“1255 — (20.02) Na Cúria reunida em Santarém, Afonso III de Portugal, com o consentimento de sua esposa, D. Beatriz, doa o castelo de Cacela e o de Aiamonte para o mestre da ordem de Santiago, D. Paio Peres Correia. (22.02) Afonso III de Portugal confirma o castelo de Sesimbra à ordem de Santiago. (24.02) Afonso III de Portugal confirma à ordem de Santiago, nas pessoas do mestre D. Paio Peres Correia e do comendador, os castelos, outrora doados por Sancho I e confirmados por Afonso II, de Alcácer do Sal, Palmela, Almada e Arruda. Fuero Real, redigido por inspiração de Afonso X de Leão e Castela. (Março) Afonso III de Portugal jura perante o bispo de Évora que não procederá à quebra da moeda e à cobrança do imposto do “monetágio”. Envia cópias do documento aos mestres das ordens militares, mais ligados a uma economia monetária. (Maio) A condessa Matilde de Bolonha, esposa de Afonso III de Portugal, protesta na cúria romana pela bigamia do rei. Afonso III é convocado para ser julgado. Foral de Vila Nova de Gaia concedido por Afonso III de Portugal, para incrementar seu comércio internacional. ”

Fonte: http://www.ricardocosta.com/pub/crono4.htm

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“Como essa ermidinha ficava muito à desamão dos devotos, e mais ainda das devotas da Senhora, que não podiam entrar na clausura, um dos seus mais insignes devotos e também insigne benfeitor dos Religiosos, o Padre João Luiz de Carvalho, beneficiado da Colegiada de Nossa Senhora da Salvação da vila de Arruda dos Vinhos, levantou a linda e artística capela que actualmente admiramos, aberta para o alpendre da portaria do convento. Tem sobre a verga da ampla entrada a data de 1777, mas a trasladação da imagem para ela efectuou-se, diz o Padre Frei Manuel de Maria Santíssima, no seu livro O Devoto Instruído, em treze de Junho de 1779. A capela é um sacrário de arte mariana. O mesmo devoto da Senhora custeou o lançamento do actual escadório, que dá descida para o átrio da capela e para o da igreja conventual.”

Fonte: http://www.virtual-net.pt/FranciscanosVaratojo/pag10.htm

“Vila e sede de concelho, Arruda dos Vinhos é centro de uma importante região vinícola. A freguesia do mesmo nome dista 36 quilómetros da cidade de Lisboa.

Não pode determinar-se com exactidão a data de fundação da vila de Arruda dos Vinhos. É pelo menos anterior à própria Nacionalidade, pois foi conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1160. Pertenceu Arruda ao Mestrado da Ordem de Santiago, e lá existiu um convento de freiras, doado em 1175 à referida Ordem a fim de ali se recolherem as mulheres dos freires leigos, quando se ausentavam a combater os mouros. Essas freiras, por esse facto, recebiam o nome de Comendadeiras de Santiago. Mais tarde foram transferidas para o convento de Santos-o-Velho, em Lisboa.

Em 1384, D. João de Castela resolveu repousar numa habitação da vila quando se dirigia a Lisboa com o intuito de conquistar a cidade e, seguidamente, dominar todo o País. Ao entrar, porém, no aposento que lhe haviam destinado para pernoitar, deparou com dois homens de espadas e punhais, escondidos debaixo da cama preparados para o aniquilar. Esta proeza heróica é-nos contada pelo próprio Fernão Lopes nas suas admiráveis crónicas.

As serras situadas ao sul e a oeste da vila de Arruda dos Vinhos fizeram parte das célebres Linhas de Torres, organizadas por Wellington. Ainda hoje há vestígios dessas fortificações, sendo as que mais perto se encontram da vila os redutos de S. Sebastião, Carvalha e Moinho do Céu.
A igreja matriz, reedificada de 1528 a 1531, apresenta poucos vestígios da traça original. Na fachada, muito simples, avultam o portal, manuelino, enquadrado por pilastras com elementos decorativos renascença, e a torre sineira, do século XVI. O interior é de três naves, sendo os arcos de volta perfeita e aresta chanfrada. As colunas têm o fuste curiosamente esculpido a meio com um anel decorativo e interessantes capitéis. A capela-mor, profunda e com abóbadas de berço, encontra-se ladeada por duas absidíolas com abóbadas de cruzaria. As naves, a capela-mor e uma outra pequena capela são revestidas de azulejos do século XVIII, onde se distinguem cenas da vida de S. Cristóvão e de S. Francisco. Guardam-se no templo um grande retábulo de talha barroca e algumas boas pinturas do meado do século XVI de um antigo retábulo.
À entrada da vila, do lado de Alhandra, encontra-se um chafariz de três bicas, datado de 1789 e decorado ao gosto barroco. Sob o frontão estão esculpidas em relevo as armas de Portugal. O conjunto é encimado por pináculos. Na entrada norte da vila existe um busto da escritora e pedagoga Irene Lisboa, uma das mais destacadas figuras do concelho de Arruda dos Vinhos.”

Fonte: http://www.distritosdeportugal.com/lisboa/arruda_dos_vinhos/index.htm