Category: 2004


A Comissão pró Barragem do Rio Grande da Pipa fez a terceira tentativa para se reunir e mais uma vez não o conseguiu, pois, no passado dia 12 de Maio, na Junta de Freguesia dos Cadafais, não compareceu o número mínimo de proprietários exigido pelo Ministério da Agricultura para que a “Junta de Agricultores Rio Grande da Pipa” fosse reconhecida, o que pressupõe que os agricultores não estão muito convencidos dos benefícios que poderão vir a receber deste projecto.

Tem sido um processo difícil e envolto nalgum nevoeiro, pois é um projecto a “pensar” na melhoria de vida dos agricultores das freguesias dos Cadafais (183ha) e de Cachoeiras (427ha); e o espantoso é que aparentemente sem estes necessitarem dessa ajuda e sem a iniciativa ter partido deles; o processo foi iniciado no Município vizinho de Arruda dos Vinhos, de onde tem vindo toda a dinâmica. Tudo começou num anteprojecto apresentado numa Assembleia Municipal, para a construção da “maior albufeira do distrito de Lisboa”, no Rio Grande da Pipa, numa zona de confluência dos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira. Orçada em 6 milhões de euros e já aprovada pelo Ministério da Agricultura.

O “Projecto” ainda não está pronto, nem é visível quando, portanto não há Estudo de Impacte Ambiental; o que há é um estudo de viabilidade ambiental e económica, que não é a mesma coisa. Tudo sem considerar a construção da A!0, do IC11 e do corredor para o futuro aeroporto da Ota.
Apesar disso a “Comissão” já definiu o perímetro de rega, inicialmente de 800 hectares e agora estabilizado nos 610 hectares, e já preparou a documentação para a legalização da “Junta”. E isto tudo perante a total indiferença dos proprietários, os prováveis futuros titulares da Junta, a quem ainda ninguém informou qual o preço que irão pagar por cada litro de água de rega.

Os municípios de Alenquer e de Vila Franca de Xira ocupam 80 por cento da área afectada, e é elucidativo o facto de não se ver algum interesse por parte de qualquer um deles para este projecto, que os promotores dizem tanto ir beneficiar os seus agricultores. Inclusive é intenção do Municio de Alenquer construir, numa parte da zona afectada ao perímetro de rega, um parque urbano, com uma zona verde, onde se incluirão piscinas e o campo de futebol da ADC.

É neste vale que está a melhor uva de mesa do país e não se conhece nenhum estudo que identifique os impactes criados na cultura da vinha, pelas alterações introduzidas pela barragem. No entanto é curiosa a afirmação do presidente da Cooperativa Agrícola de Arruda, Luís Alenquer, de que se desconhece qualquer estudo mas que “os efeitos positivos serão sempre superiores aos negativos”. Esclarecedor.

Fala-se, à boca cheia, que afinal é mais um projecto virado para o turismo e para beneficiar o Município de Arruda do que propriamente para ajudar os agricultores daquele vale de Cadafais/Cachoeiras, e que estes aparecem nele como uma necessidade pois é a única maneira dos promotores captarem os fundos comunitários (Agricultura), visto que através do “Turismo” essa hipótese está fora de causa.

A albufeira, com uma área inundada de 42 hectares, irá ficar situada, na sua totalidade, no Município de Arruda dos Vinhos e oferecerá boas condições para a instalação de projectos imobiliários, de campos de golfe e até, calcule-se, de pistas para corridas de motonáutica.

FOnte: http://www.jornalalenquer.com/noticia.asp?idEdicao=51&id=1749&idSeccao=423&Action=noticia

Os trabalhos de acompanhamento arqueológico ao nível das intervenções mecânicas efectuadas no âmbito do Projecto de Construção A10 – Bucelas/Carregado (A1) Sublanço Arruda dos Vinhos / Carregado (A1) – Trecho I – Arruda – dos Vinhos / IC11, a cargo da concessionária Brisa. Enquadram-se no conjunto de medidas de minimização dos impactes negativos, preconizado no Estudo de Impacte Ambiental.

Os trabalhos decorreram entre os dias 21 de Maio e 24 de Setembro de2004.

O trecho da obra em questão abrange os concelhos de Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira, pertencentes ao distrito de Lisboa e às freguesias de Arruda dos Vinhos e Cachoeiras. Desenvolve-se na vertente de dois vales diferenciados: um que é atravessado pela Ribeira Grande da Pipa, situando-se a obra na encosta a Norte deste vale, e outro situado da Ribeira de S. Sebastião.

Os trabalhos arqueológicos iniciaram-se com o acompanhamento das desmatações e consequentes decapagens, atingindo profundidades não superiores a 2m. No decorrer destes trabalhos identificaram-se inúmeros fragmentos de cerâmica, muito rolados e fragmentados, de provável cronologia moderna / contemporânea, dispersos e sem qualquer tipo de contextualização.

