Tag Archive: Barão de Arruda


Gamboa e Liz (António de)
Foi nomeado Governador Civil deste distrito [Funchal] por decreto de 7 de Dezembro de 1835 e tomou posse a 14 de Maio do ano seguinte. Durante o seu governo, o cargo de chefe do distrito passou a ter a denominação de Administrador Geral, sendo o primeiro que entre nós exerceu estelugar. Em 1838, a Câmara Municipal do Funchal dirigiu uma representação ao governo da metrópole contra a má administração deste governador.

Nasceu em Arruda dos Vinhos a 10 de Janeiro de 1778 e morreu a 26 de Março de 1870.

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/68744031/Elucidario-Madeirense-Vol-II

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Fonte:  Correio Brazileirense de Julho 1810

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Título criado por D. Maria I, rainha de Portugal por decreto de 17-12-1801, a favor de Bernardo Ramires Esquível, 1º barão de Arruda, 1º visconde de Estremoz * 1723

1.  Bernardo Ramires Esquível, 1º barão de Arruda, 1º visconde de Estremoz

2.  António Ramires Esquível, 2º barão de Arruda, 2º visconde de Estremoz

Fonte: http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=143

No passado dia 5 de Junho deslocou-se à Biblioteca Central de Marinha o Sr. José Maria Moniz da Maia para oferecer à Marinha um livro, da sua autoria que se intitula “Ramires Esquível: II Séculos de Mar e Cinco Gerações de Marinheiros”.

O trabalho em questão é o resultado de um longo período de investigação sobre a vida e a obra dos antepassados do autor, retratando biograficamente as gerações dos Ramires Esquível, das quais fazem parte alguns ilustres oficiais de Marinha.

De salientar que no Museu de Marinha, também doado por esta família, em 1975, estão expostos dois quadros: um do Capitão-de-Mar-e-Guerra, Bernardo Ramires Esquível e o outro do seu filho António, Capitão-de-Fragata da Armada Real.

Fonte: http://www.marinha.pt/extra/revista/ra_nov2002/pag28.html

“O Município de Arruda é um dos mais antigos do país, tendo recebido o seu primeiro foral em 1160 e um novo em 1517, doado por D. Manoel. O seu primeiro Barão foi Bernardo Ramires Esquivel, tendo recebido o baronato a 17/12/1801. O terceiro Barão de Arruda foi Bartolomeu de Gamboa e Liz, que não tinha nenhum grau de parentesco com o primeiro e segundo Barões de Arruda. Nasceu a 10/10/1778 e faleceu a 26/03/1870. Era filho do Capitão-Mor de Arruda, ligado ao Santo Ofício. Foi Par do Reino, por carta de 01/09/1834. Foi ainda Cavalheiro Fidalgo da Casa Real e cavalheiro de Cristo.”

Fonte: http://www.genealogy.com/users/f/i/g/Caetano-Figueiredo/FILE/0003page.html

“Acerca do topónimo ARRANHÓ pouco se sabe, já que não é vocábulo derivado do latim, nem se vislumbram nele prefixações de origem árabe ou de qualquer outra língua conhecida. No entanto, uma tradição oral com mais de cento e cinquenta anos refere que a palavra teria provindo do português quinhentista ARRANHOU, vocábulo que em termos semânticos teria tido a sua proveniência no episódio concreto de alguém se ter arranhado numa das agrestes espécies vegetais que, outrora, predominavam nas imediações do actual agregado populacional.

Sendo sede de freguesia do mesmo nome e a segunda maior do Concelho de Arruda dos Vinhos , quer em área geográfica quer em densidade populacional, foi Arranhó dotada, já no longínquo ano de 1504, de uma capela própria, autónoma, onde o culto era seguido e praticado por todos os fieis residentes na região. Tal construção deveu-se à piedade e à benfeitoria de D. Catherina Annes, mulher de Affonso de Athayde Lourenço, fidalgo que foi da corte de D. Manuel I.

Possuidora, no então pequeno burgo de ARRANHOU(?), de casa senhorial e de vastas terras de pão e vinho, este nobre, profundo devoto do diácono e mártir de São Lourenço, escolheu-o para orago da nova capela, tendo-se conservado, este santo, como padroeiro da freguesia até aos dias de hoje.

Sua mulher, possuidora de profunda religiosidade e caridade cristã, ordenou que todos os anos se rezasse uma missa e se cantasse outra na capela, de que havia sido fundadora e benfeitora, tendo também mandado que se distribuísse pão cozido e um almude de vinho, a quem àquelas missas assistisse. Tal é a notícia que nos transmite a lápide existente na capela, hoje tornada Igreja Matriz da freguesia de Arranhó. O templo, de uma só nave e de média dimensão, sofreu mais tarde os efeitos perniciosos do terramoto de 1755, tendo sido rapidamente reconstruída a parte afectada, conforme se pode ler numa inscrição no coro da capela.

Em 3 de Janeiro de 1584, o Bispo Atropolinado de Lisboa, D. Jorge, concede a Arranhó o alvará de “Parochia“, ficando a mesma com obrigação de, anualmente, pagar ao Bispo de Lisboa 30 alqueires de trigo ou o equivalente em outros cereais.

Consta que, na deslocação da Corte do Rei Venturoso, de Lisboa para Arruda, onde este se veio refugiar de uma peste que, ao tempo, grassava na capital, o monarca terá parado em Arranhó, em cuja capela rezou.

Do século XVI ao século XVIII, nada se sabe de concreto sobre a localidade, com a excepção de que continuou a ser uma pacata aldeia, cujas gentes trabalhavam o campo. No século XIX, porque confina e se encontra intimamente ligada à região saloia, Arranhó contribuiu, em escala muito razoável, para o abastecimento de produtos agrícolas, à cidade de Lisboa.

Por esta época, era grande proprietário, na freguesia, José Falcão de Gamboa Encerrabodes, “Barão de Arruda, Par do Reino, Capitão-Mor da Vila d’Arruda” (1778-1870), cujos domínios agrícolas se estendiam até às orlas da povoação e que foi o maior empregador de mão de obra na aldeia.

Berço da escritora e grande pedagoga contemporânea, Irene Lisboa, a freguesia possui ainda antecedentes arqueológicos da idade do cobre e é detentora, nos tempos que correm, de um dos mais volumosos pesos económicos do concelho de Arruda dos Vinhos.”

Fonte: http://pcp.pt/ar/legis-7/projlei/pjl279.html