Category: Património


Nossa Senhora da AjudaNossa Senhora da Ajuda

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Fonte: http://books.google.pt/books?id=ba0fyVIRqxIC&pg=RA1-PA388&dq=arruda+misericordia&hl=pt-PT&sa=X&ei=l-QzT_TiFIGn0QXvm8GMAg&ved=0CFEQ6AEwBjhQ#v=onepage&q&f=false

Começaram as obras no forte da Carvalha, concelho de Arruda dos Vinhos.

“No passado dia 19 de Abril tiveram inicio as obras de recuperação do Forte da Carvalha, Obra Militar n.º 10, a cargo do Município de Arruda dos Vinhos, que contratualizou com a empresa Arqueohoje – Conservação e Restauro do Património Monumental, Lda., com o total apoio e participação do Exército Português, através da Direcção de Infraestruturas do Exército, com a disponibilização de 8 militares e máquinas para o desenvolvimento dos trabalhos.
As obras de recuperação têm a autorização do IGESPAR, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, seguindo todas as normas previstas na Lei do Património Cultural.
O Forte do Cego será igualmente intervencionado, no âmbito do projecto financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, e serão ambos colocados à fruição pública no dia 5 de Junho de 2010.”

Pouco a pouco os Fortes das Linhas de Torres Vedras vão sendo repurados…

Fonte: http://linhasdetorres.blogspot.com/2010/04/restauro-dos-fortes.html

Definido um amplo largo no centro da vila, o chafariz pombalino de Arruda impõe-se, hoje, mais pelo seu aparato cenográfico que marca decisivamente a malha urbana, do que pelas razões utilitárias que, em 1789, estiveram na origem da sua edificação. Na verdade, o século XVIII dedicou especial atenção à questão do abastecimento da água às populações, sendo que as construções decorrentes desta preocupação, por parte da coroa, dos municípios ou dos nobres e eclesiásticos era, simultaneamente, uma forma de reforço do seu poder, ao qual não deixavam de associar a sua própria imagem, habitualmente através da exibição de brasões.

Assim, a pedra de armas de Portugal no coroamento do chafariz de Arruda dos Vinhos, denuncia uma mais que possível iniciativa ou colaboração régia na sua edificação.

O espaldar é seccionado por pilastras, encimadas por fogaréus assentes sobre bases piramidais. O remate contracurvado dos três panos converge, ao centro, no arco canopial que coroa e faz destacar o eixo do monumento. Este, é formado pela bacia e respectivas bicas, a que se segue um motivo vegetalista relevado ligando-se à pedra de armas, e terminando com a urna que remata o arco.

Acede-se à plataforma das bicas através de duas escadas nos extremos do chafariz, abrindo-se, entre elas, um amplo tanque rectangular, antecedido, no alçado frontal, por um conjunto de pilares. A água que o abastece jorra de uma bica que se liga directamente à bacia superior.

A sua construção, já do final do século XVIII, denota a influência pombalina na depuração das linhas, mas revela ainda o dinamismo barroco em determinados pormenores, como os fogaréus que rematam as pilastras.
(Rosário Carvalho)

Fonte: http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=71268

Seis municípios do distrito de Lisboa uniram esforços para recuperar as Linhas de Torres. O projecto orçado em dois milhões de euros e que ontem viu inaugurado o circuito da Enxara, no concelho de Mafra, visa preservar parte do sistema de fortificações militares construído entre 1809 e 1810, que teve por objectivo travar a terceira invasão francesa. O que viria a acontecer em Novembro de 1810, quando o marechal Massena renunciou a atacar e retirou, dirigindo-se para Santarém.

Das 152 estruturas militares construídas na época, restam 118. Destas, o projecto visa recuperar 30 até Dezembro de 2010. A iniciativa irá também abrir circuitos pedestres ao longo dos 85 quilómetros de fortificações, cuja eficácia bélica alcançada determinou o início do caminho ascendente do Duque de Wellington perante as tropas napoleónicas, que culminou com a vitória sobre Napoleão a 18 de Junho de 1815, na batalha de Waterloo.

O investimento do circuito da Enxara envolve a animação de réplica de um telégrafo semelhante ao existente na época. Um primeiro passo para explicar o complexo sistema de comunicações existente no século XIX que permitia a distribuição de informações desde o rio Tejo até ao Atlântico.

