Category: 2010


No Externato João Alberto Faria,em Arruda dos Vinhos, com 1.600 alunos e 200 funcionários, prepara-se uma manifestação para a manhã do dia 15, contra os cortes orçamentais ao ensino privado.

Carlos Lourenço, presidente da Câmara, já garantiu que vai participar na manifestação.

A direcção do externato já disse que caso haja cortes na ordem dos 30% a solução “é fechar em Setembro” e mandar os alunos para os concelhos limítrofes

O alerta é do director pedagógico do externato, Nuno Faria, que garante que a situação “afecta pais, alunos e funcionários” e avisa que “o estado vai ter que criar alternativa caso a escola feche em Setembro”.

O externato vai promover esta quarta-feira uma marcha “juntos pelo EJAF” pelas ruas de Arruda dos Vinhos, “com as pessoas vestidas de branco, para tentar sensibilizar o governo” para as consequências dos cortes orçamentais, nos contratos com as escolas privadas.

O proprietário da escola investiu recentemente “oito milhões e meio de euros” ao fazer uma escola da raiz, ao fim de quase quatro décadas de ensino.

A situação do Externato João Alberto Faria contou já com a solidariedade do líder do CDS/PP. Paulo Portas afirmou no final da visita de ontem, que “na origem da decisão do governo está um preconceito ideológico contra o ensino privado de inspiração cristã”.

“A ministra da Educação deve preocupar-se antes de mais em apoiar o ensino de qualidade”, sublinhou o líder do CDS/PP.

Também a direcção do Externato de Penafirme, de Torres Vedras, esteve ontem presente no Externato de Arruda dos Vinhos a manifestar solidariedade com o externato de Arruda.

Fonte: http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=23119

Ao fim da tarde do dia 18 de Dezembro de 2010, já no centro da Arruda se viam sinais do que se ia passar, fruto de toda uma engrenagem posta a laborar invisivelmente há algum tempo atrás: a 8ª S.Silvestre de Arruda dos Vinhos. Arruda convidou e 389 atletas, incluindo escalões jovens e que tiveram as suas provas a partir das 18:30hrs, correram e chegaram à meta, sendo 240 o seu número na Prova Aberta.

Com um secretariado simples mas eficiente, instalado bem junto à Partida e Chegada, assinaladas por um pórtico insuflável, a prova foi organizada pela Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos e CRD Arrudense, e contou com vários apoios de onde se destacam a Arruda TV, a Remax Advantage (Arruda) e o Good Grill (Arruda). Teve inscrições gratuitas para as provas dos mais jovens, e valor acessível para a Prova Aberta (EUR 3,00).

Ofereceu um percurso urbano, de 3 voltas na Prova Aberta, o que não é especialmente apreciado quer pelos atletas que lutam pelas primeiras posições e se vêm obrigados a dar uma volta de avanço aos últimos, muitas vezes tendo de pedir licença para passar, quer para estes últimos que são passados pelos primeiros e se vêem a estorvar sem culpa ou necessidade nenhuma. Uma volta maior e evitar-se-ia esta situação. O percurso estava muito bem assinalado, com trânsito cortado, mesmo numa das partes quando apenas foi deixada uma faixa para os atletas e outra para o trânsito, a segurança manteve-se inalterável.

Abastecimentos suficientes quer no decorrer da prova quer no final.

Pecou a prova por anunciar uma distância de 8 Km, quando no terreno não terá muito mais de 7 Km. Pecou também pelo deficiente escoamento no funil da meta, o que impediu uma boa parte dos atletas de acabar a prova bastante antes da linha da Meta. Impedidos de cortar a meta a correr, formou-se uma fila a lembrar os velhos métodos de registo dos atletas chegados à meta. E pecou ainda pelo facto dos prémios de presença não serem iguais para todos. Houve sacos com água, maçã, t-shirt, garrafa de vinho da região e baralho de cartas em miniatura. Houve sacos sem o vinho e sem a t-shirt e com um par de meias. Pequenos pormenores que bem poderiam ter sido evitados.

Provavelmente a justificar isto temos o facto de ser possível efectuar com toda a facilidade inscrições de última hora, ao mesmo custo, minutos antes da prova, o que aparentemente se mostra muito agradável e positivo, desde que não tivesse consequências.

