São Tiago e o Sobral com as freguesias do Sobral, Sapataria e São Quintino.

****

Constata-se que apesar das várias transferências da sede do Concelho, Arruda nunca perdeu o estatuto de freguesia não se tendo verifcado o mesmo com Arranhó, Cardosas e São Tiago, que terão sido várias vezes integradas noutras freguesias.

Fonte: http://www.cm-arruda.pt/Download.aspx?x=f99fb917-b3dd-4890-9039-03b767b558cb

Esta foi a terceira vitória consecutiva de Vasco Azevedo (Lamego) na Maratona de Lisboa, a quarta no total, se contabilizarmos a vitória em 2007. Melhor que há um ano, num percurso idêntico, Vasco Azevedo teve de se esforçar para fugir do ucraniano Anatolii Arzhekhovskyi, que acabou por ficar no segundo lugar. O tempo de 2:22.03 horas alcançado pelo português fica, contudo, longe dos 2:19.57 horas de 2007, embora deva ser considerada a idade do atleta (37 anos) e a maior dificuldade do percurso. “Sinto-me contente por ser a primeira pessoa a conseguir isso”, referiu-se Vasco Azevedo à sua terceira vitória consecutiva. O atleta nortenho referiu-se também à diferença entre a prova de 2010 e a deste ano : “este ano tive mais luta este ano tive companhia até aos 40 quilómetros, o ano passado aos 25 quilómetros já vinha sozinho”. Fechou o pódio Viljar Vallimãe (Estónia), com 02:25.44 horas, chegando o pódio português do Campeonato Nacional de Maratona ainda abaixo das 2:30 horas, através de Daniel Peixoto (2:28.30) e Carlos Santos (2:28.58). A profundidade da prova masculina melhorou relativamente há um ano, com cinco atletas abaixo das 2:30 horas, contra os três atletas abaixo deste tempo, há um ano.

Tal como já havia ocorrido no Campeonato de Portugal de 10000 metros da época passada, curiosamente realizada no Estádio 1º de Maio, Anabela Tavares (Arrudense) mostrou que a sua estreia na Maratona este ano, no Algarve, foi uma aposta ganha. A atleta teve vida mais facilitada que Vasco Azevedo, dado que a russa presente, Larisa Androsova, esteve muito longe de outras atletas russas que já passaram pela competição, como as vencedoras das duas edições anteriores (Marina Kovaleva e Yulia Mochalova). As 2:50.15 horas de Anabela Tavares só tiveram pior nas duas primeiras edições do evento, nos anos 80 e desde aí nunca uma vencedora tinha demorado mais que 2:50 horas. “Estou muito emocionada, a corrida foi muito boa”, disse Anabela Tavares, queixando-se do final muito duro. “O sabor de ser campeã nacional é muito bom, não estava a espera de ser campeã”, disse ao Atleta-Digital. Os altos e baixo do percurso e a pouca competitividade permitiu a Anabela Tavares sagrar-se campeã, com a segunda portuguesa a ser a terceira no pódio da competição, Lídia Pereira (2:58.40 horas), atleta já com 44 anos de idade. A terceira, e última (!), do campeonato nacional acabou por ser Filomena Costa, também do CP Mangualde, com 3:44.05 horas…

RESULTADOS (Maratona):

Masculinos:
1. Vasco Azevedo (SC Lamêgo) – 02:22.03
2. Anatolii Arzhekhovskyi (Ucrânia) – 02:22.25
3. Viljar Vallimãe (Estónia) – 02:25.44
4. Daniel Peixoto (ADERCUS) – 02:28.30
5. Carlos Santos (SL Benfica) – 02:28.58

Femininos:
1. Anabela Tavares (CRD Arrudense) – 02:50.19
2. Larisa Androsova (Russia) – 02:55.33
3. Lídia Pereira (CP Mangualde) – 02:58.41
4. Carla Pinto (GD Macedo) – 03:11.56
5. Sylvie Durand (França) – 3:19.58

Fonte: http://atleta-digital.com/index.php?option=com_content&task=view&id=4140&Itemid=51

Na Maratona de Turim foi 7º classificado.

Complicaram-se hoje as contas para a disputa por um lugar na prova de Maratona nos Jogos Olímpicos, com Hermano Ferreira a alcançar o mínimo ‘B’ tal como antes já o conseguira Luís Feiteira.

