Category: Sec. XVI


Fernão Alvares Cabral

“Na Memoria Apresentada á Academia Real das Sciencias pelo Visconde de Sanches de Baêna sobre o Descobridor do Brazil, Pedro Alvares Cabral e no artigo do sr. Júlio Mardel, no «numero extraordinário» da revista Brazil-Portugal , destinado á commemoração do 4.° centenário do Descobrimento do Brazil, encontra-se a seguinte linha genealógica descendente do grande navegador :

VI — Pedro Alvares Cabral, ou de Gouveia, Descobridor do Brazil, casou com D. Izabel de Castro, 5.^ neta de El-Rei D. Fernando de Portugal e de El-Rei D. Henrique de Castella, filha de D. Fernando de Noronha e de sua mulher D. Constança, de Castro, que era irmã do grande Affonso d’Albuquerque e que foi camareira-mór da infanta D. Maria.

Jazem em Santarém na Igreja da Graça.

VII — Fernão Alvares Cabral, teve varias mercês, foi moço fidalgo, etc. . . Foi grande valido de D. João III. Morreu n’um naufrágio no Cabo da Boa Esperança; casou com D. Margarida de Castro, filha do commendador d’Arruda, alcaide-mór da mesma villa, e de sua mulher D. Brites de Castro, filha de Ayres da Silva, 5.° Senhor de Vagos.

Tiveram entre outros filhos :

VIII — João Gomes Cabral, que foi Capitão das Guardas dos Reis D. João III e D. Sebastião. Morreu em Alcacer-Quibir. Foi cazado com D. Brites de Barros, neta do chronista João de Barros.

Houveram entre outros herdeiros :

IX — Fernão Alvares Cabral, que casou com D. Joanna Carvalhosa da Maya, filha herdeira de Ruy Gomes Carvalhosa, thesoureiro-raór do reino, senhor do morgadio de Palhavã, e de sua mulher D. Maria de Maya de Lemos. D’este casamento nasceram duas filhas e herdou a casa de seus pães a primogénita.”

Fonte: “Figuras do passado por Pedro Eurico (1915)”,
http://www23.us.archive.org/details/figurasdopassado00pint

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Nascimento: 1503, Rates, Portugal

Filiação: Primogênito bastardo de João de Souza (Abade de Rates) e Mécia Rodrigues de Faria

Casamento: Maria da Costa (filhos Helena, Francisco, Garcia, Iria e Ana)

Falecimento: 28/01/1579, Rates, Portugal

Militar e político; primeiro titular da Comenda da Ordem de Cristo (1517), é Comendador de Rates e Arruda; serve na África (1532 a 1536) e luta em Alcácer-Quibir, tornando-se fidalgo (1537); em Ceuta, recebe o título de Cavaleiro (1539); Primeiro Governador-Geral do Brasil colônia (07/01/1549 a 1553), chega à Bahia com soldados, colonos, materiais e os primeiros jesuitas (29/03/1549); funda Salvador (1549), incentiva a agricultura e a pecuária e cria o primeiro Bispado do Brasil (1551); visita o Rio de Janeiro (1552) e volta a Portugal, partindo para as Índias na nau CONCEIÇÃO (1555).

Fonte:
http://www.projetovip.net/0128.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A9_de_Sousa

"Indice dos forais atribuidos por D. Manuel", 1816

Foral de Arruda, atribuido por D. Manuel em 1517

Fonte: http://books.google.pt/books?id=Y7lFAAAAcAAJ&printsec=frontcover&dq=Memoria+para+servir+de+indice+dos+foraes+das+terras+do+reino+de+Portugal+e+..&hl=pt-PT&sa=X&ei=la6ET9qmM6ex0AWLzP2yBw&ved=0CDMQ6AEwAA#v=onepage&q=arruda&f=false

O Termo de Lisboa era um vasto território a Norte e a Ocidente da cidade.

Compreendia vilas, aldeias e lugares sob a administração da capital.

O termo de Lisboa foi criado em 1385.