Havia ainda caldo verde quente para todos, e esse foi mesmo para todos, o que foi muito apreciado tendo em conta que é uma prova à noite, corrida à hora de jantar, e em que estará sempre frio.

Houve ainda prémios por classificação, troféus e medalhas, quer individualmente e por escalão quer por equipas.

Balneários disponibilizados com banho quente e um acolhimento geral muito simpático por todos os envolvidos.

Desta forma, a prova, se tem reparos a corrigir numa próxima edição, não deixa de ser uma prova muito agradável, numa terra muito bonita, e o reparos são dos que se resolvem e em nada comprometem a segurança e a saúde do atleta, que esses sim, poderão ter consequências irreparáveis. Saliento as provas jovens, onde mais de 100 miúdos praticaram a Corrida, numa noite mais favorável a estar em casa a ver televisão. Só por esse facto, de ter posto na rua a correr precisamente 149 miúdos, fruto de um trabalho diário, já seria de louvar o trabalho efectuado e o resultado conseguido pela organização. Para além disso proporcionou ainda a 240 adultos o prazer de correr uma S.Silvestre, que se poderia ter sido melhor, já foi muito boa.
Os meus parabéns a toda a organização e a continuação do bom trabalho que já fizeram.

Em termos competitivos, e no sector masculino tivemos:

1º Miguel Santos, do CRD Arrudense, com 22m23s
2º Joel Martins, do CUA Benavntense com 22m31s
3º Artur Santiago, do CDR Arrudense com 22m45s

Em Femininos, foram as seguintes as vencedoras:

1º Celina Rodrigues, do CRD Arrudense, com 29m17s
2º Catarina Carola, do CRD Arrudense, com 30m24s
3º Marta Fonseca, Individual, com 31m26s

Fonte: http://mariasemfrionemcasa.blogspot.com/2010/12/arruda-com-vida-8-ssilvestre-arruda-dos.html

Milhares de pessoas, entre alunos, pais e professores, desfilaram hoje pelas ruas de Arruda dos Vinhos, em protesto contra o corte de 30% nos apoios ao Externato João Alberto Faria.

O colégio assegura há quase 40 anos o ensino do segundo e terceiro ciclos do básico e o secundário num concelho sem alternativa pública, mas agora o Governo quer reduzir os apoios financeiros.

O presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos, Carlos Lourenço, fala numa decisão inaceitável, até porque o mesmo Governo apoiou a construção do novo edifício do colégio.

“Gastaram-se aqui milhões de euros numa escola que é nova, que também foi em parte financiada pelo próprio Governo e agora está-se a meter tudo isto em causa”, afirma o autarca.

A poucos dias das férias do Natal, e sem saberem se a escola reabrirá, os pais ponderam já todas as hipóteses. Hernâni Silva presidente da Comissão de Pais, equaciona mesmo o pagamento de propinas.

Neste momento, está ainda tudo em aberto. Para já, protesta-se na esperança de que as vozes de Arruda cheguem ao Ministério da Educação.

Os cortes nos apoios aos colégios com contrato de associação vão avançar já em Janeiro. A informação foi confirmada esta manhã à Renascença por fonte do Ministério da Educação.

Com a entrada do Orçamento do Estado para 2011, os 93 colégios nessas circunstâncias vão passar a receber menos dinheiro. Ainda assim o secretário de Estado da Educação João Trocado da Mata garantiu, em declarações à Renascença, que nenhum colégio teria de fechar portas por causa do corte previsto.

Fonte: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=133219

Na Gala do Desporto da Confederação do Desporto de Portugal, que se realizou no dia 16 de Novembro, no Casino Estoril, subordinada ao tema “Cem Desportistas, Cem Anos da República”, que homenageou as 100 figuras que marcaram a história do desporto nacional no último século, o Presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica, o Arrudense Mário Gonzaga Ribeiro, foi uma das cem Personalidades escolhidas.

Associando-se à comemoração do centenário da implantação da República, a Confederação homenageou, assim, as figuras desportivas mais relevantes no último século, tendo para o efeito lançado a iniciativa “Cem desportistas, cem anos de República”.