Com vista à preparação da comemoração do Bicentenário das Linhas de Torres, a realizar entre 2009 e 2010, terminou ontem o seminário ‘A Importância das Linhas de Torres na Europa’.

Numa obra de engenharia sem paralelo, erguer mais de uma centena de fortes levou a que 150 mil camponeses fossem chamados. Também cerca de 200 mil pessoas abandonaram as suas casas a norte das linhas, perante a investida dos franceses.

O efectivo militar criado foi também gigantesco: 25 mil milícias e 11 mil ordenanças portuguesas, oito mil espanhóis e 2500 fuzileiros ingleses. Como tropas regulares, Wellington dispunha de 34 mil ingleses e de 24 500 portugueses.

Estava criada uma máquina de guerra de mais de cem mil homens que à retirada francesa avançou para Espanha. A 27 de Julho de 1813, após a batalha dos Pirenéus, o duque de Welligton viria a chamar aos militares portugueses, pela sua coragem, “os meus galos de combate”. A 7 de Outubro era dada ordem para avançarem para França. É este património militar que seis concelhos querem manter vivo.

Segundo explicou Gertrudes Cunha, vereadora da Cultura da Câmara de Arruda dos Vinhos, o projecto Rota Histórica das Linhas de Torres “pretende trazer o desenvolvimento sustentado da região com a criação de uma rota turístico-cultural, militar, ambiental e de grande projecção internacional”. Arruda dos Vinhos, Vila Franca de Xira, Sobral de Monte Agraço, Mafra, Loures e Torres Vedras são os concelhos envolvidos.
LINHAS DE TORRES

Edificadas, a partir de 1809, por ordem do general Wellesley, as Linhas de Defesa de Lisboa, ou Linhas de Torres, são um conjunto de 152 fortificações que se estendia por cerca de 80 quilómetros, distribuídas entre Torres Vedras e o rio Tejo, e que asseguravam a defesa desde a costa atlântica até ao estuário do rio.
FORTE GRANDE OU DO ALQUEIDÃO

Localizado na Serra de Montagraço, a 439 metros de altitude, começou a ser construído a 4 de Novembro de 1809. Capacidade para uma guarnição de 1590 militares. Número de peças de artilharia: 25. Fica no concelho de Sobral de Monte Agraço, dois quilómetros a Sul da vila.

O “Seminário Internacional sobre a Importância das Linhas de Torres na Europa” vai reunir alguns dos mais reputados peritos internacionais, neste tipo de património, no Auditório Municipal de Arruda dos Vinhos, nos dias 20, 21 e 22 de Novembro, com o objectivo de “divulgar a especificidade do sistema militar defensivo de Lisboa, denominado por Linhas de Torres”.

No âmbito do programa do seminário, assinala-se a inauguração do primeiro circuito de visita incluído na “Rota Histórica das Linhas de Torres”, projecto dinamizado por uma plataforma intermunicipal que congrega todos os municípios onde se implantam as fortificações: Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

O objectivo deste seminário transcende a esfera da História das Guerras Peninsulares e assume-se como uma oportunidade para chamar a atenção da população em geral, e da comunidade científica em particular, para a valorização cultural e turística deste património militar.

Estão previstas diversas actividades, como comunicações livres, debates temáticos, visitas de estudo ao terreno, exposição de painéis e mostra bibliográfica.

Fonte: http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=20315

Escavações arqueológicas no Forte do Cego, em Arruda dos Vinhos, levam os especialistas a afirmar pela primeira vez que os métodos defensivos adoptados pelo exército luso-britânico para impedir as invasões francesas persistiram até à segunda guerra mundial.

“Foi a primeira vez que se utilizou um sistema defensivo em linha completamente novo para evitar que o exército passasse para o outro lado e possibilitar a defesa de uma determinada região. As técnicas usadas estiveram muito em voga na primeira e segunda guerra mundial”, explicou à Lusa o arqueólogo Guilherme Cardoso, que coordena a campanha.

As Linhas Defensivas de Torres, que se estendem desde Torres Vedras até ao rio Tejo, possuem mais de uma centena de fortes, que foram indispensáveis para pôr termo às invasões francesas em Portugal, no século XIX.

“As Linhas de Torres Vedras pararam completamente as tropas francesas porque eram uma linha bastante forte face às técnicas de engenharia militar utilizadas”, indicou, precisando que a muralha de fortificações tornava quase “impensável as tropas passarem e sujeitarem-se ao fogo do inimigo”.