Foram identificados três sítios não inventariados no E.I.A.:

1. Casal das Antas de Baixo (vestígios da existência de um monumento megalítico de cariz funerário – Anta – já escavado e destruído), foram identificados um conjunto de materiais que se encontravam, numa pequena elevação delimitada por pedras, num curto espaço de terreno:
– 4 fragmentos de placa de xisto, que se apresentam decorados com triângulos com o vértice para cima, sendo que três deles encaixam entre si;
– 2 fragmentos de osso;
– 2 lascas e 2 fragmentos de lâminas em sílex;
– 11 fragmentos de cerâmicas pré-histórica (de entre os quais um bordo)

2. Casal da Raposa I – identificaram-se alguns materiais líticos, na sua maioria, lascas e núcleos em sílex, provavelmente resultado de um processo de escorrência a partir do terreno que se encontra imediatamente a sul deste local, numa zona de vinha a uma cota mais elevada fora da estação de expropriação da obra. Nesta área de vinha foram identificados alguns fragmentos de cerâmica pré-histórica e materiais líticos sobre sílex e quartzito (lascas e núcleos, fragmentos de lâminas e lamelas de secção triangular e trapezoidal e uma ponta de seta fragmentada).

3. Casal da Raposa II – identificaram-se um grande número de materiais líticos, na sua grande maioria utensílios em sílex sobre lamela e lâmina, de secção triangular e trapezoidal, assim como algumas lascas e núcleos. O facto de se encontrarem dispersos numa área considerável em termos de extensão leva a supor que também eles sejam materiais fruto de escorrência.

Dando continuação ao preconizado no E.I.A., foram efectuadas a relocalização e registo fotográfico dos elementos de cariz patrimonial a serem afectados directamente pela obra.

Fonte: http://www.crivarque.com/pzoom.php?identif=166

Uma aula taurina com a participação de alunos da Escola de Toureio José Falcão , duas largada de toiros, convívio Tuning e a grande Noite de Fados são as grandes apostas deste ano das tradicionais festas em honra de São Miguel Arcanjo, que se realizam em Cardosas, freguesia de Arruda dos Vinhos, entre 9 e 17 de Setembro. Os festejos irão prolongar-se por dois fins-de-semana consecutivos, esperando a comissão de festas, recentemente constituída, satisfazer a população de todas as camadas etárias.

Para além das actividades de cariz taurino, a festa anual da freguesia de Cardosas vai incluir também, e a pensar na camada de população mais jovem, o primeiro Concurso de Desenho das Cardosas, actuação de dois grupos de dança Hip Hop, discoteca e um passeio de vespas. Vai incluir também a tradicional procissão, folclore, música popular portuguesa, bailes, noite da sardinha assada, e quermesse.

No sábado, dia 9, às 17h00 Aulas práticas com a intervenção da Escola de Toureio José Falcão. Serão lidados 2 (dois) novilhos em pontas, da Ganadaria Vila Galé com a participação dos alunos Júlio Antunes (filho do Maestro José Júlio), Miguel Murtinho, Quequi da Moita, António Gadelha e João Sintra. Estão prometidas outras surpresas para os curiosos.

Ainda neste dia, a partir das 22h00, a comissão decidiu organizar uma noite de fados, com nomes como António Passão, Manuela Cavaco, Nuno de Aguiar (o criador do fado “Bairro Alto”), José Manuel Rato, António Santa Maria e a Marta Rosa, vencedora da Grande Noite do Fado, e outras surpresas fadistas acompanhados na Guitarra Portuguesa por António Jorge e na Viola por João Ramos. Esta noite de fados tentará percorrer todo o tipo de fado, desde o Fado dos Marialvas, Fado de touros, ao Fado de Lisboa e de Coimbra. As mesas, tradicionalmente decoradas, terão de ser reservadas com antecedência (965700058 ou 964360272). A Comissão de Festas promete um espectáculo com o verdadeiro “sentido” do Fado.

O programa do segundo fim-de-semana da festa, entre 15 e 17 de Setembro, segue a linha habitual, destacando-se a noite da sardinha assada, oferecida pela comissão, na sexta dia 15 com a tradicional largada de touros. No dia 16, destaca-se o reforço de actividades para os mais jovens: convívio Tuning, seguido de almoço para os inscritos; às 15h00 actuação de dois grupos de hiphop. A partir das 21h30 inicia-se o arraial com o Grupo de baile TombaMúsica e às 22h00 o Grande espectáculo da Rebeca e suas bailarinas. Pela noite fora a noite da Discoteca.

No domingo, 17, será efectuado o 3º Passeio de vespitas. Às 17h00 a tradicional Procissão em honra do Padroeiro, S.Miguel Arcanjo, seguindo-se um espectáculo com a Banda Filarmónica de Pontével. Às 19h00 Entrega dos Prémios do Concurso de Desenho das Cardosas, que se realiza pela primeira vez e pretende cativar as crianças e jovens da Freguesia, dos 5 aos 18 anos, a expressarem a sua criatividade. Às 21h00 a actuação de bailarinas de Dança do Ventre “Yolanda” e a partir das 22h00, e pela noite fora, arraial com o Grupo de Baile R.J.F.

Em todos os dias da festa os visitantes poderão contar com o apoio afável da Comissão de festas, participar na Quermesse, que terá brindes fantásticos e poderão ainda provar os petiscos tradicionais que estarão à disposição no Bar da Comissão.