Fonte: http://www.cm-arruda.pt/News/newsdetail.aspx?news=5fe89cdd-3952-4e0e-a327-b5e16ddee714

Mais de 85% dos 12 mil habitantes do concelho de Arruda dos Vinhos não têm, nesta altura, médico de família. Com novas instalações, inauguradas há pouco mais de dois anos, o centro de saúde local ficou quase repentinamente reduzido a uma médica do quadro, uma médica contratada e alguns tarefeiros.

Como consequência disto tudo, só 1700 utentes têm actualmente médico de família. Os restantes sujeitam-se a tentar marcar consultas de recurso com os tarefeiros, ora ligando às 8h00 procurando uma vaga, ora recorrendo à Internet, ora fazendo fila a partir da madrugada à porta do estabelecimento de saúde. Ao mesmo, o Serviço de Atendimento Complementar, que atendia pequenas urgências entre as 20h00 e as 22h00, foi desactivado no início do ano, obrigando muitos utentes a engrossarem as salas de espera do hospital de Vila Franca.
Gertrudes Cunha, vereadora da Câmara de Arruda com o pelouro da saúde, reconhece que o serviço local “está um caos completo”. A autarca do PSD disse, ao Voz Ribatejana, que a edilidade “recebe imensas queixas” da população, mas sublinha que o município não tem competências na área da saúde. A autarquia tem procurado alertar as autoridades competentes, mas recebe invariavelmente a resposta de que a falta de médicos de família “é um mal geral do país”.
Fonte: http://vozribatejana.blogspot.pt/2010/11/arruda-tem-mais-de-85-da-populacao-sem.html

Integrada na recentemente denominada Região de Vinhos de Lisboa, Arruda não tem a fama das regiões vinícolas do Douro ou do Alentejo, mas há ainda quem lute pelo prestígio e pela qualidade dos vinhos da terra. Arruda dos Vinhos fica apenas a 20 minutos de carro de Lisboa, tão perto que no alto das suas serras consegue-se mesmo vislumbrar os contornos da Ponte 25 de Abril. São as longas extensões de vinhas, escorreitas pinceladas pela paisagem do vale em que habitam, que lhe dão o nome.

Na espécie de “caldeirão” onde se situa Arruda dos Vinhos, dada a configuração geomorfológica, os solos conseguem reter bem a água, são argilo-calcários típicos e as encostas estão expostas ao sol que ilumina as vinhas durante todo o dia. Esta particularidade confere aos terrenos de Arruda a protecção dos ventos marítimos necessária para abrigar as videiras. Resultado destas características especiais: maturação das uvas mais precoce, única na região. Num vale quente e abrigado, com maiores amplitudes térmicas, crescem uvas mais sãs e de melhor qualidade.

No entanto, longe vão os tempos em que vinham ranchos e ranchos de pessoas de vários pontos do país para ajudar a pouca mão-de-obra da terra na época das vindimas. Há cerca de 30 anos, Arruda dos Vinhos ainda recebia muitos trabalhadores rurais que chegavam em Setembro, para a colheita da uva, e ficavam para a apanha da azeitona, até Novembro.

Nessa época, os produtores eram muitos e os hectares cultivados também. Hoje, há apenas quatro empresas privadas de produção vitivinícola, pois a maior parte dos agricultores com pequenas vinhas está associada às duas cooperativas agrícolas da terra.

O acompanhar dos tempos

“A Adega Cooperativa e o associativismo trouxeram equipamento novo e modernizaram a produção”, afirma João Corrêa, cujo avô foi o sócio nº2 da Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos. João Corrêa, 49 anos, presidente da Confraria dos Enófilos da Estremadura, agrónomo e enólogo de profissão, herdou com os três irmãos mais de 200 hectares de vinha. Actualmente, mantém cultivados na Quinta da Moita e na Quinta da Alagoa cerca de 50 hectares, com a ajuda de máquinas alugadas e de apenas mais quatro funcionários durante todo o ano.

João Corrêa destaca a importância das cooperativas na mecanização do processo de produção e na ajuda aos agricultores, mas também aponta onde falharam. “Durante muito tempo os produtores entregavam a uva na adega [cooperativa] e o processo acabava ali, a parte comercial foi algo que não foi explorado, não houve investimento”, lamenta. “Há muito tempo que este não é um negócio só da vinha e da adega (…) com as ajudas comunitárias toda a gente se esqueceu da parte comercial e investiu na produção. Falharam porque esqueceram a estratégia e o investimento na parte comercial”.