A campanha arqueológica, que está a decorrer desde meados de Julho, pôs pela primeira vez a descoberto materiais e técnicas adoptadas na linha defensiva para impedir o avanço das tropas francesas, o que permite “ter uma ideia mais rigorosa do que se conhecia do passado”.

Sabe-se, por exemplo, que duas canhoneiras agora encontradas (base de apoio dos canhões) tinham “um carro com rodas baixas para evitar que, caso o forte fosse tomado pelas tropas francesas, pudessem sair do lugar em que estavam” com todo o armamento.

Foi também posto a descoberto o local onde se guardavam as armas e as munições (paiol), que permite aos arqueólogos concluir que as construções eram feitas com “rigor” e recorrendo a operários especializados.

O paiol foi construído com “lajes de pedra trabalhada”, sobre as quais assentava um “piso em madeira para evitar faíscas e impedir que a pólvora que lá estava guardada explodisse”.

As escavações permitiram também concluir que os métodos de defesa e construção dos fortes “nem sempre eram os mesmos”, havendo diferenças na mesma linha defensiva.

“Não há fortes iguais. Todos foram construídos segundo as especificidades do terreno onde foram implantados”, assinalou Guilherme Cardoso.

Tal como em mais de cem fortificações existentes, o Forte do Cego tinha um monte de pedra no seu interior “para evitar a explosão de bombas” que o danificassem, mas “não tem muretes de pedra”, ao contrário de outros, porque não haveria no local pedra e homens para trabalhá-la.

Os arqueólogos descobriram ainda que, debaixo do Forte do Cego, existe um povoado do período do neolítico-calcolítico, com pelo menos cinco mil anos e onde existem “vestígios de cerâmica”, além de um outro da Idade do Ferro, a trinta metros de profundidade.

Em Setembro, a equipa de trabalho vai iniciar escavações no Forte da Carvalha, ainda no concelho de Arruda dos Vinhos, no âmbito de um projecto que envolve também os municípios de Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira.

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/389846

A Igreja Matriz de Arruda dos Vinhos poderá ter sido erguida, ou reconstruída, pelos monges-cavaleiros da Ordem de Santiago da Espada, a quem D. Afonso Henriques terá dado a protecção da vila em finais do terceiro quartel do século XII. Alguns historiadores atribuem a sua fundação à época de D. Sancho I (finais do século XII).

Com a passagem destas terras para a coroa no século XV, a freguesia passou para a Casa dos Duques de Aveiro e nela permaneceu, até o último membro desta casa ter morrido às ordens do Marquês de Pombal.

Para escapar às pestes quinhentista, o rei D. Manuel I refugiou-se em Arruda dos Vinhos, povoado onde as epidemias não chegaram a entrar. No sentido de retribuir esta benesse, D. Manuel I mandou restaurar o templo, com nova invocação a N. Sra. da Salvação. Grande parte das obras só se efectuaram após a morte do monarca, resultando daí uma mescla de elementos arquitectónicos característicos do gosto manuelino e muitos trechos já renascentistas. Novas intervenções se realizaram nos séculos XVII e XVIII, juntando assim ao templo outra linguagem artística.

A fachada nobre é animada por um portal manuelino e, lateralmente, por uma torre sineira rematada por coruchéu do século XVI. O portal é delimitado lateralmente por duas pilastras, onde se inscrevem duas figuras humanas renascentistas, rematadas por agulhas. O lintel descreve um arco recortado, moldurado por um outra que termina em radiantes cogulhadas.

No interior, o templo é formado por três naves separadas por elegantes arcos plenos, de arestas chanfradas, assentes em colunas, cujos capitéis apresentam ornamentação manuelina, de cariz naturalista. No andar superior da nave definem-se uma série de altas janelas, estabelecendo a iluminação do templo. As paredes das naves são forradas por azulejos seiscentistas, de ponta em diamante, e outros setecentistas em azul e branco. Os painéis azulejares mais trabalhados são os dedicados a S. Jorge e a S. Cristóvão.

A capela lateral direita, dedicada primeiramente a S. Francisco de Assis e, mais tarde, a S. Sacramento, ostenta um retábulo de talha dourada e verde e ainda pinturas seiscentistas. Nas paredes destacam-se os policromados painéis azulejares do século XVIII, versando sobre cenas da vida de S. Francisco. Nas capelas colaterais, o destaque vai para as suas coberturas com abóbadas nervuradas.

