Archive for Março, 2013


Dizer que as suas vidas mudaram após terem vencido o prémio para o videoclip dos Muse talvez seja um bocadinho exagerado. Até porque, assim de repente, isso aconteceu… há pouco mais de 24 horas.

Já Inês Freitas, natural de Beja, viu-se obrigada a subir cerca de 180 quilómetros no mapa para ingressar também naquele instituto: “Era o único em Portugal que nos interessava”.

O início de uma história de amor
Por ser um “curso com poucas pessoas”, Inês e Miguel criaram uma empatia imediata. Tinham os mesmos objectivos e era frequente ajudarem-se na realização dos trabalhos académicos. Fruto do muito tempo que passavam juntos a relação acabou por evoluir e começaram a namorar.

No segundo ano do curso já haviam formado uma equipa, a Oneness Team, plataforma através da qual criam vários projectos e se candidatam a muitos outros. A curta 2D que realizaram nesse ano foi, aliás, seleccionada para um festival na Coreia do Sul, e chegou a passar no Festival Monstra e no Fantasporto, em Portugal. A ideia da parceria, explica a pacense, sempre foi “juntar duas cabeças e dois talentos.”

A participação no concurso
No final de Dezembro, Inês, veterana nestas andanças dos concursos, viu na Internet o desafio lançado pelos Muse: “Era uma oportunidade única. Falei com o Miguel, que no início ficou preocupado por não termos tempo, mas depois convenci-o. Tirámos 20 dias dos trabalhos da faculdade e começámos a criar”, relembra.

Mas nunca acreditaram que pudessem ser os vencedores. Assim que submeteram o vídeo acharam que se tivessem mais tempo, poderia haver mais qualidade. Além disso, “eram 129 trabalhos a concurso, alguns muito profissionais e com actores”, brinca Inês ainda incrédula.

A vida não mudou desde ontem, mas têm seguramente menos tempo para respirar. Os e-mails e as entrevistas não lhes dão descanso e até já receberam algumas propostas de trabalho e sugestões para novas parcerias.

Em relação ao futuro, mostram-se ambiciosos: “Queremos desenhar, ilustrar, trabalhar em videojogos, fazer animação. Também gosto de escultura. Queremos fazer tudo. E ser os melhores em tudo o que fizermos”.

Para além de uma vida em comum, os dois vivem a sua individualidade em perfeita sintonia. Inês, por exemplo, adora desenhar no pouco tempo livre que lhe resta: já venceu prémios de banda desenhada e diz que o próximo passo é publicar um livro.

Fãs de Muse, Inês vai ao concerto pela quarta vez no dia 10 de Junho, em Portugal. Já para Miguel será uma estreia. Os bilhetes, porém, “já estão comprados há meses!”, termina.

 

Fonte: http://p3.publico.pt/cultura/mp3/7171/convenceram-os-muse-e-querem-ser-quotos-melhores-em-tudo

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Aniversário do Santiago Futebol Clube

“Que esta espantosa scena de perjurios, e de infamias se observe tantas vezes em França, não me admiro, attendida a força do Maçonismo na volubilidade Franceza; são cortio forão os Judeos, na recepção de Luiz X VIII, e na exaltação de Carlos X. Ramos de Palma , ramos de Oliveira, quando entra J. C. em Jerusalem; dahi a pouco huma Cruz para ô fazerem sahir de Jerusalém, e da vida. Espanta-me mais que tudo isto o que na força armada tenho observado em Portu* gal. Dez annos me tem offerecido á contemplação cousas, que me nãõ offerece o longo traeto de sete seculos. O periodo de dez annos me parece muito longo, basta-me o periodo de quatro annos. Eu vi com os meus olhos, e li em alta voz o original da propria letra do Auctor, com sua propria assignatura, as Instrucções que o Mestre de meninos da Villa d’Arruda, Candido Jose Xavier, hoje banido, dava ao banido tambem hoje, e sempre Commandante do Exercito de Operações, para se constituir a si, e o rnesmo Exercito debaixo das ordens de Guilherme Henrique Clinton, e operarem os exercitos combinados contra os Portuguezes: isto parece incrivel, mas eu sei onde pára este documento originalissimo; mas tal foi a consequencia da mais que todas maligna revolução de 1826, que obrigou soldado» Portuguezes a se rfibellarem, e desconhecerem hum Rei Soldado, e o legitimo Rei dos Portuguezes. Estas manchas não se lavão senão corn o sangue Maçonico. Aqui rne gritaráõ os Hypocritas da Realeza; — Moderação, moderaçao. -=- Que he isto?

Mal conhecem aquem tanto gritão!! Pois moderação com o sangue , que tanto derramou , e ainda procura derramar o nosso, e quer invalidar a iagrada forca da omnimoda acclamação legal do Povo Portuguez! Haja embora hum acto de clemencia, mas não queirão que seja huma prova da Legitimidade. Augusto Octaviano abraçou a Cina, mas Augusto era-hum velhaco, não era hum Imperador; para comprazer a Antonio, deixa que se degolle Cicero. O Triunvirato não era Rei, e aquella victima valia mais que o Imperio.”