Quebrar o estigma da região

“Em tempos o vinho vendia-se quase todo, mesmo a granel, mesmo com pouca qualidade, mas com a entrada de Portugal na União Europeia, quando se pediu quantidade à nossa região, começou a haver excedente. A palavra de ordem seguinte foi ‘qualidade’”, conta João Corrêa. Contudo, o estigma da produção em quantidade e de pouca qualidade já estava associado à terra e aos seus vinhos. Para além das dificuldades em tornar o negócio rentável devido ao aumento dos custos de produção e da crise internacional, a batalha trava-se agora com persistência para tentar contrariar esta ideia.

Um dos passos foi mudar o nome da região vitivinícola, outrora região da Estremadura. De acordo com João Corrêa, a designação era facilmente associável à Estremadura espanhola, onde os vinhos não são famosos pela qualidade. Assim, o ano passado, passou a chamar-se “Região de Vinhos de Lisboa”, “tendo em consideração factores positivos, nomeadamente para os mercados externos, pelo facto de possuir mais notoriedade, mais fácil leitura e melhor referência quanto à sua localização”, justificaram os estudos realizados que deram origem à mudança.

Aposta na modernização

Antes de chegarem as máquinas, as vindimas “demoravam mais tempo, o trabalho era mais manual, sofria-se mais e era mais difícil”, recorda Joaquim Santos, 35 anos, empregado da Casa Agrícola Ribeiro Corrêa há cinco anos, mas filho da terra e amante das vinhas desde criança. Hoje os jovens não querem a vida da terra, apesar das máquinas ajudarem em praticamente todas as tarefas, “continua a ser duro”, lamenta Joaquim, mas sem deixar apagar aquele brilho no olhar, típico de quem faz o que gosta.

De pele queimada pelas inúmeras vezes que percorre os trilhos que separam os talhões, Joaquim lembra-se bem do convívio e da camaradagem de outrora entre os trabalhadores. “Os amigos ajudavam-se, fazia-se a vindima e a seguir havia sardinhada, o convívio era outro, era tudo mais familiar. Agora há um engenheiro, há o pessoal (pouco) que trabalha e há uma relação mais distante”.

O engenheiro de que fala estudou no Instituto Superior de Agronomia (ISA) em Lisboa e esteve dois anos em Montpellier. “Nasci quase no meio de cepas”, brinca João Corrêa, para quem “os genes” foram mais fortes na hora de decidir o futuro. Aos 28 anos ainda considerou a paixão pelos aviões. “Pensei: «ou vou para a terra ou vou para o ar»”, mas “as raízes prenderam-me à terra”. Quando regressou de França apostou na reestruturação da empresa para criar uma marca própria, independente, e que vingasse pela qualidade.

Na família há quatro gerações, a Casa Agrícola Ribeiro Corrêa, foi pioneira em Arruda na introdução na década de 90 de “técnicas de reconversão das vinhas, com enxertos prontos em talhões monovarietais utilizando tecnologias de drenagem, plantação e condução inovadoras”. Daí até à mecanização foi um pequeno passo.

Vantagens da mecanização

As máquinas reduzem para metade os custos das vindimas, por um lado porque “cada vez há menos gente para trabalhar as vinhas e as pessoas consideram este trabalho desprestigiante”, por outro lado porque na Casa Agrícola Ribeiro Corrêa a maquinaria usada na colheita é alugada. “Seria uma estupidez comprar máquinas tão caras, com a nossa dimensão, e para pouco mais de um mês de trabalho por ano”, considera João Corrêa.

Contudo, para além de “caríssimas”, explica, as máquinas de vindimar “requerem imenso da sensibilidade do trabalhador”, não só para saber como se manobram como também para ajustar cada opção mecânica à especificidade da uva em questão.

À excepção da vindima de algumas castas, por exemplo no caso das brancas, a empresa chega a contratar cerca de 30 trabalhadores para ajudar na colheita. Mas as máquinas fazem a grande maior parte do trabalho.