 “Os mais antigos documentos de que temos conhecimento em que se faz referência ao termo de Lisboa, são as quatro cartas das doações feitas, logo no princípio do seu reinado, por D. João I à Cidade – como gratidão pelos serviços, que lhe prestou, auxiliando-o na libertação do jugo que Castela queria impor ao reino e na sua elevação à realeza – das Vilas seguintes e seus Termos, para fazerem parte do Termo de Lisboa:

a)- Em seis de Setembro: a Vila de Sintra, com todos os seus Termos e aldeias, vindo pela beira-mar até Lisboa;

b)- Em 7 de Setembro: da Vila de Torres Vedras, com todos os seus Termos e aldeias, até à cidade;

c)- Em sete de Setembro: da Vila de Alenquer, com todos os seus Termos e aldeias, ao longo do Tejo, até à cidade;

d)- Em 8 de Setembro: de Vila-Verde, Colares, Ericeira e Mafra, bem como de todos os outros lugares que são desde o Termo de Alenquer até à dita cidade de Lisboa assim como vai o rio Tejo, e que são desde o Termo de       Torres Vedras até à dita cidade, e desde Sintra até essa mesma cidade, assim como vai à beira do mar.

Estas doações transformaram em Termo de Lisboa todo o território do Reino compreendido entre o Oceano Atlântico por oeste; o mesmo Oceano e o rio Tejo, pelo sul, o mesmo rio por leste; e limitado ao norte, talvez, pelo rio de Alcabrichel, do lado do Oceano, e pela ribeira da Ota do lado do Tejo”.[1]

 O Termo de Lisboa tinha uma festa religiosa – era o Círio dos saloios a Nossa Senhora do Cabo Espichel a qual se iniciou ainda no reinado de D. João I, numa época em que a população do Termo incluía cristãos, mouros e judeus, tendo as três religiões liberdade de culto.                                          

Com o decorrer dos anos, o Termo foi perdendo terreno e os seus limites sofreram algumas alterações.

Em 1527, o rei D.JoãoIII ordenou o censo geral da população.

Com os dados deste censo foi possível chegar ao conhecimento aproximado do  território do Termo, nesta data, “estudando as confrontações das Vilas que partiam com o Termo” e que eram as seguintes:

A Ocidente – Cascais, Sintra, Torres Vedras;

A Norte – Enxara dos Cavaleiros, Sobral de Monte Agraço, Aldeia Galega da Merceana;

A Oriente – Alverca, Alhandra, Vila Franca de Xira, Povos, Arruda dos Vinhos.

Voltamos a ter informações pormenorizadas sobre o Termo, no ano de 1654. A lei de 20 de Agosto desse ano,  extingue o cargo de Corregedor do Crime do Termo e distribui os 42 julgados que o constituíam, pelos Corregedores do Crime dos vários bairros de Lisboa. Odivelas ficou sob jurisdição do Corregedor do Bairro Alto. Tínhamos dois juízes de Vintena e um escrivão, os quais tratavam todas as questões relativas à administração da justiça, directamente com o Corregedor do Bairro Alto. As freguesias eram 33 e os julgados eram 42, porque havia povoações que, apesar de não serem freguesias, eram, contudo, julgados, como por exemplo Caneças. Analisando essa lista,verifica-se um aumento da extensão do Termo, relativamente ao ano de 1527, por nele se ter incluído Sobral de Monte Agraço.

As povoações enumeradas nessa lei, são as seguintes:

Olivais, Sacavém, Charneca, Camarate, Unhos, Frielas, Apelação, S. João da Talha, Santa Iria, Póvoa de D. Martinho, Via Longa, Granja de Alpriate, Tojal, Santo António, Fanhões, Bucelas, Vila de Rei, Santiago dos Velhos, Cotovios, Santo Estêvão das Galés, S. Quintino, Monte Agraço, Banho (?) , Sapataria, Albogas Velhas, Lousa Pequena, Montemor, Loures, Marnota, Milharado, Póvoa de Santo Adrião, Odivelas, Caneças, Lumiar, Carnide, Benfica, Barcarena, Algés, Belém, Oeiras.

Em 1759,  a freguesia de Oeiras, foi elevada a Vila e sede de Concelho, deixando de pertencer ao Termo. Este é  o corte mais significativo, desde 1527.