Fonte: “O desengano”, periodico politico, e moral, número 5, página 7, 30 de Outubro de 1830

http://books.google.pt/books?pg=PA40-IA3&dq=arruda&id=7KJBAAAAYAAJ&hl=pt-PT#v=onepage&q=arrud&f=false

Autor:  José Agostinho de Macedo

ferrarias em arruda dos vinhos

 

Ferreiros em Arruda dos Vinhos, século XVII.

Fonte: Economy and Society in Baroque Portugal: 1668-1703, página 176 e 177

Link: http://books.google.pt/books?id=d77Mb0pc-nMC&pg=PA177&lpg=PA177&dq=arruda%2Bdos%2Bvinhos&source=bl&ots=nuBcGiWFnJ&sig=JRDpNdB8Vh9VJ0Fy6bDwHRLo_fc&hl=en&sa=X&ei=lmAuUMrHLse3hAeG34GwBQ&redir_esc=y#v=onepage&q&f=false

“Tenho o tempo do tempo”, diz Esmeralda, a protagonista do romance histórico “A Esmeralda do Rei”, de Paulo Pimentel. Num tempo tumultuoso – o séc. XII – em que as conquistas territoriais dominavam as atenções dos nossos reis, surge uma mulher que nos descreve o pulsar do dia a dia na Idade Média. Foi este o mote para que no dia 5 de fevereiro recebêssemos, da parte da manhã, a Federação de Esgrima Histórica, a Companhia Livre e a Associação de Esgrima da Rainha, que deram corpo ao que os alunos tinham lido no romance de Paulo Pimentel sobre o manejo de armas e as formas de guerra em Portugal, no séc. XII. Este grupo, que percorre o país a fazer recriações históricas, apresentou aos cerca de 150 alunos do 8.º ano da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro uma verdadeira aula viva de História de Portugal.

À tarde, foi a literatura, a poesia e a dança que dominaram a conversa com o escritor Paulo Pimentel, autor do romance histórico, e com a poetisa Catarina Gaspar, que, inspirada naquele, criou o livro de poesia “A Esmeralda, o Rei”. Centrados na descrição de Silves, na altura ainda território mouro, fizemos emergir a poesia e a literatura luso-árabe da Idade Média, com leituras feitas por vários alunos do 10.º ano. A dança do ventre, descrita poeticamente naquele livro, foi exemplificada por Vanessa Azevedo, professora de danças do ventre, em Caldas da Rainha. Uma tarde memorável onde, a partir de um livro, se construíram atividades de ligação quer à disciplina de Português, quer de História, quer de História da Cultura e das Artes para as turmas do 10.º ano da Esc. Sec. Rafael Bordalo Pinheiro.

Também inspirado no livro “A Esmeralda do Rei”, Carlos Oliveira, um escultor caldense, já com projecção nacional, realizou várias peças, alguma de grande dimensão, que integram uma exposição que está patente ao público durante o mês de fevereiro, nesta escola. No dia 21 de fevereiro, Carlos Oliveira veio dar o seu testemunho aos alunos das turmas de Artes Visuais, explicando todo o percurso que vai do desenho à produção em grande escala. Acompanhados no final com os chás e as compotas da Esmeralda, esta foi mais uma atividade em torno do livro e da leitura.

A bibliotecária
Noémia Machado

Fonte:  http://www.gazetacaldas.com/29465/esc-sec-rafael-bordalo-pinheiro/?fb_action_ids=513125408751503&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22513125408751503%22%3A523575491028215%7D&action_type_map=%7B%22513125408751503%22%3A%22og.likes%22%7D&action_ref_map=%5B%5D

QUINTA DE SÃO SEBASTIÃO GRANDE ESCOLHA 2008

Este vinho chegou-me à pouco mais de 2 meses, juntamente com o Mina Velha. Este é o topo de gama do produtor, de Arruda dos Vinhos. Seguindo directamente ao vinho, mostrou-se com uma cor violeta escuro, quase opaco. No nariz é bem interessante, mostrando boa complexidade de aromas, frutos silvestres, tostado, especiarias e ligeiro vegetal. Na boca, seco, acidez alta, com corpo médio, frutado, especiado, madeira presente, intenso, complexo e de final longo e persistente. Um vinho de grande qualidade mas que a meu ver, ainda vai melhorar em garrafa, pois o alcool nota-se muito solto do resto e fica a trabalhar na boca mais tempo que o devido, fazendo que o vinho fique um pouco desiquilibrado, e daí a minha nota. Mas é um bom vinho. Comprem mas guardem-no. Daqui a uns 2 anos está com toda a certeza melhor. Assim esperamos.

Região: Vinho Regional de Lisboa
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Merlot e Syrah
Tipo: Tinto
Álcool: 14,5%
Produtor: Quinta de São Sebastião (Sociedade Agrícola de Arruda, Lda)
Nota Pessoal: 16
Preço: 21€ na loja online do produtor ou em garrafeiras

Fonte: http://adegadosleigos.blogspot.pt/2013/03/quinta-de-sao-sebastiao-grande-escolha.html