Fonte: http://www.jornalalenquer.com/noticia.asp?idEdicao=51&id=3420&idSeccao=422&Action=noticia

A escritura da Comunidade Urbana do Oeste vai ter lugar no dia 29 de Março às 10 h 30, no Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha com a presença do ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, Amílcar Theias e dos presidentes das Câmaras Municipais de Alcobaça, Alenquer, arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

Fonte: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=4168c9d8-56be-43b8-b36b-5badd88dcba2&q=arruda

A Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer (ALAMBI) e a Associação de Defesa do Ambiente e do Património do Concelho de Vila Franca de Xira (ADAPA) emitiram um comunicado conjunto com o título “Rio Grande da Pipa: uma barragem para quê?”, datado de 9 de Fevereiro, onde contestam a eventual construção de uma grande barragem no Rio Grande da Pipa, na zona de confluência dos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira.

Transcrevemos em seguida o comunicado, na íntegra, das duas associações ambientalistas.

“Recentemente a comunicação social regional e nacional, fez eco de uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de arruda dos Vinhos, onde foi apresentado e debatido o ante-projecto de construção de uma Barragem no Rio Grande da Pipa, na zona de confluência dos concelhos de Alenquer, arruda dos Vinhos e Vila Franca de Xira. Este empreendimento foi apresentado como a “maior albufeira do distrito de Lisboa”, orçada em 6 milhões de euros e já aprovada pelo Ministro da Agricultura.

Nesta reunião foi pela primeira vez assumido que para além do aproveitamento hidroagrícola, que prevê a introdução de culturas de regadio como o milho ou a beterraba, existem também interesses turísticos associados ao projecto. A conclusão da barragem que inundará 42 hectares, foi apontada para “final de 2006 princípio de 2007”.

Recentemente, um relatório da organização internacional WWF, indicava Portugal como um dos países da Europa que pior gere a utilização da água dos rios, em especial na agricultura e no turismo. Este documento refere ainda que o nosso país demonstra “falta de estratégia e coordenação, pouca transparência e envolvimento do público, e não reconhece o valor das zonas húmidas” e aponta o uso desmesurado da água para a produção agrícola como uma das maiores lacunas verificadas em Portugal onde os agricultores “não pagam a quantidade da água utilizada”.

As organizações locais de ambiente não foram, até ao momento informadas ou auscultadas sobre este assunto, mas as notícias veiculadas não deixam de levantar algumas questões e preocupações a quem defende a sustentabilidade do desenvolvimento. Assim:

Foram os agricultores que se mostraram interessados em aderir ao regadio, claramente informados sobre o custo que terão que pagar pela água, à luz das regras da Directiva-quadro da Água aprovada em 2000? Como se justifica então a intervenção de um deputado municipal invocando a necessidade da água para o regadio ser barata? Ou será que tal como parece acontecer no Alqueva, o golfe vai ser o único regadio com rentabilidade para pagar a água que utiliza?

Está garantida a qualidade da água da albufeira quando hoje muitos dos esgotos da região são despejados sem tratamento nas ribeiras que afluem ao Rio Grande da Pipa?

Estão claramente identificados os impactes das alterações introduzidas pela barragem na cultura da vinha? Como é possível afirmar, como foi feito na sessão da Assembleia Municipal pelo presidente da cooperativa agrícola de arruda, que se desconhece qualquer estudo sobre o impacte das alterações climáticas induzidas pela barragem, mas “os efeitos positivos serão sempre superiores aos negativos”. Com tantas certezas, para que servem então os estudos de impacte ambiental?

Existem estudos claros sobre a aptidão dos solos abrangidos para a cultura de regadio? Tem a União Europeia, a quem se vão solicitar financiamentos para este projecto “hidroagrícola”, conhecimento de que vai ser feito um enorme investimento económico e ambiental para irrigar solos de menor aptidão, enquanto 5 km a jusante, na margem norte do Tejo entre Vila Franca e Azambuja, solos “Classe A” estão a ver o seu uso alterado para a instalação massiva de indústrias e armazéns logísticos?

Foram ouvidas as direcções regionais de agricultura sobre o interesse do projecto, ou todas as decisões se tomaram apenas ao nível político?

Com a discussão já centrada nas estradas e acessibilidades mais do que na organização do sistema de regadio, não será que os principais interesses da construção da barragem são o turismo e o imobiliário? Será então justo usar fundos comunitários destinados ao apoio à agricultura portuguesa? Será importante construir uma barragem para actividades náuticas a menos de uma dezena de km da zona ribeirinha do estuário do Tejo?

Será correcto argumentar com o controle de cheias, enquanto se continua a deixar construir no leito de cheia do Rio Grande da Pipa?

É pois importante para as organizações locais de Ambiente, perceber com clareza para quê e a quem vai servir a barragem planeada para o Rio Grande da Pipa. A real necessidade e a viabilidade ambiental do projecto, são essenciais para a sustentabilidade do desenvolvimento da região”.

Fonte: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=4626bbca-5fef-438a-9867-8b856f7f2b1f&q=arruda