Voltamos a encontrar uma enumeração das freguesias  numa lista anexa à lei de 17 de Julho  de 1822, (para as primeiras eleições que houve em Portutgal), totalizando trinta e três. Nesta lista, aparecem  os nomes  de todas as referidas  na lei de 20 de  Agosto de 1654, acrescida das seguintes: S. Lourenço de Arranhó, Calhandriz, S. Romão de Carnaxide  e Campo Grande. Deixa de estar incluído Sobral de Monte Agraço, que entretanto passara a concelho.

Uma alteração a referir, verificou-se em 1826, quando se procedeu à convocação  de Cortes Gerais. Na lista das freguesias do Termo, aparecem mais dois nomes: Almargem do Bispo e S. Bartolomeu, que passou depois a ser conhecida por freguesia do Beato.

 Com a divisão administrativa de 1836, o Termo perdeu terreno.

Dele deixaram de fazer parte:

– Calhandriz, que passou para o  Concelho de Alhandra ;

– Arranhó e S. Quintino, agora no Concelho de Sobral de Monte Agraço

– Santiago dos Velhos, incluído no Concelho de Arruda dos Vinhos;

– Milharado e Sapataria passam para Enxara dos Cavaleiros;

– Santa Iria da Póvoa é a partir desta data, do concelho de Alverca;

– Barcarena passa para Belas;

– Carnaxide para Oeiras;

– Almargem do Bispo passa a estar incluída no Concelho de Sintra.

Ficou assim reduzido o Termo a vinte e duas freguesias.

Em 1852 extinguiu-se o Termo e criaram-se dois novos Concelhos: Belém e Olivais.

Placa ainda existente em Odivelas (Junto a Biblioteca D.Dinis)

O Concelho de Belém era formado pelas freguesias de Ajuda, Belém,  Benfica, Carnide, Odivelas, as partes exteriores  à circunvalação das freguesias de S. Pedro de Alcântara, S. Sebastião da Pedreira e Santa Isabel.

 As restantes povoações que nesta data faziam parte do Termo ficaram a pertencer ao Concelho dos Olivais.

A festa do Termo continuou a fazer-se, porque o povo do Termo era o mesmo.

O primeiro Presidente do Concelho de Belém e nosso primeiro autarca, foi o grande Historiador Alexandre Herculano, um municipalista convicto.

Posteriormente a 1852, novas reformas administrativas trazem ainda alterações. Em 18 de Julho de 1885 foi extinto o Concelho de Belém. A carta de Lei com esta data só entrou em vigor em 1 de Janeiro de 1886.

Foi traçada a linha de circunvalação da cidade de Lisboa que ía de Chelas a Algés  e houve freguesias que passaram para dentro de Lisboa , outras que ficaram com os  territórios cortados por essa linha, os quais foram anexados, conforme a situação, ou a Lisboa ou aos Concelhos de Oeiras, Sintra e Olivais.

A parte exterior da freguesia de Benfica, passou a pertencer a Oeiras, o terreno exterior de Carnide, ( que é hoje a freguesia da Pontinha ), do Lumiar, (onde é a Serra da Luz, Vale do Forno, Senhor Roubado ), da Ameixoeira, (onde agora é Olival Basto ) e toda a freguesia de Odivelas, passaram para os Olivais. Antes de traçada a circunvalação, o território destas três últimas freguesias vinha até ao rio da Costa e à ribeira de Odivelas.

E ainda não se ficou por aqui. O decreto de 22 de Julho do mesmo ano, extinguiu o Concelho dos Olivais e criou o Concelho de Loures. Entrou em vigor este decreto, a 26 de Julho de 1886.

O primeiro Presidente do Concelho de Loures foi Anselmo Brancamp Freire, grande figura da política e da cultura portuguesa do século XIX.

