Category: Arte


Dizer que as suas vidas mudaram após terem vencido o prémio para o videoclip dos Muse talvez seja um bocadinho exagerado. Até porque, assim de repente, isso aconteceu… há pouco mais de 24 horas.

Já Inês Freitas, natural de Beja, viu-se obrigada a subir cerca de 180 quilómetros no mapa para ingressar também naquele instituto: “Era o único em Portugal que nos interessava”.

O início de uma história de amor
Por ser um “curso com poucas pessoas”, Inês e Miguel criaram uma empatia imediata. Tinham os mesmos objectivos e era frequente ajudarem-se na realização dos trabalhos académicos. Fruto do muito tempo que passavam juntos a relação acabou por evoluir e começaram a namorar.

No segundo ano do curso já haviam formado uma equipa, a Oneness Team, plataforma através da qual criam vários projectos e se candidatam a muitos outros. A curta 2D que realizaram nesse ano foi, aliás, seleccionada para um festival na Coreia do Sul, e chegou a passar no Festival Monstra e no Fantasporto, em Portugal. A ideia da parceria, explica a pacense, sempre foi “juntar duas cabeças e dois talentos.”

A participação no concurso
No final de Dezembro, Inês, veterana nestas andanças dos concursos, viu na Internet o desafio lançado pelos Muse: “Era uma oportunidade única. Falei com o Miguel, que no início ficou preocupado por não termos tempo, mas depois convenci-o. Tirámos 20 dias dos trabalhos da faculdade e começámos a criar”, relembra.

Mas nunca acreditaram que pudessem ser os vencedores. Assim que submeteram o vídeo acharam que se tivessem mais tempo, poderia haver mais qualidade. Além disso, “eram 129 trabalhos a concurso, alguns muito profissionais e com actores”, brinca Inês ainda incrédula.

A vida não mudou desde ontem, mas têm seguramente menos tempo para respirar. Os e-mails e as entrevistas não lhes dão descanso e até já receberam algumas propostas de trabalho e sugestões para novas parcerias.

Em relação ao futuro, mostram-se ambiciosos: “Queremos desenhar, ilustrar, trabalhar em videojogos, fazer animação. Também gosto de escultura. Queremos fazer tudo. E ser os melhores em tudo o que fizermos”.

Para além de uma vida em comum, os dois vivem a sua individualidade em perfeita sintonia. Inês, por exemplo, adora desenhar no pouco tempo livre que lhe resta: já venceu prémios de banda desenhada e diz que o próximo passo é publicar um livro.

Fãs de Muse, Inês vai ao concerto pela quarta vez no dia 10 de Junho, em Portugal. Já para Miguel será uma estreia. Os bilhetes, porém, “já estão comprados há meses!”, termina.

 

Fonte: http://p3.publico.pt/cultura/mp3/7171/convenceram-os-muse-e-querem-ser-quotos-melhores-em-tudo

A Câmara Municipal lançou uma campanha de angariação de fundos para restaurar pintura antiga da Lourinhã. São 31 quadros a necessitar de uma intervenção urgente de restauro. Como parceiros da autarquia encontram-se a Santa Casa da Misericórdia, possuidora da maioria das obras, a Paróquia da Lourinhã, a Confraria de N. S.ª dos Anjos e o Museu do GEAL.

A inventariação das pinturas foi feita pela historiadora de arte, Sandra Boavida (do concelho da Lourinhã), assim como o levantamento dos custos de restauro que ascendem a 88.541,75 Euros, obra a ser executada pelo Instituto José de Figueiredo.

De facto, a Lourinhã tem um dos maiores espólios de pintura antiga, se exceptuarmos a dos museus nacionais. São trabalhos dos seguintes pintores: Mestre da Lourinhã, Lourenço de Salzedo, Diogo Teixeira, Mestre da Arruda, Josefa de Óbidos e de seu pai, Baltasar Gomes Figueira.
A nossa escola tem vindo a proporcionar aos alunos visitas de estudo regulares a estes espaços, no âmbito dos programas curriculares e tem testemunhado a necessidade de algumas intervenções urgentes neste domínio, como se pode ver pelo estado da pintura de uma das capelas-oratórios (no muro da Quinta de St.ª Catarina).

Daí que queremos manifestar o nosso apreço por esta iniciativa de defesa e preservação do património. As instituições em causa não têm fundos suficientes, pelo que o nosso contributo é fundamental. Os donativos são entregues na tesouraria da Câmara Municipal e deles serão passados recibos para efeitos de IRS, no âmbito da Lei do Mecenato.

Fonte: http://historialourinha.blogspot.com/2007_04_01_archive.html

“Mais perto do meio do século a situação da pintura portuguesa tende a clarificar-se. Nos anos 40 desaparecem quase todos os grandes pintores com experiência manuelina – Jorge Afonso, que talvez à muito não pintasse já, morre em 1540, Cristovão de Figueiredo é referido pela última vez nesse mesmo ano, Gregório Lopes falecerá apenas em 1550, mas a última obra que lhe conhecemos é o conjunto de quadros feitos para o Conventinho de Valverde em 1544-45, Vasco Fernandes desaparece provavelmente neste último ano. Nesta conjuntura, e antes da entrada em cena dos bolseiros com experiência directa italiana, que só acontecerá por volta dos anos de 1560, Diogo  de Contreiras assume-se como o mais importante pintor nacional em actividade, a par de um Garcia Fernandes que deve ter continuado a pintar, mas cuja última fase está pouco definida. A par dos mestres que fomos referindo aparecem outros cujo italianismo é cada vez mais desenvolto como o desconhecido pintor que conhecemos pelo nome de conveniência de “Mestre de Arruda dos Vinhos”, autor do desmembrado retábulo da Matriz dessa vila e de outras pinturas como um quadro do Hospital da Luz de Lisboa e o retábulo de Santa Cruz na Graciosa (Açores). Ainda dentro de uma evolução que podemos considerar como “interna” da pintura portuguesa,  muito ligado ao estilo de Diogo de Contreiras, se bem que com inferior qualidade, e um uso de composições ainda filiadas nos modelos dos Mestres de Ferreirim, o Mestre de Arruda dos Vinhos caracteriza-se pelo tratamento plástico dos panejamentos colados aos corpos ou em pregas curvas criando linhas sinuosas e sensuais que demarcam as sombras com suavidade, o mesmo gosto pela utilização de arquitectura renascentista, um alteamento das figuras de primeiro plano, já fortemente maneirista e um colorido de forte sentido decorativo, ainda que algo limitado na paleta. ”

Fonte : http://joaquimcaetano.wordpress.com/amor-fama-e-virtude/ao-modo-de-italia/