Na capela-mor, um retábulo barroco em talha dourada guarda, ao centro, a imagem medieval de N. Sra. da Salvação. As paredes laterais são revestidas por azulejos barrocos, a que se sobrepuseram pinturas do século XVI. No entanto, a obra mais notável da ousia é o frontal de altar, revestido por azulejos hispano-árabes e sevilhanos.

Grande parte do espólio desta igreja foi roubado no século XIX pelas tropas francesas, salvando-se contudo várias interessantes esculturas, com particular destaque para uma N. Sra. da Piedade, em pedra policromada, uma imagem do século XV que é notável pelos seus panejamentos e pelo tratamento dado ao rosto da Virgem.

Fonte: Igreja Matriz de Arruda dos Vinhos. In Infopédia . Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-07-09]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$igreja-matriz-de-arruda-dos-vinhos&gt;.

Atravessando o Jardim Municipal, encontra-se a praca de toiros de Arruda. Antes desta existiu uma outra praça de madeira, mas os sinais da sua existência diluiram-se no tempo. Apenas uma ou outra velha foto testemunham a sua existencia. A actual praça foi inaugurada no ano de 1925, cuja construção foi impulsionada pela então chamada Uniao Tauromáquica Arrudense – sociedade anónima registada a 10 de Outubro de 1922, no Cartório Notarial de Arruda. A União teve como fundadores: Jose Vaz Monteiro. Armando Munhoz Bastos da Fonseca, Joaquim Jose de Azevedo e Silva, Armando Augusto de Azevedo e Silva, Antonio Alexandre Luiz Louro, Augusto da Silva Nunes Guedes, Salvador Alexandre Leal, Feliciano Augusto de Mendonça, Augusto Vaz Monteiro, Tito de Bourbon e Noronha, Antonio Bernardo de Miranda, Diniz Martins Coelho Lobo, Joaquim Soares e Inácio do Nascimento (representante da Camara Municipal). Nos estatutos da União Tauromáquica Arrudense, lê-se: “Os fins são manter uma praça de toiros em terreno para esse fim, cedido pela Camara Municipal, no campo da feira. Prover o seu acabamento e a sua conservação e explorando-a quer directamente, quer por cedência a outra entidade, constando que se salvaguarde a realização anual de duas corridas tauromáquicas por ocasião da feira anual de Junho e uma por ocasião da festa de Agosto, nesta vila quando se realizarem.” (…) “A sociedade deverá por tempo indetermina-do e enquanto puder, manter a praça em estado da realizacao de corridas tauromáquicas.” (…) “O capital social é de treze mil e oito-centos escudos, constituido por acções de dez escudos cada uma, podendo haver titulos de uma, cinco, dez, vinte, cinquenta e cem acções. O capital poderá ser ampliado se se reconhecer insuficiente para o acabamento da praça de toiros.” (…) “Haverá uma direcção e um concelho fiscal, aquela de cinco membros e este de três membros, eleitos de entre os sócios e servindo por três anos.”

Entretanto, como proprietária, a Camara Municipal reconstruiu a praça no ano de 1961, passando a ter capacidade para 2790 espectadores. Era então presidents José Marques Simões. Apesar de hoje muitos aficionados desconhecerem, pois não está identificada, a praça passou a levar o nome de “José Marques Simoes”. Embora não existam registos do cartel inaugural, sabe-se apenas que a corrida da reinauguração – a 24 de Setembro – presidiu o Dr. Osório Vaz, Governador Civil de Lisboa. A então revista anual “Vida Ribatejana” acompanhou a corrida: “Praça à cunha! Lidaram 8 bravos toiros do sr. Julio Borba, os cavaleiros João Núncio, D. Francisco de Mascarenhas e David Ribeiro Telles e os amadores José Samuel Lupi, José Barahona Núncio e José Maria Cunha e Carmo; os espadas Marcelo Acosta, mexicano, Eduardo Abularach, da Guatemala, e o vilafranquense Joaquim Barroca. O Grupo de Forcados Amadores de Santarém, capitaneados por Rhodes Sérgio, pegou os toiros destinados à lide a cavalo. Foi uma boa tarde de toiros, a de 24 de Setembro de 1961, na nova praça de Arruda dos Vinhos.”