Na história administrativa do nosso território contamos com três grandes figuras nacionais: D. JOÃO I, ALEXANDRE HERCULANO DE CARVALHO ARAÚJO e ANSELMO BRANCAMP FREIRE, aos quais presto a minha homenagem.                                                                

Fonte: http://odivelas.com/2010/02/20/o-termo-de-lisboa/

foral_arruda_1517

Fonte:

Born: March 28, 1548
Died: September 13, 1571

Fr Peter Dias was one of the Jesuits from Portugal who volunteered his services during Fr Ignatius de Azevedo’s visit to Portugal in 1570 to seek Jesuits to join him for the Brazil mission. He was born in Arruda dos Vinhos, near Lisbon, Portugal and entered the Society on March 28, 1548. After his ordination he was procurator at the Jesuit college in Coimbra where he also taught moral theology.

Fr Dias was one of the seventy over Jesuits missionaries who set sail in three vessels for the Brazil mission. He was put in charge of some twenty Jesuits aboard the vessel carrying Dom Luis de Vasconcelos, the new governor, on his way to Brazil. The other two vessels were headed by Fr Azevedo and the third had Fr Francis de Castro. When the flotilla stopped at Funchal on the island of Madeira, off the African coast, all the ships stayed behind except the Santiago, which carried Fr Azevedo and his group. The ship’s captain was eager to do some trading in the Canary Islands but when in sight of Santa Cruz de la Palma, Fr Azevedo’s ship was attacked by Huguenot pirates and he and thirty –nine Jesuits were martyred. 

Fr Dias received news of the martyrdom of his forty Jesuits on the Santiago. He wrote to his Portuguese Provincial informing him of the sad event. When the seas were free of corsairs the other two ships left Funchal for Brazil. After some weeks crossing the Atlantic, while they were still nowhere near Brazil, they were caught in a terrible storm. Although their ships survived the gale they were many miles off course and sought haven in a small port of Santiago in Cuba while the other ship led by Fr Castro was blown towards Santo Domingo. Fr Dias had to abandon his ship and he and his passengers and crew made the long trek over the island to Havana where in late July/early August, 1571, they secured passage returning to Europe. When they arrived in Angra, in the Azores, they found that Fr Castro and his missionary companions had arrived there earlier. 

As the governor and Fr Dias were not prepared to cave in to adversity, they immediately set sail for Brazil a second time after Fr Dias had ensured that his companions who had fallen sick had been sent home to Portugal. So together with thirteen of his Jesuit companions they set out on the outfitted ship for Brazil on September 6, 1571. After six days at sea, they met five pirate ships in the vicinity of the Canary Islands. Four were French under the command of Jean Capdeville, a French Huguenot who was in the crew which massacred Fr Azevedo and his companions, while the other was an English marauder. The governor’s crew boldly faced the enemy and with a salvo, brought down the mast of the Huguenot’s vessel and killed twenty men. However, Dom Luis’ ship was surrounded and they were outnumbered five against one. Although they fought valiantly, he and his men soon fell victims to the corsairs. Fr Dias, Fr Castro and some scholastics went among the wounded to bandage their wounds and carried them to safety. The ships were soon overrun with pirates brandishing swords.

They quickly picked out the black cassocks of the Jesuits; they hacked Fr Castro to pieces and then dealt countless blows to Fr Dias. With the two priests, a scholastic and two novices were killed that day, September 13, 1571.

The remaining nine Jesuits were kept below deck until the next day and then in groups of three, brought up, subjected to torture and indignity and then thrown alive into the sea. Of the nine, seven drowned.

The two scholastics, Sebastian Lopes and James Fernandes, both strong swimmers, stayed afloat and were eventually rescued by one of the pirate ships. They were given freedom and taken back to France.

They later made their way to Portugal, where they narrated their sad story. 

The 11 companions of Fr Peter Dias were: 

Bro Ferdinand Alvares, Portuguese, native of Viseu, born in 1534, entered the Society on May 28, 1660; thrown alive into the sea on Sep 14.

Scholastic John Alvares, Portuguese, native of Estreito, born about 1545, entered the Society on Nov 1, 1564; thrown alive into sea on Sep 14.

Scholastic Michael Aragonez, Spaniard, native of Guisona, born 1543, entered the Society on Aug 1567; wounded and thrown into sea alive on Sep 14.