No caso das castas de tintos, João Corrêa elogia as vantagens da utilização de maquinaria. “Num dia de Verão, como são normalmente os dias de vindima em Agosto/Setembro, convém que a uva chegue fresca à adega”, nunca seria possível ter um rancho de pessoas a vindimar durante a noite, e com as máquinas existe a “versatilidade das horas” e a “rapidez com que se vindima um talhão”.

Aspectos fundamentais na hora de aferir a qualidade da colheita pois, muitas vezes, quando se começa a vindimar manualmente uma casta, a morosidade da apanha faz com que a uva colhida no primeiro talhão tenha um grau de maturação inferior à colhida no último. Pormenores que fazem a diferença na qualidade do produto final.

O “fim dos pés” nos lagares

Da vinha para a adega, a reestruturação continuou. Da traça rústica e tradicional das antigas instalações, restam apenas os lagares de pedra. Onde antes reinavam a alegria e a festa da tarefa de pisar o mosto, agora já não se ouve o som da uva a ser esmagada em contacto com os pés. No mesmo local, em surdina, repousam agora as barricas de madeira já cheias de vinho pronto a amadurecer.

Em substituição da mão-de-obra, a Casa Agrícola Ribeiro Corrêa, investiu em cubas de vinho que se vão enchendo à medida que as uvas chegam da vinha. Primeiro passam por uma máquina (esmagador-desengaçador), e o mosto é conduzido directamente para a cuba de fermentação. Uma vez aí, um tubo no interior leva, compassadamente, o líquido que se acumula no fundo novamente para a superfície, de modo a que a parte sólida se funda com a líquida e ocorra a pretendida fermentação alcoólica.

Beber vinho sempre fez parte da dieta mediterrânea dos nossos povos, mas chegou a ser associada pejorativamente aos taberneiros e a uma forma de consumo em excesso. Hoje, “bebe-se mais moderadamente, beber vinho é um acto de civilização, um acto gourmet”, considera o enólogo. Como fica implícito, o consumo médio em quantidade por português tem descido nos últimos anos.

“O vinho não é um bem de primeira necessidade, e com crises destas, duras, é dos produtos que mais se ressente”, afirma João Corrêa.

“Os vinhos mais caros bebem-se cada vez menos, há uma queda nas vendas da gama alta e mesmo dos vinhos com notoriedade”, lamenta acrescentando que “agora é ainda mais difícil ir para o mercado com uma marca nova, ainda que de elevada qualidade”.

Ainda assim, João Corrêa observa que o segmento de vinhos médio é onde se registam as maiores perdas devido à “enorme” diferença entre o preço de venda do produtor e o preço de venda praticado nos restaurantes. “É uma guerra perdida”, confessa.

Daí que a Casa Agrícola Ribeiro Corrêa opte por se manter concentrada em produzir apenas com três fins: promover as marcas de topo junto de garrafeiras e restaurantes; apostar no agora em voga “bag-in-box” (antigo garrafão de 5 litros adaptado a uma embalagem moderna e prática com uma imagem apelativa) para os supermercados e hipermercados da região; vender uva a granel, em excedente, para outros vinicultores.

“Só bebo em serviço”

Profissionalismo e prazer. Confundem-se facilmente nas palavras de João Corrêa. As vindimas estão no fim e eis que chega a altura mais aguardada pelos produtores. Depois de um ano de labor minucioso dedicado à terra e ao cuidado da vinha, e depois de pouco mais de um mês intenso de trabalho na colheita, é hora de provar o “sumo” que vem compensar o esforço e a paciência.

CASA AGRÍCOLA RIBEIRO CORRÊA
Número de hectares cultivados: 50
Produção média anual (litros): 100.000
Número de funcionários: 4
Castas cultivadas

BRANCAS:

•Arinto
•Fernão Pires
•Vital
•Seara Nova
•Chardonnay
TINTAS:

•Toriga Nacional
•Aragonez
•Tinta Míuda
•Castelão
•Camarate
•Caberet Sauvignon
•Syrah
•Alicante Bouschet

Principais Vinhos comercializados
•Erva Pata
•R.C.Chardonnay
•”Bag-in-box” 5 litros (branco e tinto).

Fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/vida/arruda+nao+e+dos+vinhos+os+vinhos+e+que+sao+dela.htm

É no centro e litoral do País, e nos grandes centros urbanos, que estão os concelhos com melhores resultados nos exames nacionais do secundário. Mas, curiosamente, no topo concelhio está Arruda dos Vinhos, um concelho do distrito de Lisboa com poucas provas e uma média de 12,11. Entre os três melhores estão ainda dois concelhos do distrito de Leiria. As piores notas estão nas Ilhas e no Alentejo. Os resultados mais extremados, nos concelhos onde houve menos alunos a exame.

Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/Interior.aspx?content_id=1687320

28-10-2010
18:00 › Inauguração do certame e lançamento de vinhos novos da Adega Cooperativa de Arruda dos Vinhos
21:00 › Leilão de vinhos e produtos agrícolas
21:30 › Ana Malhoa
00:00 › Encerramento

29-10-2010
18:00 › Abertura
21:00 › Raul e Eu Jazz Band e Bailarinas
22:30 › Baile das Vindimas com Raul e Eu + Empregados
02:00 › Encerramento

30-10-2010
12:00 › Abertura
16:00 › Tarde do Clube Recreativo e Desportivo Arrudense
– Escola de Música do C.R.D.A.
– Sevilhanas do C.R.D.A.
– MTV Dance
– Demonstração de Kempo
– Grupo de Teatro Amador do C.R.D.A.
20:00 › Actuação de Paulo Pereira
22:00 › Miss Festa da Vinha e do Vinho
Continuação da noite com Paulo Pereira
02:00 › Encerramento

31-10-2010
09:00 › Passeio Pedestre “Rota da Vinha e do Vinho” e II Passeio de automóveis antigos e clássicos de Arruda dos Vinhos (Partida)
12:00 › Abertura do certame
16:00 › Tarde Infantil: O Palhaço Croquete, Marta Peneda
16:00 › Actividades relacionadas com o Halloween promovidas pela Escola Profissional Gustave Eiffel
21:30 › Carlos Costa (3.º classificado dos IDOLOS)
23:00 › Actuação de Nelo
02:00 › Encerramento

01-11-2010
12:00 › Abertura do certame
16:00 › Duo Musical “OS KOTAS”
18:00 › Oferta de castanha e água-pé
21:30 › Quim Barreiros
00:00 › Encerramento

– Praça de Toiros: José Marques Simões, em Arruda dos vinhos
– Data: 17 de Agosto de 2010, pelas 22.00 horas
– Empresa: Tertúlia “O Piriquita”
– Ganadarias: Pinto Barreiros, Vinhas, Conde de Cabral, António Charrua, Ruy Gonçalves e Herdade de Pégoras
– Cavaleiros: António Telles, Luís Rouxinol e Marcos Bastinhas
– Grupo de Forcados: Forcados Amadores de Santarém e Montemor, capitaneados por Diogo Sepúlveda e José Maria Cortes, respectivamente.
– Assistência: ¾ de casa
– Delegados da IGAC: Delegado técnico tauromáquico sr. António dos Santos, assessorado pelo médico veterinário Dr. Jorge Moreira da Silva.
Com organização a cargo da empresa Sociedade do Campo Pequeno, S.A., em conjunto com a dinâmica tertúlia “O Piriquita”, realizou-se mais um concurso de ganadarias em Arruda dos Vinhos, por ocasião das festas em Honra de Nª Sra. da Salvação. Cartel aliciante, constituído por duas das máximas figuras do toureio equestre português e um jovem à procura de afirmação. Para as pegas dois eternos e antigos rivais na arte de pegar toiros, em acesa, mas saudável competição.