Actualmente, as tradicionais datas taurinas estao integradas na festa maior da terra – 16 e 17 de Agosto. Pelo tauródromo arrudense já passaram as principais figuras nacionais do toureio a cavalo e do toureio a pé. Os espectáculos são agora maioritariamente corridas à portuguesa. De novo, transcrevendo a revista vilafranquense (decada de 60): “No referido tauródromo tem-se exibido grandes figuras do toureio e sempre os aficionados arrudenses as apreciam devidamente, não deixando de exteriorizar o seu agrado quando artistas de menor categoria ou simplesmente amadores, ali vão animar os espectáculos taurinos. Foi na praça de Arruda dos Vinhos – não se esqueceram mais os aficionados – que, há anos, se desenrolou a tragédia em que perdeu a vida o saudoso aficionado e forcado amador de grande categoria, o infortunado Laurentino Pereira. Ao fazer uma rija pega que muito entusiasmou a assistência, uma bandarilha soltou-se do morrilho do toiro e cravou-se-lhe no pescoco, cortando-lhe as carótidas! Foi um dia de luto para a aficion portuguesa e para Arruda dos Vinhos. O triste caso deu-se tambem por ocasião das festas de Agosto, que logo terminaram. Ninguém mais teve vontade de se divertir. Ainda hoje em Arruda se recorda com amargura o lutuoso acontecimento. 0 ano passado, além da corrida, houve uma largada de toiros, que deu ocasião a uma manhã de vivo entusiasmo nas principais ruas da vila, registando-se até o pitoresco caso de um dos bovinos cair no tanque do seu grande chafariz e ali ser alvo duma pega aquática (…) Outras peripécias se presenciaram, e o povo diverte-se a valer. Ou nao fosse Arruda dos Vinhos uma terra onde a festa brava sempre teve o melhor dos acolhimentos, terra amiga e vizinha que não deixa morrer as suas tradições.”

Pela praça de Arruda também já passaram inumeras empresas: Alberto Moreira; José Vidal Guerra; Valério A. Salgueiro; Alfredo Ovelha, Lda.; Segarra Espectáculos, Lda.; Empresa Taurina Courage, Lda.; João António de Carvalho Mascarenhas; José Lino; Organizações Taurinas “3 Tércios, Lda.”; Carvalho e Coutinho; Carvalho, Lda.; José Agostinho dos Santos; V.R S Associados, Lda. e, últimamente, o Clube Tauromáquico Arrudense.

A praça “José marques Simões” é hoje uma referência no mês de Agosto!

Fonte: http://opiriquita.no.sapo.pt/pracadetoiros.html

 

Pelourinho de Arruda

“Em Portugal, os pelourinhos são todos no interior das vilas e cidades, e quase sempre diante da casa da câmara; ao contrário da forca, que estava fora da povoação, e em lugar alto para que pudesse ser vista e aterrar os malfeitores.
No antigo livro das fortalezas, que está na Torre do Tombo, feito por Duarte d’Armas, pintor del-rei D. Manuel, há muitos pelourinhos. Os de Sabugal, Castelo de Mendo, de Mogadoiro e Penaroia, têm a mesma forma dos pelourinhos franceses, o que para mim foi novidade. Todos eles têm gaiola ou guaritas para a exposição dos criminosos. Todos os que tenho visto constam de uma coluna, donde saem quatro ganchos de ferro, tendo na extremidade uma argola e uma cadeia; em cima, uma coroa ou um capitel. O de Coimbra termina em cutelo. A gaiola do da Arruda é quadrada. O pelourinho da Batalha é mui bem lavrado, assim como o de Cintra e de Alverca.

A palavra picota significa, em linguagem judicial e municipal, o sítio onde se expunham os criminosos, e se lhes infligiam as penas impostas pelas autoridades locais. Na Ordenação Alfonsina, livro I, título 28, mandava-se que os padeiros, carniceiros, regateiras etc., que furtassem no peso, fossem postos na picota. Uma postura da câmara de Vizeu, de 1304, manda que todo carniceiro, padeiro etc., que tiver pesos falsos, pague cinco soldos, e “ponham-no na picota”.

Os pelourinhos servem hoje para afixar os editais municipais e judiciais, os anúncios fiscais etc.

Em 1833, à imitação do que se fez em França, no tempo da Revolução, arrancaram-se os ganchos de alguns pelourinhos, para apagar a lembrança do préstimo que tinham tido.

Hoje, os pelourinhos apenas são o emblema da jurisdição municipal”

Fonte: http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0060.htm