Em 2010 o fundista português tinha chegado a 2:13.28 horas em Viena, que lhe permitiu marcar presença no Europeu de Ar Livre, em 2011, no dia de hoje, a mesma marca foi alcançada em Turim, que constituí mínimos ‘B’ para os Jogos Olímpicos de 2012. A prova de hoje teve uma profundidade de resultados interessantes com cinco atletas abaixo das 2:10 horas, numa prova disputada e vencida pelo marroquino Aziz el Idrissi, que terminou em 2:08.13 horas, numa prova onde caíram vários recordes pessoais.

No caso do português caiu o recorde pessoal, mas por igualdade com a marca de Viena, chegando Hermano Ferreira no 7º lugar, o melhor europeu em prova, à frente do italiano Giovanni Gualdi (2:14.01 horas). Com esta marca, de 2:13.28 horas, Hermano Ferreira está ainda longe de ter garantido presença em Londres, até porque Luís Feiteira fez no passado mês de Outubro o registo de 2:13.12 horas o que o coloca, à partida, como o preferido nas contas da selecção nacional, até pelo seu historial, embora não seja de excluir a hipótese de ter de haver desempate em algum evento na primavera de 2012.

Ainda nesta prova, a vencedora feminina foi a ucraniana Yuliya Ruban, com a marca de 2:27.10 horas, seguida por mais duas atletas europeias de leste : Rasa Drazdauskaité (2:29.47) e Silviya Skvortsova (2:30.09).

RESULTADOS:

Masculinos:
1. Aziz el Idrissi (Marrocos) – 2:08.13
2. William Chebor (Quénia) – 2:08.21
3. Mergesa Bacha (Etiópia) – 2:08.55
4. Peter Kirui (Quénia) – 2:08.56
5. Antony Wairuri (Quénia) – 2:09.48

7. Hermano Ferreira (Portugal) – 2:13.28

Femininos:
1. Yuliya Ruban (Ucrânia) – 2:27.10
2. Rasa Drazdauskaité (Lituânia) – 2:29.47
3. Silviya Skvortsova (Rússia) – 2:30.09
4. Debellu Gemechu (Etiópia) – 2:30.55
5. Olivera Jevtic (Sérvia) – 2:32.09

Os concelhos de Arruda e Sobral não estão devidamente abrangidos pelo sinal terrestre do novo sistema de televisão TDT, o que poderá obrigar os respectivos habitantes, para além da necessidade de comprarem descodificadores para continuarem a ver os quatro canais abertos, a terem também que comprar e pagar a instalação de uma antena parabólica. Significa isto que os gastos poderão atingir, no mínimo, os 116 euros. Os autarcas locais não se conformam e vão exigir, na próxima semana, o adiamento do corte das emissões no antigo sistema analógico previsto para 12 de Janeiro e medidas que garantam a cobertura destes concelhos com sinal terrestre de TDT.

Os autarcas locais vão apresentar a exigência à Anacom e à PT, porque perceberam, nas últimas semanas, que os seus territórios vão ficar numa chamada zona “cinzenta” sem cobertura que permita ver os quatro canais abertos de televisão em boas condições apenas com o auxílio de um descodificador. Segundo a Anacom, o contrato de concessão da rede de TDT à Portugal Telecom (PT) já previa uma cobertura só de cerca de 85% do território nacional e os equipamentos instalados pela PT até deverão permitir ultrapassar ligeiramente essa percentagem. Mas Arruda e Sobral poderão ser dois dos municípios já afectados a partir de 12 de Janeiro com o corte do antigo sinal analógico em toda a faixa litoral do país, sem que o simples descodificador garanta às respectivas populações uma boa captação destes canais. Nesse caso, explica uma porta-voz da Anacom, as pessoas poderão ter que adquirir também uma antena parabólica e pagar a respectiva instalação para terem acesso à TDT por satélite. Mas, garante, foi assumido pela PT que o fornecimento do kit para a TDT por satélite não ultrapassará os 55 euros (33 para famílias comprovadamente carenciadas), acrescidos de um valor máximo de 61 euros para a antena, para os cabos e para o trabalho de instalação, o que totalizará 116 euros.
Fonte: http://vozribatejana.blogspot.pt/2011_12_01_archive.html