Quanto aos toiros – talvez porque apenas disputassem o prémio bravura – eram díspares em apresentação e trapio. O exemplar vindo da ganadaria de Pinto Barreiros, com quatro anos e 480 Kg, era pequeno e sem trapio, com pouca força e impróprio para um qualquer concurso de ganadarias. Em termos de comportamento, teve mobilidade e colaborou na lide. A ganadaria Vinhas enviou um toiro também com quatro anos de idade, acusando na balança 530 Kg, com boa apresentação e que se mostrou reservado e de investidas suaves e sem apertar. O toiro de Conde Cabral, com quatro anos e 500 Kg, era de mau tipo, com a córnea muito fechada, um pouco escorrido de carnes e saiu manso encastado, a investir aos arreões, mas servindo para a lide. António Charrua levou um toiro com quatro anos e 620 Kg, de excelente apresentação e com trapio a condizer, mas que se revelou manso, a procurar tábuas, muito reservado e a esperar pelo cavaleiro. O toiro da Ganadaria do Engº Ruy Gonçalves, ferrado com o algarismo 5 na espádua direita e com o peso de 580 Kg, tinha excelente apresentação e trapio, doía-se ao castigo, era reservado e tapava-se no momento da cravagem dos ferros, adiantando-se muito às montadas. O último da noite, da Herdade de Pégoras, ferrado com o 5 na espádua e com 490 Kg, mostrou-se colaborante, com mobilidade, servindo bem para a lide. No final, o júri, constituído pelos próprios ganaderos, apesar da falta de bravura, atribuiu o prémio de toiro mais bravo ao exemplar da ganadaria de Pégoras, prémio contestado por grande parte do público.

António Ribeiro Telles esteve uma vez mais ao seu nível. No primeiro da noite, um toiro com pouca força e que não colaborava nas reuniões, deixou ferragem comprida algo traseira. Apenas o terceiro comprido resultou correcto em termos de colocação. Nos curtos, em sortes frontais e ao estribo, deixou quatro ferros de boa nota, sendo que o seu oponente não dava para mais. Já no segundo do seu lote, o mais pesado da corrida e um manso difícil de lidar, a lide do cavaleiro da Torrinha teve momentos de grande emoção, daqueles de fazer levantar as bancadas. Não foi, no entanto, nos compridos que tal aconteceu, com o primeiro a ser colocado às meia volta, sem citar e a cair, rectificando de imediato com a colocação de mais dois ferros de execução e colocação correctas. Nos curtos, com o toiro a fugir ao cavalo, negando-se a investir, o cavaleiro, sem qualquer intervenção dos seus subalternos, teve um trabalho de brega notável, indo buscar o toiro a tábuas, deixando-o em sorte e cravando de alto a baixo e ao estribo, com o toiro quase sempre a sair por cima da garupa do cavalo, em reuniões bem ajustadas e emocionantes. Quando o toiro já não saía de tábuas, optou por sortes sesgadas, mas de igual qualidade. Nota bem alta para os primeiro e quarto ferros, este em sorte a sesgo com reunião emocionante. No final da lide sofreu um forte toque na montada, depois de o toiro sair solto de tábuas, procurando fugir e apanhando o cavaleiro desprevenido, no momento em que se preparava para cravar.

Luís Rouxinol teve uma primeira lide de bom nível. Sempre de frente para o toiro na hora de cravar, deixou ferros em reuniões cingidas e como mandam as regras do toureio a cavalo à portuguesa, pese embora o toiro não emprestasse a emoção necessária nesses momentos. Rematou com vistosas piruetas na cara do toiro, sempre muito aplaudidas. Finalizou com um violino, um palmo a sesgo e um par de bandarilhas já sem toiro, o que o obrigou a duas passagens em falso antes de cravar. O quinto da noite, um toiro bem mais complicado, não permitiu ao cavaleiro de Pegões repetir o êxito que alcançou no seu primeiro. Optando por cravar com ligeira batida ao piton contrário, o toiro faltava debaixo do braço no momento de cravar, fruto do engano pronunciado. Rectificou, partindo de forma mais recta para o toiro, mas este adiantava-se e tocava na montada. Para levar os seus intentos por diante, teve que abrir o quarteio mais cedo para, assim cravar em sortes limpas e com correcção.

Marcos Bastinhas, ao lado de duas grandes figuras, não conseguiu estar ao seu melhor nível. Sempre a conduzir as montadas com as duas mãos nas rédeas, foi deixando ferros em viagens lateralizadas, com o quarteio muito aberto e algumas vezes já bem para lá do estribo. Nos ferros compridos da sua segunda lide andou bastante desacertado, com ferros a caírem e a falhar o toiro. No final da sua primeira actuação deixou um ferro curto e um de palmo em sortes de violino que foram muito aplaudidos pelo público.