Bro James de Carvalho, Portuguese, native of Tondela; thrown into the sea alive on Sep 14.

Fr Francis de Castro, Spaniard, born in Montemolin about 1535, entered the Society on Aug 19, 1560; killed, then thrown into the sea on Sep 13.

Scholastic Peter Dias, Portuguese, born in Bouzela about 1541; thrown into sea alive on Sep 14.

Scholastic Alphonsus Fernandes, Portuguese, native of Viana do Alentejo, born about 1548, thrown alive into sea on Sep 14.

Bro Peter Fernandes, Portuguese, born about 1544, thrown into sea alive on Sep 14.

Scholastic Gaspar Goes, Portuguese, native of Portel, born about 1546; killed and body thrown into the sea on Sep 13.

Scholastic Andrew Paes, Portuguese, born in Oporto about 1549; thrown alive into sea on Sep 14.

Bro Francis Paulo, Portuguese, thrown alive into the sea on Sep 13.

Fonte: http://www.jesuit.org.sg/html/companions/saints.martys/september/peter.dias.html

A história da família Sousa

“V – o décimo segundo neto, Tomé de Souza [- 28.01.1579], Veador da Casa Real. Serviu na África, sendo capitão D. João Coutinho, e se achou na batalha de Alcacerquibir, tomando cinqüenta cavalos. Depois no ano de 1535, passou à Índia por Capitão da Nau Conceição; e voltando a Portugal, foi nomeado 1.º Governador Geral do Brasil, para onde embarcou em 01.02.1549. «Para comandar aquela esquadra, fundar a nova cidade, e governar a província, foi nomeado Tomé de Sousa, fidalgo honrado, que tendo militado na Ásia, e na África, e servindo a mordomia-mor de el-rei D. João III se dera a conhecer por muito digno dos cargos: e passando de Lisboa no dia primeiro de fevereiro de 1549 com a patente de capitão-general do Brasil, chegou a 29 de março seguinte ao porto da Bahia, em cuja terra aprazível foi lançado os alicerces para o estabelecimento ordenado, que dedicou a S. Salvador. Tendo governado até o mês de julho de 1553, regressou à Corte, onde o esperava o provimento de vedor da Casa de el-rei, e da Fazenda, cujo cargo ocupou também no reinado de el-rei Dom Sebastião; e foi comendador de Rates, e da Arruda ma Ordem de Cristo» (Monsenhor Pizarro, Memórias Históricas do Rio de Janeiro,

VIII, 13). Retornando a Portugal, D. João III, o fez Veador da sua casa e da Fazenda. Comendador de Rates e da Arruda, na Ordem de Cristo. Achando-se velho, obteve para seu genro o lugar de Veador da Casa Real, e se retirou a viver em sua Quinta. Primo legítimo de Martim Afonso de Souza, donatário de São Vicente, e de Pero Lopes de Souza, donatário de Itamaracá. Com geração;”

Fonte: http://o_souza.sites.uol.com.br/historia.htm

“Denominação dada ao autor desconhecido de uma série de pinturas do século XVI.

Calcula-se que este mestre tenha estado profissionalmente activo entre 1500 e 1540 e pela análise das suas obras chegaram certos historiadores, como Reynaldo dos Santos e Luís Reis-Santos, a colocar a hipótese de ser de origem flamenga, como foi o caso de bastantes outros artistas desta época.

Luís Reis-Santos foi de facto o primeiro historiador a dedicar-se ao estudo das pinturas deste mestre (e o que propôs o nome que o identifica), a partir de duas chamadas São João Baptista no Deserto e São João Evangelista em Patmos (c. 1515) que se encontram na Santa Casa da Misericórdia da Lourinhã.

Estas duas pinturas tinham sido oferecidas pela segunda mulher do rei D. Manuel, a rainha D. Maria, a um mosteiro de monges jerónimos existente na ilha Berlenga, e quando este se extinguiu foram levadas para o Mosteiro de Vale Benfeito (em Peniche) e, posteriormente, para a dita Misericórdia.