Pelo Grupo de Forcados Amadores de Santarém abriu a noite Luís Sepúlveda, que citou com muita correcção, a andar bem para o toiro, mostrando-se e reuniu de forma correcta, para uma boa pega, bem ajudado pelo grupo e com o toiro a não complicar. Para a pega do terceiro da noite saiu João Brito, que aguentou bem o toiro e consumou uma muito boa pega à barbela, com o grupo mostrar coesão nas ajudas. A última pega do grupo foi executada por Manuel Roque Lopes, à 4ª tentativa, com o grupo em cima, sendo que na primeira saiu após o primeiro derrote do toiro, na segunda precipitou-se no cite e não recebeu da melhor forma, não conseguindo reunir e na terceira, com as ajudas mais carregadas não conseguiu agarrar-se. No final, num gesto de grande dignidade, não saiu para a volta, apesar da insistência do público, o que é de louvar.

O Grupo de Forcados Amadores de Montemor teve uma boa actuação, com três pegas ao primeiro intento. Para pegar o segundo toiro da noite saltou tábuas Frederico Caldeira, que citou com correcção, reuniu com impacto, fruto de não ter recuado com o toiro, aguentou bem os primeiros derrotes e consumou uma boa pega, com o grupo a ajudar bem. Filipe Mendes foi o escolhido para pegar o quarto da ordem, um toiro sério e difícil, que arrancou com muita pata mal avistou o forcado, que reúne bem, viaja até às tábuas, com entrada providencial do primeiro ajuda, aguenta fortes derrotes sozinho na cara do toiro, que foge ao grupo, que recupera bem, consumando uma grande pega já nos médios. No final duas voltas à praça merecidas, a primeira acompanhado do cavaleiro e do primeiro ajuda Hugo Melo. Para pegar o último toiro da corrida saiu António Vacas de Carvalho, que citou muito bem e, apesar de não reunir da melhor forma, consumou uma boa pega, sem que o toiro complicasse e bem ajudado pelo grupo.
O Mais e o Menos

+ O bom ritmo em que decorreu o espectáculo.
+ A proibição de entrada de público no decurso das lides.

– Nada a registar.

Fonte: http://bolasetetouradas.blogspot.com/2010/08/cronica-do-concurso-de-ganadarias-da.html

António Telmo Carvalho Vitorino, visto por muitos como mestre ou guru, e o maior representante vivo do grupo da Filosofia Portuguesa, discípulo de Álvaro Ribeiro (1905-1981) e companheiro de Agostinho da Silva (1906-1994), morreu ao princípio da manhã de hoje, sábado, no Hospital de Évora. Tinha 83 anos.

Na linha daquilo que expunham Teixeira de Pascoaes (1877-1952), José Marinho (1904-1975), Álvaro Ribeiro, Afonso Botelho (1919-1996), António Quadros (1923-1993) e também Agostinho da Silva, Telmo, que era, acima de tudo, um filólogo e um hermeneuta, há muito enredado na teia e na trama do esoterismo e do hermetismo, que defendia a especificidade do pensamento português.

António Telmo Carvalho Vitorino nasceu a 2 de Maio de 1927, em Almeida. Entre os dois e os seis anos, viveu em Angola com a família. Regressada a Portugal, fixou-se em Alter-do-Chão e, mais tarde, em Arruda-dos-Vinhos. António Telmo viverá por lá até aos 16 anos. Antes de ir estudar para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ainda morará em Sesimbra. Na sua infância e juventude, foi um auto-didacta: estudava em casa e fazia os exames em Lisboa.

Aos 23 anos, ingressa no grupo da Filosofia Portuguesa, após ter conhecido José Marinho e Álvaro Ribeiro. A convite de Agostinho da Silva e de Eudoro de Sousa (1911-1987), foi professor de Literatura Portuguesa, durante três anos, na recém-formada Universidade de Brasília. De lá seguiu para Granada e, só depois, é que voltou a Portugal. Foi director da Biblioteca de Sesimbra e posteriormente radicou-se em Estremoz como professor de Português. Deixa obra extensa.

Fonte: http://jn.sapo.pt/blogs/babel/archive/2010/08/21/morreu-250-ltimo-membro-da-filosofia-portuguesa.aspx