Algumas das demais obras atribuídas ao Mestre da Lourinhã encontram-se no Museu Nacional de Arte Antiga (oito pinturas sobre madeira – entre as quais Cristo envia S. João e S. Tiago em Missão Apostólica e S. Tiago e Hermógenes -, que pertenceram presumivelmente ao Mosteiro de Palmela, o Tríptico dos Infantes e o Pentecostes), na Sé do Funchal (um retábulo datado de cerca de 1510/1515, encomendado por D. Manuel), na igreja do santuário do Cabo Espichel, na igreja Matriz de Arruda dos Vinhos, na de Cascais, na Fundação Ricardo Espírito Santo (A Virgem e o Menino) e no Museu de Beja.

O conjunto das pinturas que lhe são atribuídas destacam-se pelo marcado estilo próprio do autor, que não se limitaria a copiar nem faria parte de uma oficina, e pelo avanço técnico e estilístico em relação à época perante o que se fazia em Portugal. Entre várias hipóteses colocou-se a de este personagem ser o pintor Álvaro Pires, uma vez que também executava magistralmente obras encomendadas pelo rei e seus familiares e se encontram semelhanças no que se refere à execução pictórica.”

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mestre_da_Lourinh%C3%A3

“Jesuíta. N. na Arruda dos Vinhos, e a 15 de Janeiro de 1544 professou na Companhia de Jesus. 

Foi superior do colégio de Santo Antão, de Lisboa, até que deliberou ir missionar para a índia, e partiu a 24 de Março de 1553 na nau Santa Cruz, que teve de arribar a Lisboa por não poder seguir viagem.

Tornou a embarcar para a índia, mas desta vez com o vice-rei D. Pedro de Mascarenhas, e com ele aportou a Goa no dia 23 de Setembro de 1554. Passou depois em 1557 para as ilhas Molucas, onde sofreu grandes trabalhos, querendo matá-lo o rei de Geilolo. Não morreu então, mas veio a falecer nas ilhas, quando tratava de cumprir dignamente a sua nobre missão. Há dele cartas escritas das Molucas ou ao seu geral, ou aos padres da sua província de Portugal, dando conta de seus trabalhos, e também uma relação do martírio do P. João Baptista Machado. Ficou tudo manuscrito, menos a carta que escreveu ao geral, de que se fez um extracto em língua latina, publicado juntamente com outros em Lovaina em 1669”

 Fonte: http://www.arqnet.pt/dicionario/vieirafp.html

Padre Pero Dias

“Nascido em Arruda dos Vinhos, Lisboa, Portugal, em 1526. Estudou latim, aprendeu Cirurgia e trabalhou numa loja de panos. Em 28 de março de 1548 entrou para a Companhia em Coimbra. Como cirurgião serviu o ofício de enfermeiro. Não se sabe se foi ordenado em Lisboa ou Roma, pois lá foi acompanhando o Pe. Mestre Simão Rodrigues, demorando-se ano e meio na cidade. Santo Inácio de Loyola, ainda vivo, o chamava de “pomba sem fel”.

Voltou a Portugal em 1551, e se ocupou de estudar Teologia Moral em Coimbra e depois passou 5 a 6 anos em Sanfins do Minho. Em 1555 foi destinado à missão do Congo, mas não pode ir por problemas advindos na própria missão. Em 1558 era procurador do Colégio de Coimbra. Tornou-se um renomado mestre de Casos de Consciência. Em 1567 foi destinado a acompanhar o Pe. Gonçalo Álvares, visitador na Índia, mas também desta vez não foi as missões. Seguiria três anos depois para o Brasil, por vivo desejo do Pe. Inácio de Azevedo, pois seria pessoa muito útil e necessária, mais do que em Portugal (LEITE, Serafim, História da Companhia de Jesus no Brasil, p. 256). Pe. Pero Dias desejava-o mais do que ninguém, e foi-lhe concedido.

Já em Val de Rosal passou a ocupar-se do ensino de Casos de Consciência dos irmãos que se preparavam para o sacerdócio. Morto a estocadas e lançado depois ao mar, dia 13 de setembro”

Fonte: http://www.santosdobrasil.org/?system=news&action=read&id=285&eid=282